Este Admirável Mundo Novo da São José dos Robôs
Olá leitor!
Segue abaixo uma matéria postada hoje (10/02) no site do jornal
“O VALE”, destacando que nas escolas de São José dos Campos (SP) crianças a
partir dos 6 anos já estão mexendo com robótica.
Duda Falcão
NOSSA REGIÃO
Este Admirável Mundo
Novo da S. José dos Robôs
Nas escolas, crianças aprendem noções de robótica a
partir
dos 6 anos, montando kits com peça da Lego
Xandu Alves
São José dos Campos
February 10, 2013 - 02:08
Foto: Rogério Marques
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| A estudante Camila Aranha, 17 anos, junto com robô da ETEP |
Daqui a algumas décadas, um vereador (se ainda houver o
cargo) irá propor a troca do nome da cidade para São José dos Robôs.
A justificativa: deixar o passado dos campos e saudar o
futuro da automação.
E nem é preciso esperar muito. As máquinas que funcionam quase sem a
interferência humana já fazem parte da rotina da cidade.
Em escolas de São José, crianças aprendem noções de
robótica a partir dos 6 anos, montando kits com brinquedos Lego. Os blocos se
unem a motores para deleite dos pequenos.
“A educação eficaz é aquela que consegue despertar em
cada um a vontade de conhecer sempre mais, almejando um desenvolvimento
integrado, constante e transformador”, disse Célia Terlizzi, diretora pedagógica
do colégio Mater Dei.
Na escola, crianças de 10 a 13 anos ganham kits para
montar robôs e usam o computador para programar o movimento das máquinas.
As atividades são combinadas com disciplinas como
matemática, ciências, artes e história a partir de aulas contextualizadas,
aulas práticas e torneios.
“O projeto Lego Education-Robótica ajuda no trabalho com
competências e habilidades necessárias ao mundo de hoje: flexibilidade,
trabalho em equipe, autonomia, postura empreendedora, responsabilidade e
capacidade para resolver problemas”, afirmou Célia.
Espaço - Nascido
em São José, o astrofísico Nilton Rennó, pesquisador da NASA (agência espacial
dos EUA), é fã em especial de um robô chamado ‘Curiosity’ (curiosidade, em
inglês).
Lançado ao espaço em novembro de 2011, a máquina pousou
no solo de Marte em 6 de agosto do ano passado.
“Foi como comemorar um gol numa final de Copa do Mundo,
vencendo nos pênaltis”, disse Rennó.
Sem robôs, lembrou o astrofísico, não haveria pesquisa no
espaço. “As máquinas nos permitem explorações à distância e, no futuro,
planejar uma visita tripulada à Marte.
Torneio - Os robôs não saem
da cabeça de um grupo de jovens estudantes da ETEP (Escola Técnica Professor
Everardo Passos), de São José.
Desde o começo do ano, eles se debruçam sobre o desafio
de montar uma máquina capaz de coletar discos no chão e arremessá-los em ‘gols’
de alturas variáveis, durante 2 minutos, além de escalar uma espécie de
pirâmide.
Trata-se do maior torneio de robótica do mundo, o FIRST,
que reúne 5.000 equipes do planeta se enfrentando em regionais nos Estados
Unidos.
Campeã em 2007 e no ano passado, a ETEP Team 1382 viaja
aos EUA em março para sua décima participação no torneio. A motivação: mostrar
as soluções às outras equipes, trocar experiências e vencer.
“Lá fora, representamos o Brasil. O pessoal já nos
conhece e vamos para a disputa”, disse a estudante Camila Aranha, 17 anos.
Ela e outros 30 estudantes da ETEP, com a ajuda de 20
monitores, estão na fase final da construção do robô. Um presente para o
futuro.
Robôs Nas Fábricas Ampliam a
Produção
São José dos Campos - O
setor industrial é um dos segmentos que mais se apropriou da tecnologia dos
robôs.
Eles estão nas montadoras de carros, na indústria
aeroespacial e no setor metalúrgico em geral.
Cortam, perfuram, montam, soldam e fazem ajustes finos
com precisão absoluta e repetitiva.
Em São José dos Campos, a Sobraer usa dois robôs para
furar peças que serão usadas em estruturas de aeronaves.
A empresa começou a usar robôs em 2009. São dois braços
robóticos que trabalham de forma colaborativa.
Segundo o gerente de Processo da empresa, Luis Faria, os
robôs são capazes de fazer um furo na peça cinco vezes mais rápido do que um
operador humano.
“A automação é fundamental no setor industrial. Os robôs
vieram para ficar. Com eles, além da precisão, eliminamos a condição de fadiga
inerente ao operador humano”, afirmou Faria.
Fonte: Site do Jornal “O VALE” - 10/02/2013
Comentário: Olha ai leitor, 6 anos de idade e já tendo noção
de robótica através de uma empresa estrangeira atuando no Brasil. Recentemente
parabenizei a nossa Agência Espacial pelo lançamento das competições de CANSAT
e de foguetes, e pela sua participação recente no ultimo Spacecamp realizado
pela empresa Acrux Aerospace Technologies com apoio da Olimpíada Brasileira de
Astronomia e Astronáutica (OBA). E agora aproveito para sugerir que a AEB crie
também uma competição de robótica para área espacial visando estudantes de todos
os níveis e também que apoie financeiramente e logisticamente a Acrux/OBA para
que eles possam realizar a partir de 2014 um "Spacecamp" maior e mais elaborado
tendo grande cobertura da mídia. Outra sugestão seria a criação de uma competição
direcionada a empresas, como existe nos EUA, visando desenvolver tecnologias espaciais
estratégicas, dividida em categorias, e premiando os vencedores com um prêmio
pré-estabelecido e a garantia da assinatura de contrato com o governo dos
projetos vencedores da competição. É preciso estimular a inovação e nada como utilizar
esse modelo já testado e aprovado em outros países. Chega de tentar inventar a
roda.

Pegando carona no comentário do Duda...
ResponderExcluirJá temos um caminho aberto, só precisamos agora ir melhorando a medida que são avaliadas as suas ações.
No nosso caso específico, os nossos estudantes devem ser tratados "por cima".
Foguetes de garrafa pet a essa altura, está mais para "jardim de infância".
Aqui onde moro infelizmente nem foguete de garrafas pet temos, mas tudo bem, fico felíz com iniciativas como essa e tambem com o ciência sem fronteiras.Acho que colheremos os frutos um dia.
ResponderExcluirÓtimo para SJC, mas é pena que nenhuma outra cidade se queira destacar como capital de industria tecnologica. Pelo menos existe um polo cientifico importante desse ambito no Brasil, mas outras cidades deveriam procurar incentivar a industria tecnologica.
ResponderExcluirSe dúvida o PEB poderia difundir o programa espacial criando pequenos departamentos para interação com escolas (com a ajuda dos estados). Eu já fiz alguns teatros e em 1 mês rodei cerca de 40 escolas. Qualquer coisa nova interessa tanto a professores quanto a alunos. Será que custaria muito fazer um programinha básico para ser apresentado dessa maneira?
Alguem saberia me informar quais escolas em SJCampos oferecem cursos de robotica para criancas?
ResponderExcluirMuito obrigada.