Centro de Lançamento de Alcântara Recebe Comitiva Interministerial

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (02/10) no site da Força Aérea Brasileira (FAB) destacando o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) recebeu Comitiva Interministerial.

Duda Falcão

ESPAÇO

Centro de Lançamento de Alcântara Recebe Comitiva Interministerial

Por Tenente Felipe Bueno
Edição: Agência Força Aérea
Revisão:  Major Monteiro
Fonte: Agência Força Aérea
Publicado: 02/10/2019 22:50

Fotos: Sargento Bianca Viol/CECOMSAER


O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), Organização Militar da Força Aérea Brasileira (FAB) localizada no Maranhão, recebeu a visita de representantes de diversos Ministérios e órgãos governamentais nesta terça (01/10) e quarta-feira (02/10). O Chefe de Operações Conjuntas do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas do Ministério da Defesa, Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior, integrou a comitiva e falou sobre o objetivo da visita.

"O Programa Espacial Brasileiro é um assunto complexo do Estado e, para ele, precisamos da união de diversos órgãos federais, estaduais e municipais. Então, trouxemos aqui a administração federal em seu mais alto nível, com secretários-executivos, para que vejam in loco e tenham a percepção do que cada Ministério tem a contribuir para o Programa Espacial", disse o Oficial-General.


A comitiva, composta por representantes de 12 ministérios e quatro órgãos governamentais, além do vice-prefeito de Alcântara, conheceu as instalações do CLA, que é responsável por executar as atividades de lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais, além de coleta e processamento de dados das cargas úteis. Os visitantes assistiram, ainda, a uma apresentação sobre o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST).

O Diretor do Centro, Coronel Aviador Marco Antônio Carnevale Coelho, falou sobre as características do CLA. “Somos uma unidade ímpar em termos de localização, considerando todas as perspectivas, tanto geológica quanto climatológica. O Centro já tem essa dinâmica de vantagem naturalmente.”, disse.


Além da visita às instalações da Organização Militar, a comitiva visitou o atracadouro sob a responsabilidade do CLA em Alcântara, utilizado pelo Grupamento de Apoio de Alcântara (GAP-AK) e pela população maranhense; o centro histórico e a zona rural do município. O Secretário Nacional de Estruturação do Turismo, Robson Narpier Borchio, falou sobre o potencial de atração turística da localidade. "A região tem características muito interessantes do ponto de vista turístico, temos o Centro de Lançamento e uma cidade histórica muito representativa, com ruínas, arquitetura totalmente especial, próxima a uma rota importantíssima do turismo, a Rota das Emoções, onde estão localizados os Lençóis Maranhenses, então ela tem tudo para somar a um componente de turismo muito grande, vinculado aqui ao litoral. O CLA é um importante gerador de tecnologia, de formação de mão de obra, na ponta da tecnologia mundial, isso contribui fortemente para uma sinergia com relação ao turismo", explica.


O Presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Coronel Engenheiro da Reserva Carlos Augusto Teixeira de Moura, falou dos benefícios do desenvolvimento de um Centro Espacial em Alcântara. "Esse empreendimento demanda não apenas os meios técnicos que estão a cargo do Comando da Aeronáutica e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, mas, também, um programa de Estado que invista completamente na região de forma que consigamos crescer juntos e desenvolver todo o potencial para aqui se transformar em um polo gerador de desenvolvimento não apenas industrial e tecnológico, mas também turístico", disse.


A comitiva sobrevoou a região a bordo do helicóptero H-36 Caracal do Primeiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (1º/8º GAV) - Esquadrão Falcão, e visitou o centro, a zona portuária e as agrovilas do município de Alcântara.

Para o Secretário-Executivo Adjunto do Ministério do Desenvolvimento Regional, José de Castro Barreto Júnior, a atividade espacial pode trazer benefícios aplicáveis a diversas áreas em Alcântara. "Essa comitiva tem desafios de unir suas políticas públicas para desenvolver a região, que tem um potencial gigantesco. Na nossa pasta, temos, no mínimo, quatro áreas relacionadas a Alcântara, que são mobilidade, saneamento, recursos hídricos e desenvolvimento", concluiu.


Vídeo: Soldado Matheus Silva/CECOMSAER 



Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

Comentário: Bom leitor, diante da postura governamental de agora, creio que essa visita seja realmente produtiva e traga resultados. Entretanto volto a insistir, o Presidente Bolsonaro precisa ir pessoalmente a região de Alcântara fazer um ‘Tete-a-Tete’ com as Comunidades Quilombolas, só assim conseguirá o apoio dessa gente, principalmente se chegar junto com o Departamento de Engenharia do Exercito para assim resolver questões emergenciais dessas comunidades. Esse povo precisa de ação e não de promessas.

Comentários

  1. Com todo respeito Duda, Bolsonaro não precisa sair de Brasília ( embora deva sempre que puder visitar todo o Brasil) para resolver a situação de Alcãntara. O que o Brasil precisa é de "FOGUETE!" Eu posso estar errado, e de qualquer forma afirmo que todos estes citados na reportagem merecem respeito, mas talvez o valor gasto com esta "viagem" ( eu não vou falar passeio) seria suficiente para arcar com os custos de compra de uma plataforma inercial da CLC, no mínimo, eu acredito piamente nisto. Eu quero dizer, entristece um pouco às vezes. Já fazem talvez mais de dois anos que se "debatem entre especialistas do governo soluções para Alcântara". E nada de concreto. É um pouco desanimador. "FOGUETE" que é bom, nada...

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    1. Pois é , só acrescento que fico EXTREMAMENTE triste com essa enrolada toda onde fica claro o descaso total com Alcântara que, como disseram ,é o, melhor lugar pra lançamentos no mundo ,mas só lançou foguetinho até hoje.

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    2. Sim, e veja, o VLS era projeto praticamente pronto. Sim, precisava de melhoramentos, mas pontuais. Talvez a explosão do SLS tenha sido "falta de pára-raio" na plataforma de lançamento (como disseram os Russos) ou um problema de Tribueletricidade, que pode acontecer com um simples "lustrar" o foguete, em se tratando de combustível sólido. Aliás, esta tribueletricidade provavelmente foi a causa de outra explosão do SLS, já no ar, voando, que foi confundida com "tremores". Um foguete treme mesmo. Isto é normal. Mas se ele explodiu antes de se desmanchar ou desintegrar, certamente a causa foi tribueletricidade. E para se livrar da tribueletricidade, eu não encontrei o website novamente para postar um link, mas é simplesmente colocar um minio gerador de eletricidade de corrente contínua com o polo negativo ligado à parte externa do tubo, corpo do foguete. Parte da eletricidade do gerador é consumida pelo próprio foguete, o polo positivo, e o polo negativo e acrescido dos eletrôns da tribueletricidade. razoavelmente simples. Mas o governo e os engenheiros brasileiros preferiram enterrar o SLS em um ato covarde, desrespeitoso a todos aqueles que morreram em Alcântara. Eu como brasileiro me sinto envergonhado. Se fosse em um país sério ( adianta dizer isto?) aquele acidente serviria de estimulo como uma questão de honra. Então vem alguns e dizem que nós fomos sabotados... só se sabotados por nós mesmos. Sabotados pela nossa incompetência e covardia. Lamentável. Como cantam Christian e Ralf "Chora peito, me mata de uma vez, prá não dar tempo de pensar em você..."

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  2. Aliás, a questão da plataforma inercial também é muito simples, pelo menos para o foguete. No caso de satélites, é algo mais complexo, mas possível. Eu eu tenho um ideia como. Para o foguete especificamente, veja, você precisa guiá-lo até atingir o vácuo, ou melhor até acabar o combustível. Esta distância não é assim tão grande. Então, ao invés de colocar um aparelho dentro do foguete, igual, idêntico aos que os outros fazem, coloque simplesmente um receptor de rádio em uma determinada frequência, e quatro postes espalhados longe, longe, ao redor da base, talvez 20 quilômetros ao redor da base. Então a partir destas torres, você emite ondas de rádio, e o receptor dentro do foguete, considerando o tempo e a forma que recebe estas ondas, poderá identificar sua posição, e por sistemas computacionais, guiar o foguete para onde se deseja. Simples assim. Basta pensar fora da caixa. Como sempre o Brasileiro fica esperando a solução vir do exterior, para fazer uma cópia com cara feia e óculos Ray Ban, e nada vai adiante. Mas, como eu sou Brasileiro, certamente esta minha ideia será considerada estúpida por aqueles "mestres" e "doutores", autoridades governamentais que "dominam o assunto". Então eu tenho que falar: "eu vi isto na internet, é coisa de Americano". Aí sim, darão crédito... É o nosso Brazil... zil... zil... "Brasileiro, o famoso comprador de doce de banana Francesa".

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  3. Estas coisas que eu falo, Duda, são "Open Source". Hoje eu estou com um coração macio, cheio de boa vontade, e querendo ajudar para ver se Jesus me ajuda com a questão da Raposa, o meu querido Cruzeiro, que está feia. Então, aproveito! Enjoy!

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  4. Aliás, olha, com estas dicas que eu dei está facílimo ressuscitar o VLS. Basta fazer uma oração para São Lazaro, e colocar mãos à obra. Não tem mistério. O que tem muito é incompetência intelectual e má gestão. E covardia. Apatriotismo. Infelizmente. Eu não digo isto com satisfação, tenha certeza.

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  5. Aliás, eu profetizo, com o poder do amor que Deus me deu, que só sai foguete voando de Alcântara para o espaço, com sucesso, se se fizer lá uma capelinha bonitinha e caprichada em homenagem a São Lazaro. Caso contrário, solte vacas para pastar lá que dá menos prejuízo. Por favor, Duda, publique isto como prova das minhas santas palavras.

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    1. Kkkkkkkkkkkk, publicado Victor, mas tenha calma o foguete vai sai sim, talvez não o VLM-1 e talvez não em 2021 ou 2022, mas ja existe um movimento nesse sentido por parte do governo e com participação privada. Vamos ver se a coisa anda mas todo o esforço agora esta na aprovação do AST, não só por ser necessario para continuidade do PEB, como tambem devido a falta no momento de recursos, esta atrelada a aprovação da reforma de previdência. Vamos torcer.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  6. Okay Duda! Sumarizando, tribueletricidade: corrente contínua negativa; plataforma inercial: geolocalização por ondas de rádio.

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  7. Duda, muito obrigado por abrir este espaço para nós podermos comentar e muitas vezes, como eu faço, desabafar minha insatisfação. Certamente tu colaboras muito com o PEB. O Brasil, ou melhor, o governo Brasileiro, o funcionalismo público Brasileiro, é uma coisa... e caro, viu, como dizemos aqui na Minas, "custoso".

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  8. Aliás, Duda, perdoe-me, mas eu necessito falar. Este negócio de 2021, 2022, ad perpetum é conversa para boi dormir. Se quiser sai semana que vem. Mas, bem, é assim que os Americanos fazem... então, sem saber bem o motivo, tem que fazer igual. Se pegar para fazer, quando o Olodum estiver passando pela Barra no próximo fevereiro, é possível ver um Foguete Brasileiro passado por cima, no céu. Eu estou falando sério. Mas você já viu falar de bicho-preguiça concursado e sindicalizado?

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  9. Quer que eu fale sobre uma plataforma inercial "in space" para satélites de última tecnologia, inédita, 100% Mineira? É o seguinte Simples. Uma caixa, pequenina, de interior branco. Dentro desta caixa você coloca uma pequena bola preta. E em todos os lados desta caixa você coloca uma micro-câmera. E assim, com um computador que meça a localização da bola, você saberá o posicionamento tridimensional do satélite. Isto considerando que o satélite está em velocidade constante. Se o satélite for mover-se com alguma velocidade, você faz também uma caixa cheia de água, pequenina, e em cada lado da caixa você coloca uma sensor extremamente sensível de pressão. Assim, para o lado que o satélite se mover, em velocidade você terá uma pressão diferenciada em cada um dos sensores. Bem, uma caixa custa dez reais, microcâmeras você pode comprar na 25 de março, em São Paulo, talvez não custe mais do que trezentos reais. A outra caixa cheia de água, mais dez reais. Os sensores de pressão, bem, talvez custe mais, porque você sabe como é caro estas peças de carros... Simples assim. Não tem nhém, nhém, nhém. Só não faz por pura falta de confiança em si mesmo, no próprio povo. Dói, realmente, eu sinto dor.

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  10. Ainda em relação à plataforma inercial para satélites, eu disse bolina preta e acrescento vermelha. Preta e vermelha. Assim você poderá saber se a bolinha está girando. E, juntando os dados dos dois sistemas, a caixa com a bolinha e a caixa com a água, você tem o controle preciso de movimento do satélite. Simples, simples, simples assim.

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  11. O sistema computacional do sistema inercial que eu citei acima, para satélites, pode ser feito com um smatphone que tenha instalado um Apps (aplicativo) desenvolvido por algum moleque fera que tem por aí, ligado às câmeras e aos sensores de pressão. Assim, uma pechincha. Entende? O que tem custado caro é a burrice. O sistema é burro. O sistema do DCTA e adjacências...

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  12. Em certos lugares onde eu disse "velocidade", leia-se "aceleração". Perdoe-me. Eu espero que a quem interesse, ficou claro.

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