Rússia Abre as Portas Para o Programa CsF

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (20/02) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que a Rússia abriu as portas para o Programa Ciência sem Fronteiras (CsF).

Duda Falcão

Rússia Abre as Portas Para o
Programa Ciência sem Fronteiras

Rodrigo PdGuerra
Ascom do MCTI

Foto: Giba/Ascom do MCTI

Brasília, 20 de janeiro de 2013 - O programa Ciência sem Fronteiras (CsF) chegou oficialmente à Rússia nesta quarta-feira (20), com assinatura de memorando de entendimento durante a 6ª Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação, realizada no Palácio do Itamaraty. O vice-presidente da República, Michel Temer, e o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, chefiaram o encontro, que estabeleceu diversas parcerias no campo tecnológico.

“A Rússia se integra ao programa Ciência sem Fronteiras abrindo as portas de suas universidades e, portanto, da sua alta tecnologia, para os estudantes brasileiros”, anunciou Temer, em declaração à imprensa. Além do envio de bolsistas de graduação, doutorado e pós-graduação, a parceria prevê o intercâmbio de professores e pesquisadores.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, assinou o memorando referente ao programa de mobilidade acadêmica, ao lado do secretário executivo do Ministério da Educação, José Henrique Paim, e do vice-ministro de Educação e Ciência da Federação Russa, Igor Fedyukin.

Segundo Medvedev, a Rússia gostaria de realizar “uma série de novos projetos” conjuntos nas áreas de tecnologia espacial, petróleo e energia atômica. “Podemos estabelecer uma aliança tecnológica que ajude nossos povos, nossas empresas”, disse. “E estamos esperando estudantes brasileiros.”

Momentos antes do encontro, o primeiro-ministro russo foi recebido pela presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. De acordo com Temer, as discussões deram sequência à viagem da chefe de Estado brasileira a Moscou, em dezembro de 2012, quando o presidente da Rússia, Vladimir Putin, manifestou o interesse daquele país em participar do Ciência sem Fronteiras.

“A Rússia tem enormes conhecimentos acumulados em áreas como engenharia aeronáutica, exploração de gás e petróleo, mineração. Queremos que brasileiros possam usufruir desse conhecimento, o que fortalecerá parcerias produtivas em nossos países”, discursou Dilma na ocasião.

Parcerias

O ato de assinaturas incluiu a formalização da primeira estação do Sistema Global de Navegação por Satélite (Glonass) localizada fora da Rússia, na Universidade de Brasília (UnB), após inauguração terça-feira (19). A base faz parte de acordo entre as agências espaciais Brasileira (AEB) e Russa (Roscosmos).

Uma declaração de intenções subscrita pelo chefe do Estado Maior das Forças Armadas, José Carlos de Nardi, possibilita que o Ministério da Defesa inicie negociações para a compra de baterias antiaéreas russas, além do desenvolvimento conjunto de novos produtos de defesa e da transferência de tecnologia para a participação de empresas estratégicas brasileiras nos processos de produção e sustentabilidade logística integrada.

Sedes das duas próximas edições da Copa do Mundo, Brasil e Rússia também fecharam um plano de ação que inclui cooperação em controle de dopagem, intercâmbio de profissionais e realização de jogos amistosos.

Os governos ainda firmaram acordos para entrada do trigo russo no mercado brasileiro e compartilhamento de políticas públicas para pequenas e médias empresas.

Também compareceram ao encontro os ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, o chefe do Estado Maior das Forças Armadas, José Carlos de Nardi, e o presidente da AEB, José Raimundo Coelho.


Fonte: Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Na realidade leitor fora o lance do CsF que pode trazer algum benefício ao Brasil se bem conduzido for, e o caso da estação do GLONASS, que é nada mais, nada menos do que um desdobramento do acordo assinado no governo LULA, a verdade é que o governo DILMA ROUSSEFF em quase três anos teve diversas oportunidades de dar reais demonstrações de interesse pelo PEB e não o fez. Muito pelo contrario, o que fez foi boicotá-lo financeiramente e não executar qualquer tipo de mudança em seu rumo. Muito bla-blá-blá e nenhuma ação, a não ser para prejudicá-lo. Portanto, fugir disso leitor é conversa fiada para boi dormir e essa situação de agora com os russos é um grande exemplo disso, basta notar nas palavras do premier russo quando o mesmo disse: “a Rússia gostaria de realizar uma série de novos projetos conjuntos nas áreas de tecnologia espacial, petróleo e energia atômica. Podemos estabelecer uma aliança tecnológica que ajude nossos povos e nossas empresas”, demonstrando com isso a vontade política do governo Russo em compartilhar seu conhecimento tecnológico não só na área espacial, como já vai fazer no caso das baterias antiaéreas. A falta de atitude do governo DILMA diante dessa grande oportunidade (que não é de agora) não é só decepcionante, como também extremamente irritante e altamente prejudicial para um país que quer ser grande. O compositor Geraldo Vandré já dizia no final dos anos 60 para uma massa de brasileiros esperançosos: “Vem Vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. O Brasil precisa de um presidente imbuído em realizar um grande programa de desenvolvimento nacional efetivo que envolva grandes investimentos em educação de qualidade, em ciência e tecnologia, infraestrutura, desburocratização e ações na busca de leis mais modernas, objetivas e de fácil aplicação, se quisermos mudar a cara desse país. Não é com governos populistas como o da presidente DILMA ROUSSEFF e de tantos outros que tivemos nos últimos 24 anos que faremos isso.

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