DCTA Abre 241 Vagas para Repor Déficit de Especialistas

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada ontem (14/02) no site do jornal “O VALE”, destacando que, como já havíamos anunciado anteriormente, o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) abriu 241 vagas para repor o déficit de especialistas.

Duda Falcão

NOSSA REGIÃO

DCTA Abre 241 Vagas para Repor
Déficit de Especialistas

Seleção vai atender projetos do programa espacial, no entanto,
para sindicato da categoria, número ainda é insuficiente

Vivian Zwaricz
São José dos Campos
February 14, 2013 - 05:37

Engenheiro trabalha em projeto no interior do DCTA

O DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), de São José dos Campos, abriu concurso público para 241 vagas em cargos de carreira de ciência e tecnologia.

Do total, 234 são para o DCTA e as outras sete oportunidades serão divididas entre os centros de lançamento de Alcântara, no Maranhão, e da Barreira do Inferno, em Parnamirim (RN).

As vagas são para os níveis técnico, médio e superior e os salários variam de R$ 2.867,31 a R$ 9.490,33.

Vale lembrar que DCTA e INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) enfrentam déficit de servidores há cerca de 10 anos. Segundo o SindCT (Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia), para manter projetos em andamento seriam necessários contratar 1.450 funcionários.

Essa defasagem de profissionais em institutos de pesquisa na cidade tem atrapalhado o desenvolvimento de projetos do programa espacial brasileiro.

Em 2012, a meta do governo era lançar o VLS e o satélite CBERS-3, desenvolvido em parceria com a China, que deveria ter sido em lançado em 2007. Isso não ocorreu.

De acordo com o novo PNAE (Programa Nacional de Atividades Espaciais), documento que estabelece as diretrizes e ações do Programa Espacial Brasileiro entre 2012 e 2021, o CBERS-3 será lançado este ano. Novos projetos de maior complexidade tecnológica devem ser desenvolvidos no período de 2016 a 2021.

“Não há como desenvolver novos projetos com os números de hoje. O investimento é muito pequeno. É preciso atenção”, disse Fernando Morais, vice-presidente do SindCT.
Segundo ele, 1.200 servidores devem se aposentar nos próximos dois anos.

“Há uma demora muito grande em contratar. O servidor aposenta e leva com ele o conhecimento acumulado, não tem a quem repassar.”

A abertura de vagas em órgãos de pesquisa também fez parte do discurso de posse, no início de 2012, do ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp.

Na época, ele afirmou que uma de suas metas seria aumentar a base de pesquisadores e fortalecer os institutos do país. As 241 vagas anunciadas fazem parte do pacote de 800, anunciadas pelo ministro.

Concurso

As inscrições podem ser feitas das 10h de 18 de março às 16h de 26 de abril de 2013, exclusivamente pelo site www.vunesp.com.br. A taxa varia de R$ 60, para pesquisador, tecnologista e analista em C&T, e R$ 90, para os cargos de técnico e assistente em C&T. Segundo o DCTA, o número atende à demanda para o momento. Hoje, o DCTA tem 3.200 servidores e INPE, 1.100.


Fonte: Site do Jornal “O VALE” - 15/02/2013

Comentário: Pois é e ainda há gente que acha que temos de pegar leve com a presidente Chucky. Sinceramente, sei não. Mas enfim, enquanto pessoas como essa presidente e seus energúmenos de plantão estiverem no poder o ‘B’ do BRICS continuará sendo um “b”, isto é, se não acabar virando RICS. Lamentável! 

Comentários

  1. Curioso que o interessado é o país, e o candidato, além de pagar o transporte e ter que correr atrás da documentação, ainda tem que pagar um valor entra 60 a 90 reais (não é muito, mas é desnecessário com os impostos que já pagamos - no máximo uns 10 a 15 reais, porque além do custo do papel, não deve ser pago ao corretor muito mais que 10 reais para corrigir cada teste).

    Bem que poderiam atualizar as leis para a contratação, fazendo como empresas privadas. Imagina que o profissional até seja inteligente e passe, mas é respondão e provocador... o concurso público garante um lugar permanente? O candidato não tem que provar, durante um tempo, se é ou não apto? É só fazer um teste para ter a vida feita?

    Esse sistema de concurso tem provado ter mais desvantagens do que vantagens, sem contar que é altamente burocrático, precisando até de ser admitido como lei. Em vez de por tanto esforço para determinar essas questiunculas, porque não fazer uma comissão independente e desvinculada das instituições que selecionam os concursados, para a averiguação de curriculos e para a gestão de pessoal contratado (um gênero de verificação se tudo está em ordem e dentro da lei). Provavelmente se as empresas públicas pudessem contratar segundo um sistema de entrevista, e não de concurso, as coisas fluiriam mais.

    Lembro-me que, em alguns trabalhos que me candidatei, era pedido a minha ficha criminal. O resto caberia ser averiguado por recursos humanos que tinham que prestar contas a departamentos do estado (e aí ninguém seleciona fugindo da lei).

    A efetividade no trabalho só se obtinha depois de um X número de anos (creio que 2 ou 3 anos), e essa efetividade dá vantagens ao empregado. E a empresa se não acha prudente torná-lo efetivo não assinam outro contrato. Simples!

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