Legado Científico e Tecnológico do ON

Olá leitor!


Segue abaixo uma matéria publicada na nova edição da Revista Espaço Brasileiro (Abr. Mai. Jun. de 2010), destacando que o legado científico e tecnológico do Observatório Nacional contribui para ampliar a temática espacial no país.


Duda Falcão


Geral


Legado Científico e Tecnológico


Observatório Nacional, uma das primeiras

instituições de pesquisas instaladas no Brasil,

contribui para ampliar ainda mais a temática espacial


Campus do ON na década de 1930, tirada do alto da sede na ocasião


Percorrer as instalações do Observatório Nacional (ON) é uma oportunidade única para os aficionados pela temática espacial. No campus, localizado no bairro de Cristóvão, no Rio de Janeiro, os visitantes podem conferir a evolução histórica da prática da Astronomia, há 100 anos centrada nas observações com telescópios refratores, hoje realizada com grandes refletores, afastados dos centros urbanos, ou mesmo telescópios orbitais, colocados em satélites em órbita da Terra.


Também é possível conhecer os pavilhões das lunetas meridianas usadas para a determinação da hora local e comparar com as modernas instalações que atualmente abrigam os relógio de Césio. Já a biblioteca possui um raro acervo de publicações em Astronomia e Geofísica. A Divisão do Serviço da Hora mantém conservados importantes documentos e instrumentos referentes à história da hora legal brasileira. “O público encontra não só uma agenda atual de projetos de Pesquisas e Desenvolvimento nessas áreas de atuação, como também um retrato da evolução científica e tecnológica. O registro histórico está explicito nas construções e instrumentos científicos presentes no campus”, explica o diretor, Sergio Fontes.


Um relógio solar ao lado de uma cúpula de observação

no campus do Observatório Nacional: até meados do

século 20, a hora era medida a partir de

observações astronômicas


Embora a instituição não mantenha um programa especialmente dedicado à visitação, o campus, que divide o espaço com o Museu de Astronomia e Ciências (MAST), por meio dos programas próprios do ON, recebe pessoas interessadas em observações astronômicas e em cursos de divulgação, além das escolas de astronomia e geofísica. O curso a distância em tópicos da Astronomia registrou mais 14 mil inscritos na última edição.


Contribuição - O ON, vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), em 2007, completou 18 anos. Trata-se do mais antigo centro astronômico em funcionamento na América do Sul. Segundo Sergio Fontes, a principal contribuição para a área espacial está relacionada à formação de pesquisadores em seus cursos de pós-graduação, capacitados para atuar no Programa Espacial Brasileiro e em demais projetos que contemplem a temática. Desde a década de 1980, recorda Fontes, a pós-graduação em Astronomia e Astrofísica têm formado mestres e doutores que são inseridos em instituições e programas dedicados à área espacial no Brasil e no exterior. Diversos pesquisadores têm colaboração científica direta com programas e missões espaciais em curso.


Einstein no campus do ON, em 1925


São dois os principais planos para os próximos anos. O primeiro é a consolidação do ON como centro de referência em pesquisa e serviços, na realização de pesquisas de impacto, no gerenciamento de instrumentos e de banco de dados nas áreas de astronomia e geofísica, com inserção internacional. O segundo é a ampliação da competência na área de Metrologia em Tempo e Freqüência, com pesquisas para desenvolvimento de novos padrões de medidas do tempo e freqüência.


Antena para recepção de dados dos

satélites Terra e Acqua, em Cuiabá (MT)



Fonte: Revista Espaço Brasileiro - num. 9 - Abr. Mai. Jun. de 2010 - págs. 30 e 31

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