Revista IJA Publica Edição Especial Sobre SPASA 2011
Olá leitor!
Segue abaixo um artigo postado dia (08/02) no site da
“Agência FAPESP” destacando que a revista International Journal of Astrobiology (IJA) publicou edição especial sobre evento de Astrobiologia realizado em São Paulo.
Duda Falcão
Especiais
Revista Publica Edição Especial Sobre
Evento Científico
em São Paulo
Por Elton Alisson
08/02/2013
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| International Journal of Astrobiology dedica edição para artigos baseados nas conferências proferidas na Escola São Paulo de Ciência Avançada de Astrobiologia, realizada com apoio da FAPESP (divulgação) |
Agência
FAPESP – O International
Journal of Astrobiology (IJA) publicou uma edição especial dedicada a
artigos baseados nas conferências proferidas por pesquisadores brasileiros e
estrangeiros durante a São Paulo Advanced School of Astrobiology – Making
Connections (SPASA 2011).
Realizado em
dezembro de 2011, na capital paulista, no âmbito da Escola São Paulo de Ciência
Avançada (ESPCA) –
modalidade de apoio da FAPESP –, o evento reuniu 160 pesquisadores,
docentes e estudantes do Brasil e do exterior para debater os avanços mais
recentes da astrobiologia no mundo.
Uma nova
área do conhecimento – resultado da interface entre astronomia, biologia,
química, geologia e ciências atmosféricas, entre outras disciplinas –, a
astrobiologia estuda temas ligados à origem, evolução, distribuição e futuro da
vida.
Entre os
temas estão a formação e detecção de moléculas prebióticas (existentes antes do
surgimento da vida) em planetas e no meio interestelar, a influência dos
eventos astrofísicos no surgimento e na manutenção da vida na Terra e as
condições de viabilidade da vida em outros planetas ou satélites – em especial
a vida microbiana.
De acordo
com a revista, a SPASA foi a primeira escola internacional de astrobiologia
organizada no Brasil e marcou o início desse campo de pesquisa multidisciplinar
no país.
“No Brasil,
a astrobiologia é desenvolvida por um grupo de jovens pesquisadores que veem
que uma das maiores contribuições que a comunidade de pesquisa brasileira pode
dar [para o avanço da área] é uma profunda compreensão dos ecossistemas
terrestres, suas complexas inter-relações e conexões e suas respostas a um
planeta em evolução”, ressalta a publicação em seu editorial.
Organizado
pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da
Universidade de São Paulo (USP), sob a coordenação do professor Jorge Horvath,
o evento contou com 33 palestrantes do Brasil, Estados Unidos, Reino Unido,
México, Alemanha e Rússia.
O
pesquisador brasileiro Marcelo Gleiser, do Dartmouth College (Estados Unidos),
e Steven Dick, professor aposentado de astrofísica do Museu Nacional de
História Natural do Instituto Smithsonian (Estados Unidos), que atuou como
historiador-chefe da NASA, a agência espacial norte-americana, foram alguns dos
palestrantes.
“A ideia foi
trazer pesquisadores brasileiros e estrangeiros, com experiência significativa
em astrobiologia, que dessem um panorama geral dos estudos realizados na área”,
afirmou Fabio Rodrigues, do Instituto de Química da USP e um dos organizadores
do encontro e da edição especial do IJA, à Agência FAPESP.
Artigos Científicos
As palestras
dos professores participantes da SPASA resultaram em 16 artigos reunidos na
edição especial do IJA.
Os artigos
dão um panorama geral de como a astrobiologia moderna se estrutura e de que
forma ela evoluiu com o tempo.
Um dos
artigos, por exemplo, aborda “O contexto da astrobiologia e suas implicações
culturais”. Outros artigos enfocam os “Efeitos dos eventos astrofísicos de alta
energia em planetas habitáveis” e a “Evolução da vida pré-cambriana de acordo
com os registros históricos brasileiros”.
O primeiro
artigo da revista, de autoria de Rodrigues e outros professores da USP
coordenadores do evento, conta a história da astrobiologia no Brasil.
“A história
da astrobiologia no Brasil não é tão recente e teve sua primeira ocorrência em
1958. Desde então, pesquisadores realizaram muitas iniciativas individuais em
todo o país em campos relacionados à área, que resultaram em uma produção
científica crescente e expressiva”, ressaltam os autores.
De acordo
com Rodrigues, alguns dos artigos publicados na edição especial do IJA
apresentam resultados inéditos. A maioria, no entanto, é de revisão de
literatura científica e de autoria de pesquisadores que atuam em diferentes
áreas, como astronomia, biologia e química.
“A proposta
da edição especial foi mostrar o que é a astrobiologia e servir de fonte para
quem iniciar na área ter uma ideia do que vem sendo feito”, disse Rodrigues.
Artigos Inéditos
Além da
edição especial do IJA, segundo Rodrigues, a SPASA também deve resultar na
publicação de pelo menos três artigos inéditos, de autoria dos estudantes
participantes do evento, na revista Astrobiology.
Durante o
encontro, os 130 estudantes participantes, de diferentes países, foram
distribuídos em grupos interdisciplinares, compostos por oito ou nove
integrantes.
Ao longo de
uma semana cada grupo desenvolveu um projeto de pesquisa completo na área, que
deveria ser apresentado hipoteticamente a uma agência de fomento à pesquisa.
No final do
evento, cada grupo expôs os resultados de seus respectivos projetos e os
próprios alunos foram incumbidos de eleger os melhores trabalhos.
Os três
primeiros colocados no concurso receberam como prêmio a publicação de seus
projetos como artigos científicos de iniciativas de educação em astrobiologia
em uma das próximas edições da Astrobiology.
“A interação
entre os estudantes que participaram do evento resultou em trabalhos muito
bons, de autoria de pesquisadores de diferentes países e áreas, que realizam
desde pesquisas de campo a estudos mais teóricos”, avaliou Rodrigues.
Entre os
estudantes, participaram 130 astrônomos, biólogos, geólogos, químicos, físicos
e engenheiros de 26 países diferentes, sendo 80 deles com financiamento
completo da ESPCA, 20 com financiamento parcial e 30 como ouvintes.
Parceria com
Núcleo de Pesquisa da NASA
Outro resultado
da SPASA foi a celebração de uma parceria entre o Núcleo de Pesquisa
em Astrobiologia da USP (NAP-Astrobio) com o NASA
Astrobiology Institute (NAI).
De acordo
com Rodrigues, o NAP-Astrobio, do qual é um dos pesquisadores associados,
iniciou antes da SPASA o processo para se tornar parceiro do Instituto de
Astrobiologia da agência espacial norte-americana.
Por
intermédio do evento, diversos membros do instituto de pesquisa da NASA na área
vieram a São Paulo para participar do encontro científico e conheceram de perto
a qualidade das pesquisas realizadas no NAP-Astrobio.
Ao
retornarem aos seus países de origem, os cientistas estrangeiros escreveram
para o diretor do NAI e lhe recomendaram que aceitasse a parceria com o núcleo
de pesquisa em astrobiologia paulista em razão da seriedade do trabalho
constatada in loco durante a estada em São Paulo.
“Um dos
motivos pelos quais fomos facilmente aceitos para nos tornarmos parceiros
internacionais do NAI foi exatamente a recomendação dos professores
estrangeiros participantes da SPASA”, atestou Rodrigues.
Segundo o
pesquisador, algumas das vantagens de ser tornar parceiro da instituição de
pesquisa congênere nos Estados Unidos é o intercâmbio de cientistas e a
realização de projetos de pesquisa colaborativos.
“Depois da
SPASA surgiram diversas outras oportunidades de colaboração científica com o
exterior e muitos alunos estrangeiros interessados em realizar pós-doutorado e
intercâmbio de pesquisa aqui”, contou Rodrigues.
A edição
especial do International Journal of Astrobiology pode ser lida por
assinantes da publicação em http://journals.cambridge.org/action/displayIssue?decade=2010&jid=IJA&volumeId=11&issueId=04&iid=8704214.
Fonte: Site da Agência FAPESP
Comentário: Bom, muito bom mesmo, e isso mostra o quanto a
Astrobiologia tem crescido no Brasil nos últimos anos, fruto da iniciativa de
profissionais que estão escrevendo seus nomes na história. Infelizmente ainda temos
esse governo que não ajuda em nada e ainda por cima atrapalha, mas, apesar disso,
temos na área científica pessoas que se dedicam e se destacam fazendo as coisas
acontecerem.

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