sexta-feira, 30 de julho de 2010

O Governo Vai Mudar e o Programa Espacial, Como fica?

Olá leitor!


Apesar das animadoras notícias que temos recebido nas últimas semanas com relação à TMI, a antecipação das datas dos vôos tecnológicos do VLS-1 e de seu quarto vôo de qualificação, do andamento exitoso do projeto da SARA Suborbital e por fim dos motores verdes da Edge Of Space e do IAE, confesso que estamos temerosos com o que possa ocorrer com o PEB com a mudança de governo que se aproxima e com notícias oficiosas que nos chegam de São José dos Campos quanto a persistente insatisfação russa com o andamento do acordo em vigor, devido a falta de foco e de comprometimento do governo brasileiro.


Caso essas notícias tenham fundo de verdade poderá acarretar em breve a denúncia do acordo por parte dos russos e com isso jogar por terra a esperança de desenvolver o projeto do motor L75 e do VLS Alfa como concebido anteriormente, o que em nossa opinião seria um desastre para o Programa Espacial Brasileiro.


Pensando nisso e temerosos que algo assim possa acontecer (não é difícil já que a incompetência, a falta de foco e de interesse pelo verdadeiro PEB é um fato indiscutível, basta olhar o desempenho do governo em prol do PEB em quase oito anos) procuramos buscar junto a profissionais da área soluções para substituir de imediato o projeto do L75, caso o mesmo e o VLS Alfa venham a virar fumaça.


É sabido que uma das configurações criadas pelo IAE para o VLS-1 previa (veja pelo link https://mail.google.com/mail/?ui=2&ik=9476cd246b&view=att&th=12a24064bb27120a&attid=0.1&disp=attd&zw ) a troca do propulsor sólido S44 do quarto estágio do VLS-1 pelo propulsor líquido verde L5 que está atualmente em fase final de desenvolvimento no instituto. Veja abaixo como ficaria o projeto do VLS-1 nessa concepção artística apresentada pelo IAE.


Concepção Artística do VLS-1 com o Propulsor L5


Posteriormente o IAE veio aprimorar essa opção apresentando a concepção abaixo onde o leitor poderá observar também uma concepção artística desse propulsor L5.


Nova Concepção Artística do VLS-1 com o Propulsor L5


Vale lembrar leitor que com o uso desse propulsor L5 a capacidade de carga útil do VLS-1 seria aprimorada, mas que apesar disso e da iminente possibilidade de uso desse propulsor, ainda não foi confirmado se o mesmo será usado ou não no VLS-1.


Diante dessa possibilidade apresentada pelo próprio IAE e devido às notícias que nos chegam de São José dos Campos, o blog em conversa com alguns profissionais do setor de propulsão, concluiu que não existiria qualquer empecilho técnico intransponível para o IAE adotar a mesma idéia desenvolvida para o projeto do VLS-1 apresentado acima.


Como o leitor deve saber, o IAE vem trabalhando no desenvolvimento de outro propulsor líquido verde chamado L15 e esse propulsor pode ser a solução para o projeto do VLS Alfa, caso o projeto do propulsor L75 não decole.


Segundo os engenheiros consultados pelo blog, esse propulsor L15 poderia ser montado em forma de cluster com cinco propulsores L15 no terceiro estagio do VLS Alfa, substituindo o propulsor L75 com vantagens, além de ter o mesmo empuxo nomial, teria a redundância do sistema.


Ainda segundo os engenheiros, o fato do propulsor L75 utilizar turbo bomba é algo preocupante, já que o acionamento dessa turbo bomba em vôo é tarefa extremamente crítica e complexa. No caso do L15 como o mesmo é pressurizado a gás, não teria este tipo de problema.


Além disso, os engenheiros defenderam a idéia de usar no quarto estágio do foguete um L15 ou um L5 ou até mesmo um cluster com três propulsores L5, o que segundo eles transformaria o foguete num lançador muito inteligente.


Foi também levantada pelos engenheiros à grande preocupação quanto a um fracasso (fato comum na história da Astronáutica) dos dois vôos tecnológicos previstos para o VLS-1, ou seja, do XVT-01 e do XVT 02. Os engenheiros estão preocupados, pois os mesmos não acreditam que o IAE tenha um “PLANO B” para no caso das coisas não saírem como esperado.


Vale lembrar que se algo assim vier acontecer será devastador para o programa do VLS, e poderá enterrar de vez os planos do IAE de ter seus próprios foguetes lançadores, já que a imagem perante a opinião pública seria a pior possível (ELA JÁ NÃO É BOA), abrindo as portas para a opção da mal engenhada ACS, o que em nossa opinião seria um desastre. Vale como alerta.


Duda Falcão

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