Perseverança: "Meu Objetivo é Trabalhar na NASA"

Olá leitor!

Convido você a se interar melhor sobre a vigem da estudante mineira Janynne Lorenna Souza Gomes a NASA (já abordado aqui no blog, veja as notas Jovens Promissores - Sistemas de Informação , Jovens Estudantes Brasileiros Irão Fazer Estágio na NASA , Visita à NASA Abre Precedentes para Alunos da UNIVALE), suas implicações e perspectivas futuras, através desta matéria postada no site do jornal mineiro “Hoje em Dia” em 16/08/2010.

Duda Falcão

Minas

Perseverança: "Meu Objetivo é Trabalhar na NASA"

Nem visto recusado por 2 vezes para alcançar o estágio

na agência espacial americana fez estudante desistir do sonho

Ana Lúcia Gonçalves

Da Sucursal da Região Leste de Minas

16/08/2010 - 10:46

Álbum de família

A estudante Janynne Lorenna Souza Gomes, 22 anos, em uma das salas de controle da Nasa: a persistência

GOVERNADOR VALADARES – Sonho realizado. A estudante Janynne Lorenna Souza Gomes, 22 anos, que foi convidada para um estágio na National Aeronautics Space Administration (NASA), Estados Unidos, está de volta. Ela chegou a ter o visto negado pelo consulado duas vezes, apesar do convite do governo norte-americano.


Passada a polêmica, obteve o visto e embarcou após intervenção da própria agência espacial. De volta à Governador Valadares, Região Leste de Minas Gerais, conta que valeu a pena tudo o que passou. “Meu objetivo agora é trabalhar na NASA”, afirma determinada.


Estudante do 6º período do curso de Sistemas de Informação da UNIVALE, a valadarense recebeu o convite para participar de um estágio na agência espacial americana quando participava de um congresso de tecnologia, no Campus Party, em São Paulo, em janeiro deste ano.


Ela assistia a uma palestra do professor do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Loyola Maryland, diretor do Centro Loyola de Informática Comunitária e Engenheiro da NASA, Marco Figueiredo, quando perguntou a ele como faria para entrar para a agência espacial. Depois de troca de e-mails, recebeu o convite, mas a viagem marcada para maio, teve que ser adiada para julho porque o visto da estudante foi negado por duas vezes seguidas.


Figueiredo, que acompanhava todo o processo, interveio e foi informado pelo consulado que o Departamento de Estado Americano havia mudado recentemente as suas regras sobre a emissão do visto B1/B2 (para turismo e negócios), pleiteado pela aluna e que antes permitia a entrada nos Estados Unidos de estagiários não remunerados. Diante disso, o Centro de Vôos Espaciais Goddard da NASA teria que realizar uma adequação do programa de estágio às novas regras.


Desta forma, o visto, agora indicado para o processo de estágios via NASA é o tipo J1 (de intercâmbio), designado para intercâmbio de estudantes, mas além de ser em número limitado, define como grau de escolaridade a pós-graduação.


A liberação do visto também estava atrelada a um acordo entre a NASA e a entidade de onde o estudante se origina. A NASA então criou um programa de visita observacional de 30 dias substituindo o estágio de três meses. Depois disso, ela conseguiu o visto para turismo e negócios com validade para dez anos.


Jovem Diz Que é ‘Fascinante’


Além de passar grande parte de seu tempo de visita nos laboratórios do Engineering Boot Camp no Centro de vôos Espaciais Goddard, Janynne visitou também o Centro da NASA na Ilha de Wallops, de onde são lançados foguetes de baixo alcance e balões de longa duração.


O programa incluiu visitas a projetos de robótica da Universidade Loyola Maryland e da Universidade do Estado de Maryland, onde um robô submarino está sendo desenvolvido para investigar a camada de gelo imersa nas águas do Ártico.


Cinqüenta estudantes de países diferentes participaram do estágio de três meses mas a valadarense só ficou um. Juntos, desenvolveram 15 projetos. “Foi a melhor experiência da minha vida. Fascinante, diferente de tudo que já vivi. Quando cheguei lá pude comprovar que todo o esforço empenhado valeu a pena”.


Segundo ela, além do conteúdo técnico, aprendeu melhor o inglês e conviveu com pessoas e culturas diferentes, uma equipe internacional.


Na área técnica, a robótica foi o que mais surpreendeu a estudante. Na NASA ela participou de projetos e pesquisas. “Aprendi a trabalhar com imagens tridimensionais e mapeamentos de territórios. Pude ver que robótica é um assunto muito interessante e tenho capacidade de investir meus conhecimentos nesta área para desenvolver projetos aqui na UNIVALE, em benefício da comunidade”.


Entre os projetos estão alguns voltados para a área de exploração espacial e outros sociais, como os de inclusão digital que poderão levar outros estudantes da UNIVALE para a NASA através de parceria com a Universidade Loyola.


Visita Abre Precedentes


A visita abre precedentes para outros estudantes valadarenses participarem do processo para estágio na NASA. Janynne trouxe na bagagem a promessa de futuras experiências e perspectivas de parceria com a UNIVALE com possibilidade de estágios para seus acadêmicos a partir de 2011.


Diretores de estágio na NASA visitarão a UNIVALE no final deste ano para selecionar uma equipe para estagiar na agência espacial. Janynne vai coordenar os projetos que serão apresentados aos alunos valadarenses.


Para a coordenadora do curso de Sistemas de Informação da UNIVALE, Rossana Cristina Ribeiro Morais, a universitária foi um exemplo não só para os alunos do curso, mas para os estudantes de todas as áreas, que através da força de vontade conseguiu sonhar alto e atingir seu objetivo.


Marco Figueiredo enviou ofício onde elogia o desempenho de Janynne e promete a visita para estreitamento da parceria. “Vão apresentar projetos que facilitarão o envio de estudantes nossos para lá”, comemora Cristina, contando que Janynne chegou a Valadares com uma vaga de mestrado já assegurada na Universidade de Loyola.



Fonte: Site do Jornal “Hoje em Dia” - 16/08/2009


Comentário: Pois é leitor, como devemos analisar essa notícia? Esta errada a jovem Janynne por querer trabalhar na NASA invés de trabalhar no Programa Espacial Brasileiro? Está errada a UNIVALE em criar melhores condições de formação buscando uma parceria com a NASA para seus alunos? Obviamente que não, está errada sim a sociedade brasileira por permitir que algo assim (cada vez mais comum) aconteça não criando as condições para que esses jovens promissores permaneçam no país. Quem ganha com isso? Ora meu caro leitor, certamente os jovens que optam por esse caminho, as universidades que ganham prestigio, e principalmente e com sabedoria, a sociedade americana que investe quase nada na formação desses profissionais altamente qualificados. Quem perde com isso? Lamentável! Parabéns a jovem Janynne pela competência e pela perseverança e parabéns a UNIVALE pela visão. Nota zero a sociedade brasileira que após mais de 500 anos não conseguiu ainda criar uma nação de verdade.

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