Operação de Satélite Deve Ficar com Governo

Olá leitor!

Segue abaixo uma pequena matéria publicada dontem (05/10) no site “http://www.defesanet.com.br/“, destacando que segundo o presidente da Telebrás, Caio Bonilha,  a operação do futuro Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB) deverá ficar a cargo da Telebrás e do Ministério da Defesa.
Duda Falcão

COBERTURA ESPECIAL - Especial Espaço - Tecnologia

Operação de Satélite Deve Ficar com Governo

AE - Agência Estado
05 de Outubro, 2011 - 19:45
Brasília

O presidente da Telebrás, Caio Bonilha, disse que ainda não está nada definido em relação à construção e transferência tecnológica do satélite geoestacionário brasileiro, mas acredita que as diretrizes terão que ser tomadas em 30 dias, o mais tardar. "A única coisa que já está certa é que a operação do satélite ficará a cargo da Telebrás e do Ministério da Defesa", disse o executivo.

Bonilha disse que a criação de uma empresa específica para o projeto do satélite em parceria com a iniciativa privada é uma das possibilidades que estão sendo estudadas. Ele admite que para a construção do equipamento pode ser que o governo não tenha a maioria do capital. "Isto vai depender do interesse estratégico e da conveniência", disse.

O presidente da Telebrás confirmou o interesse de grupos privados no negócio, como o Schahin e o Odebrecht. O primeiro satélite, cujo lançamento está previsto para 2014, será dedicado principalmente a telecomunicações civis, basicamente para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), além de 20% da capacidade destinada às Forças Armadas, cerca de três a quatro transponders na banda X. O valor total é de R$ 716 milhões. O segundo lançamento deve ser em 2018.

Os satélites vão operar na banda Ka para o atendimento de redes de governo e iniciativas de inclusão digital, bem como na banda X, que será de uso exclusivo das Forças Armadas. Isso permitirá, por exemplo, ampliar o número de municípios que serão atendidos pelo PNBL até 2014, hoje estimados em 4.283.



Comentário: Falou o escudeiro do governo nesse projeto. Escudeiro não no sentido de ajudante como era na época medieval e sim como escudo mesmo. Esse exemplo aqui é muito bom para ajudar aos mais jovens e menos experientes a compreender como é feita a política de informação governamental nesse país. Note que agora a construção do satélite (previsto para ser lançado em 2014) poderá não ter a maioria do dinheiro para sua construção, pois irá depender do interesse estratégico e da conveniência. Ora, mas anteriormente não foi divulgado em jornais, revistas e TVs de todo país a extrema necessidade estratégica desse satélite? Como então agora a sua construção dependerá do interesse estratégico e de conveniência? Como se divulga o lançamento de um projeto sem os recursos adequados? A verdade caro leitor, é que eles perceberam a m... que fizeram e agora começam a ensaiar uma saída utilizando o pobre do Caio Bonilha como escudo. É aquela coisa, empurra com a barriga, deixa o Bonilha falar e se a coisa pegar lá na frente, dança o Bonilha. Rsrsrsrsrs, os anos passam e o Brasil continua se recusando a amadurecer como nação e a grande ironia nisso tudo é que isso acontece por pura conveniência. Êta palavrinha difícil sô.

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