Problemas com o Gravador de Dados do CBERS 3

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (27/08) no blog “Panorama Espacial” do companheiro jornalista André Mileski destacando que houve problemas com o gravador de dados do satélite CBERS 3 desenvolvido pela empresa brasileira MECTRON.

Duda Falcão

Problemas com o Gravador de Dados do CBERS 3

27/08/2010

O projeto do CBERS 3, primeiro satélite da 2ª geração do Programa Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, avança em linha com os objetivos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) de colocá-lo em órbita entre 2012 e 2013, mas também enfrenta alguns percalços.

Há algumas semanas, após testes realizados entre os meses de junho e julho, o gravador digital de dados (Digital Data Recorder - DDR) do satélite foi recusado e enviado de volta ao Brasil pela parte chinesa, em decorrência de mal funcionamento. Dentro do programa CBERS, o componente é de responsabilidade brasileira e foi contratado pelo INPE junto à Mectron, de São José dos Campos (SP).

Este não é, aliás, o primeiro problema da Mectron com satélites. O subsistema de suprimento de energia da Plataforma Multimissão (PMM), cujo desenvolvimento e fabricação são de sua responsabilidade, sofreu vários atrasos em seu cronograma, exigindo vários aditamentos ao contrato.

Mal funcionamento, defeitos e outros problemas são normais em qualquer projeto complexo de engenharia, mas que não evitam, porém, certos desconfortos. Concebido numa época em que os programas espaciais brasileiro e chinês eram relativamente equivalentes, hoje o CBERS recebe algumas críticas informais e não oficiais no Brasil, inclusive de integrantes do próprio INPE, incomodados com um certo domínio chinês sobre o programa. Problemas como da DDR, por exemplo, acabam enfraquecendo a posição brasileira.

Fonte: Blog “Panorama Espacial“ - André Mileski

Comentário: O companheiro jornalista André Mileski nos traz hoje uma notícia nada boa, não só por causa do atraso que esse problema irá causar ao projeto do satélite, mas também porque arranha uma vez mais a imagem da empresa MECTRON junto aos chineses e ao mercado internacional. Concordo quando o companheiro Mileski diz que o mal funcionamento, defeitos e outros problemas são normais em qualquer projeto complexo de engenharia. No entanto, em projetos espaciais isso é inadmissível, pelo simples fato da impossibilidade de corrigir erros após a colocação do satélite em órbita. Devido isso, todo e qualquer produto é testado à exaustão e erros de projetos além de atrasar o programa aumenta seu custo tornando-se assim algo inaceitável. Sendo assim, em nossa visão, lamentavelmente a MECTRON fez gol contra e de canela.

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