segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Como Ficará o Programa Espacial Brasileiro?

Olá leitor!


Dia 30/07 postamos no blog nossas considerações e preocupações (veja a nota O Governo Vai Mudar e o Programa Espacial, Como fica?) sobre o atual momento do PEB e sobre a mudança de governo que se aproxima.


Na oportunidade citamos notícias oficiosas preocupantes que nos chegam de São José dos Campos dando a entender que o acordo de cooperação tecnológica com os russos está correndo sério risco, devido à insatisfação dos mesmos com o andamento do acordo coordenado pelo governo brasileiro.


Assim sendo, apresentamos na oportunidade com a orientação de engenheiros do setor de propulsão algumas soluções tecnológicas possíveis para o projeto do VLS Alfa, caso o desenvolvimento do foguete e do propulsor L75, previstos no acordo, vierem a virar fumaça.


Procuramos com isso demonstrar que apesar de ser algo muito ruim para o país a perda do acordo (tanto politicamente quanto tecnologicamente, já que a Rússia é a maior potencia espacial do planeta na área de foguetes), não necessariamente representaria o fim desse projeto, já que segundo os profissionais consultados, já existe no país ou está próximo de existir as tecnologias necessárias para realização desse projeto, como o leitor mesmo poderá notar lendo a nota anterior.

As soluções apontadas pelos engenheiros consultados são realmente simples, executáveis e em mãos ou em vias de estar à disposição e, portanto, é só uma questão de decisão do IAE no caso das coisas não saírem como o esperado.


Veja abaixo leitor, como exemplo, a opção inteligente adotada pela empresa americana Space X no seu foguete “FALCON 1”. Esse foguete tem uma capacidade de carga útil superior ao do VLS 1, com apenas dois estágios, sendo o motor do segundo estágio pressurizado a gás (como os motores L5 e L15 que estão na fase final de desenvolvimento pelo IAE), demonstrando ser possível soluções tecnológicas melhores, mais baratas e inteligentes. Vale lembrar também que, esse foguete utiliza querosene e oxigênio líquido como propelente e que é o lançador mais barato do mercado, cerca de 9 milhões de dólares por lançamento, sendo um grande sucesso.



Duda Falcão

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