Professor Visitante da UFRN Tem Artigo Publicado na Nature

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (13/10) no site “Natalpress.com” informando que o professor russo da Universidade de Wisconsin-Madison (USA), Alexander Lazarian, atualmente professor visitante na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), demonstra nova concepção das estrelas em um artigo publicado neste mês na revista Nature.

Duda Falcão

Ciência e Tecnologia

Professor Visitante da UFRN Demonstra
Nova Concepção das Estrelas na Nature

13/10/2011 - 10:36

O professor russo Alexander Lazarian, da Universidade de Wisconsin-Madison (USA), atualmente em Natal como professor visitante do Instituto Internacional de Física (IIF), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), teve um artigo publicado neste mês na revista Nature, uma das mais prestigiadas publicações científicas do mundo.

O trabalho revela que a formação das estrelas ocorre em um meio turbulento de interações complexas entre campos magnéticos, gases e nuvens moleculares, diferente da compreensão que se tinha antes, de que essas formações aconteciam em meio estático.

De acordo com o professor, é importante entender como são formadas as estrelas e por vários motivos. “As estrelas são uma condição para as nossas vidas. Nenhuma vida é possível sem as estrelas”, disse o professor de astronomia.

Segundo Alexander Lazarian, elementos químicos como o carbono e o oxigênio, essenciais para os seres vivos, são produzidos dentro das estrelas, a partir de hidrogênio e hélio, em reações nucleares. Essas reações é que dão origem às estrelas, planetas e galáxias.

Alexander Lazarian explicou que seu artigo, intitulado Low-Mach-number turbulence in interstellar gas revealed by radio polarization gradientes, traz uma “mudança substancial no paradigma da compreensão do processo de formação das estrelas”, que desconsiderava a turbulência do meio interestelar.

A reação da comunidade científica, segundo o professor Alex, foi positiva, pois os estudos e observação de sua pesquisa ocorreram num processo de pouco mais de 15 anos. “É importante que nós, cientistas, harmonizemos nossos conhecimentos nas pesquisas. Daí a importância de institutos como o Instituto Internacional de Física. Aqui nós podemos firmar compromissos de colaboração com pesquisas de cientistas de toda a parte do planeta”, disse.

A constatação da existência desse meio turbulento só foi possível graças a supercomputadores e diversas combinações de telescópios, que puderam identificar espectros radiopolarizados, constatando o fenômeno. Essas medições permitiram criar um novo panorama do meio interestelar, revelando poeira e gases ionizados (plasma) deslocando-se em velocidades próximas à velocidade do som.

A compreensão da turbulência do meio interestelar não é uma tarefa fácil nem mesmo para os cientistas. Fatores como plasma, poeira cósmica e campos magnéticos tornam difíceis as chances de previsibilidade do comportamento desse meio. “Não se pode prever o que acontece com uma parte específica; é imprevisível. Mas pode-se prever estatisticamente”, esclareceu Lazarian. Isso quer dizer que, embora essa turbulência cósmica não seja regida por uma equação ou algoritmo, é possível identificar padrões.

O artigo do professor Alexander Lazarian, em formato eletrônico, pode ser conferido no original através do link abaixo.


Brasil e Ciência

O professor Alexander Lazarian elogiou a política do Brasil em investir e estimular o desenvolvimento da ciência. “Eu aprecio o trabalho dos cientistas brasileiros. Me agrada, inclusive, a idéia do Brasil permitir que cientistas brasileiros possam ir para o exterior visitar outros lugares”, declarou.

Ainda segundo o astrofísico, “o Brasil é uma das grandes potências científicas da atualidade, pois a ciência no Brasil está se desenvolvendo muito rápido”. Em 1993, Lazarian visitou Natal quando era estudante da Universidade de Cambridge (Reino Unido). Hoje, ele elogia que a cidade tenha o Instituto Internacional de Física.

O professor Alexander tem trabalhado com muitos cientistas brasileiros, como a professora da USP Elisabete de Gouveia Dal Pino, sua maior colaboradora no Brasil. Recentemente teve como alunos dois brasileiros na Universidade de Wisconsin-Madison, pelo programa de “graduação sanduiche”. “Fiquei muito feliz com o conhecimento, capacidade e empenho deles”, destacou. Lazarian disse também que ainda mantém contato com seus ex-alunos brasileiros e que gostaria muito de poder trabalhar com mais estudantes do Brasil.

Na UFRN o professor firmou parceria para desenvolver pesquisas com o professor José Renan de Medeiros, do Departamento de Física Teórica e Experimental. Há menos um mês como professor visitante do Instituto Internacional de Física, Alexander Lazarian cumprirá uma agenda de palestras e seminários na UFRN, que ainda não foi definida.

Para essa agenda, está prevista também, uma palestra aberta popular, ou seja, não só para estudantes e profissionais da área. “A ciência costuma estar um pouco distante da vida das pessoas em geral. Mas é importante que as pessoas entendam a importância da ciência. Na verdade, não se pode subestimar o impacto que a ciência tem na vida das pessoas”, ensinou.


Fonte: Site Natal Press.com - 13/10/2011

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