Sucesso da Voyager Só em 150 Anos, Diz Astrof. Brasileiro
Olá leitor!
Segue abaixo uma matéria postada ontem (08/07) no “Portal
TERRA” dando destaque a uma pequena entrevista com o astrofísico brasileiro Ulisses Barres, onde
o mesmo diz, entre outras coisas, que o sucesso da espaçonave americana Voyager só
será repetido dentro de 150 anos.
Duda Falcão
ESPAÇO
Sucesso da Voyager Só Seria Repetido em
150 Anos, diz Astrofísico Brasileiro
Ulisses Barres afirma que uma nova sonda destinada a
explorar o
Sistema Solar não seria mais rápida que a Voyager I,
enviada há 36 anos
Marcus Vinicius Pinto
Direto do Rio de Janeiro
Portal Terra
08 de Julho de 2013 - 10h25
Atualizado às 10h44
Foto: Marcus Vinicius Pinto / Terra
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Até a próxima terça-feira, o Rio de Janeiro recebe a 33ª
Conferência Internacional de Raios Cósmicos, que reúne os melhores físicos e astrofísicos
do mundo inteiro e que pela primeira vez acontece na América Latina. Cerca
de mil pesquisadores de todo o mundo, incluindo o prêmio Nobel de Física de
1976, Samuel Ting, que fala nesta segunda-feira para o público, participam
do evento promovido pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. Um dos
organizadores, o professor Ulisses Barres, formado pela Universidade de
São Paulo (USP) e com doutorado em Londres, conversou com o Terra sobre o evento e
sobre o momento atual da física no Brasil.
Terra: É a primeira vez que o
evento acontece na América Latina. Por que no Brasil?
Barres: Acho
que é um sinal claro da maturidade que o País vêm atingindo em ciência. Um
apoio sólido por parte do governo, do financiamento. Os brasileiros que
participam da conferência são muitos, e quase todos envolvidos nos projetos que
estão sendo apresentados aqui. É um bom indicador.
Terra: Qual é maior novidade
em termos de Brasil?
Barres: Acho
que o projeto mais interessante, que está em uma nova área da astrofísica, tem
apenas 20 anos e se chama Astronomia de Raios Gama - que é a
observação dos céus em altíssimas energias. E o Brasil está envolvido
na construção de novos telescópios, a chamada CTA (Rede de
Telescópios Cherenkov): 60 telescópios supermodernos que deverão ser
construídos na América Latina, em lugar ainda a definir, e que vão representar
um salto nessa área. O Brasil é um dos grandes investidores na construção
desses telescópios, que devem começar em 2015.
Terra: E vamos ter um desses
no Brasil?
Barres: Não,
porque são precisos alguns recursos de localização, como um altiplano bastante
elevado de 2.000, 2.500 metros em região limpa, desértica, e não temos
isso por aqui. Mas na Argentina e no Chile, sim. E isso para nós vai ser como
abrir uma nova janela no espaço. Descobrir um cosmos totalmente novo. Algo que
se poderia prever, mas que nunca foi visto.
Foto: Nasa / AP
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Terra: Entre os diversos
temas falados aqui, um dos mais interessantes foi o professor Ed Stone falando da Voyager, que está prestes a romper a
barreira do Sistema Solar?
Barres: Sem
dúvida. Em tempos onde você compra um equipamento relativamente simples, com o
que a gente hoje consegue produzir de tecnologia, e que quebra em 10 dias, ver
algo feito há 40 anos e ainda funcionando é incrível. Enviando dados,
antecipando coisas que ainda vão acontecer. Quando lançaram a Voyager, eles
esperavam chegar na barreira do Sistema Solar, mas ninguém sabia quando e o que
seria encontrado. E um equipamento capaz de medir esses dados é impressionante.
Terra: O que podemos esperar
do trabalho da Voyager?
Barres: As
partículas que ela está medindo, mais energéticas, vindas de fora do Sistema Solar,
nunca foram medidas. Elas trazem informação do estado do campo magnético e de
qual é o ambiente cósmico fora do Sistema Solar, fora dessa proteção magnética
que o Sol nos dá e que barra a entrada de partículas para cá.
Terra: Se tivéssemos que
mandar um outra sonda hoje teríamos que esperar mais 40 anos para ter
essas informações?
Barres: Outros
40 anos, pelo menos. A viagem, começando hoje, não seria mais rápida do que a
que começou na década de 1970. A Voyager foi muito especial porque, para
chegar onde ela chegou, ela se utilizou dos planetas como
"estilingue". Ela passou rente a Saturno, Júpiter, Urano e
Netuno e com o impulso gravitacional deles acelerava e corrigia sua rota.
Essa configuração, usando os planetas em sequência, acontece a cada 150 anos e
isso foi bem calculado em 1977. Agora teríamos que esperar mais 150 anos para
lançar um sonda com tanto sucesso. É coisa única.
Fonte: Portal Terra -08/07/2013 - http://noticias.terra.com.br/


Apenas complementando.
ResponderExcluirO ganho de velocidade da Voyager 2 ao passar por Urano e Netuno foi baixo. Aias, o ganho de velocidade pela passagem por Urano (+1,25km/s) foi perdido na passagem de Netuno (-1,75km/s). Hoje em dia é possivel ter ganhos de Delta-V acima de 10km/s com propulsores ionicos. Isso somado com o efeito estiligue de Jupiter e Saturno (que se "alinham" para este fenomeno a cada ~20 anos), creio que missoes dedicada a estudos da heliopausa possam ser realizadas dentro de um intervalo menor que 30 anos.
Olá Robson Hahn!
ExcluirEstava desconfiado de que essa informação não seria muito correta e lhe agradeço pelo esclarecimento.
Abs
Duda Falcão
(Blog Brazilian Space)