Programa Espacial Brasileiro Tenta Retomar Rumo
Olá leitor!
Segue abaixo um artigo postado dia (08/02) no site “DW” destacando
que o o Programa Espacial Brasileiro tenta retomar o rumo.
Duda Falcão
NOTÍCIAS / CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Programa Espacial Brasileiro
Tenta Retomar Rumo
Duas décadas após colocar
seu primeiro satélite em órbita,
país melhora planejamento
e passa a dar mais atenção ao setor,
que enfrentou período de
investimentos inconstantes
e apresentou resultados
questionáveis.
Por Rafael Plaisant Roldão
Edição: Francis França
08/02/2013
O
SCD-1, primeiro satélite brasileiro, completa neste sábado (09/02) 20 anos no
espaço. E a sensação é de que, enquanto dava com precisão suas mais de 105 mil
voltas em torno da Terra, o programa espacial nacional se perdia. Desde o
lançamento daquele 9 de fevereiro de 1993, o setor cresceu, mas não como se
projetava e não de acordo com o progresso do país. O rumo, afirmam
especialistas, só foi retomado nos últimos anos.
O
satélite marcou o ápice do programa brasileiro. Foi seguido do lançamento do
SCD-2, em 1998, e era parte de um projeto ambicioso, a Missão Espacial Completa
Brasileira (MECB), que tinha como objetivo dar ao Brasil o domínio do ciclo
espacial completo – privilégio de poucos países. Uma etapa, a dos satélites,
foi realizada com reconhecido sucesso. Outras, como o desenvolvimento de um
lançador, jamais foram concretizadas.
"Foi
o auge do programa espacial brasileiro, mas, desde então, o progresso não foi
mantido. A MECB foi interrompida, os recursos pararam de chegar. Não se cumpriu
o planejado, e só agora, com o chamado Programa Nacional de Atividades
Espaciais (PNAE), uma nova abordagem está sendo empregada", opina Othon
Winter, professor da Universidade Estadual Paulista (UNESP) e membro do
conselho deliberativo da Associação Aeroespacial Brasileira (AEB).
Recursos
no Patamar dos Anos 1980
O
PNAE é por diversos pontos alvo de críticas, mas tem o mérito de, com um plano
para o período 2012-2021, pôr fim a anos de orçamentos insuficientes e
irregulares do setor. A ideia é que o investimento anual volte aos níveis dos
finais da década de 1980, quando chegou a 260 milhões de reais (nos valores de
hoje). Em 1999, por exemplo, a verba destinada ao setor foi de apenas 21
milhões de reais.
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| A Estação Espacial Internacional: Brasil foi excluído do projeto por não honrar compromissos |
Os
recursos ainda são baixos se comparados com os dos Estados Unidos, que destinam
15 bilhões de dólares por ano só para o seu programa espacial civil, ou com os
da Índia, emergente como o Brasil, mas que dá 450 milhões de dólares para o
setor todo ano. Mas representa uma guinada após mais de uma década de avanços lentos.
Do
acordo com Índice Futron de Competitividade Espacial, que mede o desempenho de
15 países no setor, o Brasil aparece em 11º lugar, mas dá sinais de melhora. O
relatório ressalta que o programa brasileiro começou a reavaliar suas
prioridades, aumentar os fundos e expandir suas parcerias, mas diz ser preciso
esperar para ver se esses passos serão suficientes para manter o país à frente
de outras nações da região que começam a emergir na cena espacial.
Apesar
dos percalços, o programa espacial brasileiro teve realizações nas últimas duas
décadas. Em parceria com a China, conseguiu desenvolver e pôr no espaço três
satélites CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres). Além disso,
aumentou e melhorou sua infraestrutura, como o Laboratório de Integração e
Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), referência no
Hemisfério Sul, operado com reconhecida competência.
Parceria
com Setor Privado
Mas
parte da crítica, afirma Winter, está no fato de as realizações terem sido
alcançadas de forma esporádica, fruto de ações isoladas de um ou outro governo
e não de uma política de Estado contínua. E ele aponta como consequência
negativa disso o acidente de 2003 na base de Alcântara, que custou a vida de 21
pessoas, e o afastamento do Brasil do projeto de construção da Estação Espacial
Internacional (ISS) por não honrar seus compromissos.
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| A base de Alcântara, onde um acidente em 2003 durante um lançamento deixou 21 mortos |
Para
melhorar o setor, um dos meios encontrados pela Agência Espacial Brasileira
(AEB) foi se esforçar para aumentar a participação da indústria nacional nos
projetos espaciais. No ano passado, foi criada a Visiona, fruto da associação
da Embraer (51%) com a Telebrás (49%). Ela ficará responsável pelo
desenvolvimento do primeiro Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações
Estratégicas (SGDC), previsto para ser colocado em órbita em 2015.
Investimento
no setor espacial brasileiro é muitas vezes centro de críticas num país com
outras carências, mas o diretor do INPE, Leonel Perondi, ressalta que dar
recursos à área é fundamental para o desenvolvimento de tecnologias
estratégicas em outros segmentos.
"Temos
que produzir com maior valor agregado. A área espacial é uma área que promove
muito a produção de itens mais sofisticados, e o setor é muito importante para
qualificar a indústria. Ele poderia ser maior no país, porque o país precisa
caminhar mais nessa trilha", afirma.
Fonte: Site DW - http://www.dw.de/
Comentário: Vamos lá, em primeiro lugar o PEB não
melhorou nada no seu planejamento, veja o caso no novo PNAE que foi lançado com
um ano de atraso. Em segundo lugar, o autor diz: "A ideia é que o investimento anual volte aos níveis dos finais da década de 1980, quando chegou a R$ 260 milhões". Ideia de quem da AEB ou do governo? Não chegou nem a R$
200 milhões o orçamento de 2013. E mesmo que chegasse esse é um orçamento rídiculo para as possibilidades brasileiras. Poxa, vamos parar com essa história de jogar
confete e dizer a verdade para a população brasileira. A presidente DILMA
ROUSSEFF está no seu terceiro ano de governo e pelo terceiro ano consecutivo
ela e seus energúmenos boicotaram o orçamento da AEB que esse ano foi pouco mais
de 180 milhões. Outra coisa, quem disse que o orçamento anual da Índia é de R$ 450
milhões de dólares? O autor desse artigo está equivocado, já que o mesmo varia
entre 1.2 e 1 bilhão de dólares anuais. Portanto leitor se quisermos realmente
melhorar o PEB teremos primeiro de encarar o problema de frente, e isso passa
primeiro pela exposição à sociedade dos reais problemas que impedem o seu
desenvolvimento, sendo que tudo pode ser resumido em duas palavras. Falta de
Governabilidade.



Cara esses não entendem o setor espacial! Lamentável, vale ressaltar que 1.2 bilhões são o que a China e a Índia declaram para o seu programa espacial. Ainda tem o setor espacial!!
ResponderExcluirUm país quer desenvolver o setor tem que investir em torno de 0.8% à 2% do orçamento federal no setor!
Olá Mensageiro!
ResponderExcluirVerdade amigo, mas enfim, grande parte da mídia brasileira é totalmente desinformada sobre o PEB. Mensageiro, foi bom você entrar em contato. Aquele site que você indicou (OCIOSO) infelizmente não nos aceitou, mas valeu pela dica amigo.
Abs
Duda Falcão
(Blog Brazilian Space)
A india destina 1bilhao de dolares?! vixeee. se fosse o mesmo aqui ja tinhamos ido a lua umas duas vezes, sem duvida alguma...
ResponderExcluirabraços Duda