Em 4 Anos, INPE Deverá Gerar 400 Empregos em São José

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (04/11) no site do jornal “O VALE”, destacando que segundo o diretor do INPE, Leonel Perondi, o instituto deverá gerar 400 empregos em São José em 4 anos.

Duda Falcão

Nossa Região

Em 4 Anos, INPE Deverá Gerar
400 Empregos em São José

Perspectiva foi divulgada pelo diretor do instituto em evento
de comemoração dos 25 anos do laboratório de integração

Vivian Zwaricz
São José dos Campos
04 de dezembro de 2012 - 01:54

Foto: Warley Leite
Pesquisadores testam equipamentos dentro
da câmara de vácuo do LIT em São José

O INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) pretende gerar, até 2016, cerca de 400 novos empregos em São José. A perspectiva é do diretor do Instituto, Leonel Perondi, e foi revelada ontem durante a comemoração dos 25 anos do LIT (Laboratório de Integração e Testes), na sede do INPE.

Segundo ele, a previsão orçamentária para 2013 deverá ser de R$ 200 milhões, repetindo o valor deste ano.

“O valor é suficiente. Para o que está previsto para o ano que vem é suficiente”, disse o diretor.

Ainda de acordo com ele, os projetos para 2013 são a continuidade do CBERS-3, a construção do CBERS-4, que deve ser feita logo após o lançamento de seu antecessor, o programa Amazônia e a proposta de um satélite internacional como o Sabiá-Mar, em parceria com a Argentina (veja quadro nesta página).

Para 2013, Perondi vai priorizar o término de projetos em andamento. “É preciso ter eficácia. As missões com atraso precisam ter resultados. É necessário esforço de todos nós”, afirmou.

Empregos - Uma das prioridades do novo diretor do INPE é gerar empregos.
Segundo ele, o instituto corre o risco de perder 40% do quadro atual até 2016. Hoje, o INPE tem cerca de 1.100 servidores.

“Boa parte deste número deverá se aposentar. É preciso renovar porque poderemos enfrentar grandes dificuldades”, afirmou.

CBERS-3. Previsto para ser lançado em órbita primeiramente em 2007 e depois em novembro deste ano, o CBERS-3 continua em fase de testes. A expectativa de Perondi é lançá-lo até o fim do primeiro semestre de 2013.

“Não podemos falar em atraso. É preciso entender que, uma vez em órbita, não há como repará-lo. É preciso ter garantia, confiança e os requisitos necessários para voos”, disse Perondi.

Aniversário - O LIT é o único laboratório do Hemisfério Sul capaz de integrar e realizar testes completos de satélites e seus subsistemas.

Para o diretor, o LIT é fundamental no programa espacial. O laboratório conta com cerca de 60 servidores.

No local, são feitos testes de qualificação e certificação, desde antenas, veículos de grande porte até atender às necessidades de vários programas na área espacial como a série CBERS, do VLS, veículo lançador de satélites do Brasil; do HSB, carga útil meteorológica desenvolvida para equipar um satélite da NASA, entre outros.

ANÁLISE

Argentina Será Rival Tecnológica

São José dos Campos - O Brasil pode ter em alguns anos a Argentina como ‘rival’ na área tecnológica e o INPE, em São José, corre o risco de perder o ‘posto’ de ter o único Laboratório de Integração e Testes do Hemisfério Sul.

Isso porque a Argentina está construindo uma grande ‘praça’ de desenvolvimento espacial, em parceria com a NASA (Agência Espacial Norte Americana).

As informações foram divulgadas ontem pelo presidente da AEB (Agência Espacial Brasileira), José Raimundo Braga Coelho, durante a comemoração aos 25 anos do LIT.

“Eles estão investindo muito em infraestrutura e construindo um ‘senhor’ laboratório de integração e testes. Isso é um incentivo para nós brasileiros, nos mostra que não podemos parar, o LIT precisa de várias outras expansões e nós temos que enfrentar esse desafio. Precisamos crescer ainda mais”, afirmou o presidente.

Satélites - Todos os satélites desenvolvidos na Argentina são testados e montados no LIT, em São José. Para Coelho, a competitividade será saudável para o Brasil. “Logo, a Argentina terá sua própria estrutura. Temos que prosseguir na implantação do LIT de forma completa e procurar expandir e crescer ainda mais”, disse.


Fonte: Site do Jornal “O VALE” - 04/12/2012

Comentário: Em primeiro lugar leitor, pelos números que vem sendo divulgado pelo SindCT, 400 empregos são insuficientes, principalmente num período de 4 anos. E a verdade tem de ser dita. Com a criação do laboratório Argentino que só o agora o Presidente da AEB soube de sua existência (incrível), o Programa Argentino de Satélites ampliará ainda mais a distância do que é feito tecnologicamente nessa área nesse país platino, e o que realmente é realizado pelo Brasil, onde cada projeto de satélite leva em média 10 anos para se decidir se será realizado ou não, e sabe deus quantos anos mais para colocar o satélite pronto para voo. Não existirá concorrência coisíssima nenhuma, já que a eficiência do Programa Argentino de Satélites está anos luz a frente do programa brasileiro e a única chance para o LIT é atender os clientes em áreas que o laboratório argentino não possa atender, isto é, até o momento em que o mesmo ainda não esteja completo. A partir daí, o espaço do LIT ficará restrito para atender os satélites brasileiros e os outros setores de interesses da indústria brasileira. Lamentável!

Comentários

  1. De fato, a notícia é falaciosa, já que não vão ser gerados 400 novos empregos, mas sim vão se limitar a substituir uma parte dos aposentados.

    E é estranho que o Sr. Perondi venha dizer que R$ 200 milhões são suficientes, quando é do conhecimento público que, com esse orçamento, o INPE nem sequer tem conseguido cumprir com os prazos dos projetos já em andamento, quanto mais iniciar novos projetos.

    Muito mal vai o PNAE...

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  2. Engraçado a visão de quem está coordenando isso. 400 empregados até 2016?Na verdade já vimos o ministro Raupp falar sobre isso, e alguns empregados do INPE reclamaram, dizendo que tudo o que isso iria fazer era substituir a mão de obra que se iria aposentar e não complementar o INPE que já se encontra com falta de mão-de-obra. Se continuarem nesse ritmo, colocando só 100 pessoas por ano, nunca haverá o reforço que realmente necessitam.

    Com essa notícia da construção do laboratório de montagem de foguetes da Argentina, agora é que o Brasil precisa urgentemente de criar seus lançadores para ampliar o "pacote" de vendas de serviços.

    Essa notícia não é muito animadora, e aquele tal financiamento extra que seria dado para a área parece ter sido afinal balela política, visto que o financiamento se mantem.

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  3. Em vez de ganhar mercado, o Brasil vai perder um importante cliente.

    E o Sr. diretor tem a cara de pau de dizer que vai "criar" 400 empregos, sendo que ele mesmo afirma que 440 vão sair. Um saldo negativo de 40.

    Ou seja: até 2016, segundo esse "planejamento". o INPE terá menos 40 funcionários.

    Mas o que esperar se um diretor de instituto de pesquisa avançada não conhece aritmética?

    Oooo tristesa...

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