INPE Expande Rede de Detecção de Raios e Temp. Severas
Olá leitor!
Segue abaixo uma notícia postada ontem (07/02) no site do Ministério da
Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) destacando que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) expandirá sua Rede de
Detecção de Raios e Tempestades Severas para todas as regiões brasileiras até
2014.
Duda Falcão
INPE Expande Rede de Detecção de
Raios e Tempestades Severas
Denise Coelho
Ascom do MCTI
07/02/2013 - 15:29
Foto: Luiz
Fernando Mainar/MetSul
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Estender a rede
de detecção de raios e tempestades severas (BrasilDAT) para todas as regiões
brasileiras até 2014. Essa é a expectativa do Grupo de Eletricidade Atmosférica
(ELAT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A instituição
ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) inaugurou o
sistema na região Sudeste, em agosto de 2011, e pretende com a tecnologia
tornar as previsões cada vez mais precisas e localizadas.
Segundo o coordenador do ELAT e diretor
da rede BrasilDAT, Osmar Pinto Junior, o sistema – trazido dos Estados Unidos e
ainda usado por poucos países – opera com um conjunto de sensores, que captam a
radiação produzida pelos raios e enviam os sinais para uma central de
computadores do INPE, em São José dos Campos (SP), onde os sinais são
analisados. “Calcula-se então instante, local e intensidade dos raios”,
explica. Cada sensor é capaz de detectar descargas a centenas de quilômetros.
Com a tecnologia, é possível identificar as descargas
atmosféricas que acontecem dentro das nuvens, o que permitirá fazer previsões,
com maior antecedência, da proximidade de tempestades severas, que podem vir
acompanhadas de fortes chuvas e ventos, granizo e tornados. A rede também tem
como diferencial a capacidade de registrar com maior precisão os raios que
atingem o solo.
“A quantidade de descargas dentro das nuvens é muito
maior que a daquelas que atingem o solo e, embora não causem mortes ou danos
diretamente à sociedade, essas descargas nas nuvens são importantes para
identificar a severidade de uma tempestade em termos de ventos e chuva forte”,
esclarece o representante do INPE, que é doutor em ciências espaciais.
Expansão
Depois da região Sudeste, em setembro de 2012 foi a vez
do Rio Grande do Sul de receber o sistema. Trata-se do estado com maior
incidência de raios por área, com aproximadamente 18 raios por quilômetro por
ano. Segundo o ELAT, caem no território gaúcho, em média, cerca de 5 milhões de
descargas anualmente, sendo que, de acordo com estimativas, ocorrem dez vezes
mais descargas dentro das nuvens.
Agora a expectativa é estender a abrangência da rede pelo
país. “Na região Centro-Oeste estamos terminando e no Nordeste já está em
andamento. Esperamos que, até julho de 2013, as duas regiões estejam cobertas”,
informa o diretor da rede. Os trabalhos também começaram na região Norte, onde
a instituição pretende iniciar a instalação dos sensores ainda neste ano.
Segundo o coordenador do ELAT, atualmente o grupo conta
com a parceria os Estados Unidos para reforçar a análise das tempestades na
região amazônica. “A Amazônia fica entre as regiões Sudeste e Nordeste do
Brasil e os Estados Unidos. A comparação das informações dos sensores dos dois
países nos permite detectar também boa parte das tempestades. Mas é claro que
quando instalarmos os sensores lá teremos uma precisão ainda muito maior”,
ressalta.
Atualmente, 56 sensores estão instalados no país e a
previsão é ampliar para 70 o número de equipamentos em operação até a metade
deste ano. “Talvez para 2014 já tenhamos a rede cobrindo o Brasil inteiro com
uma alta eficiência de precisão”, prevê o diretor da rede.
Precisão
Há mais de dez anos, o Grupo de Eletricidade Atmosférica
do INPE, em parceria com diversas empresas do setor elétrico, de energia e
construção civil, vem executando projetos de pesquisa e desenvolvimento
voltados a novas metodologias, tecnologias e serviços para monitoramento,
análise e previsão de tempestades e de descargas atmosféricas, com amplas
aplicações nas áreas de engenharia e segurança.
Os novos sensores beneficiarão o sistema de monitoramento
responsável por emitir alertas para empresas quando tempestades e raios se
aproximarem. As novas informações também serão fundamentais para a realização
de novos projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, que atendam as
necessidades do setor elétrico – um dos principais afetados por conta dos
prejuízos causados pelos raios – e o de telecomunicações, entre outros.
Osmar Pinto Junior conta que o grupo já desenvolve hoje e
tem ferramentas operacionais para previsão de tempestades com grande precisão,
que permitem determinar com 24 horas de antecedência onde uma tempestade vai
ocorrer de forma precisa. A expectativa é avançar ainda mais, com previsões em
48 ou 72 horas, e até alguns meses pela frente, buscando sempre prever o local
onde a tempestade vai cair.
“Então a rede permite o monitoramento em tempo real, que
pode auxiliar muito no estudo de previsão de raios, na avaliação de
circunstância de mortes e de danos e prejuízos”, afirma. “O sistema nos permite
ajudar a sociedade a esclarecer, prever e a trazer subsídios para que as
pessoas vivam melhor.”
Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia e
Inovação (MCTI)

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