10 Anos Após à Tragédia, Alcântara Ainda Finaliza Obras
Olá leitor!
Segue abaixo mais uma notícia postada ontem (08/11) no
site da “Agência Brasil” destacando que dez anos depois da tragédia, a Base de
Alcântara ainda finaliza sua reconstrução.
Duda Falcão
Pesquisa e Inovação
Dez Anos Depois de Tragédia, Base de
Alcântara Ainda
Finaliza Reconstrução
Karine Melo
Repórter da Agência Brasil
Edição: Davi Oliveira
12/02/2013 - 15h53
Brasília - Quase uma década depois da explosão do foguete VLS-1
V03, no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, que matou 21 técnicos
civis e destruiu a torre de lançamento, a infraestrutura da base maranhense
ainda não está 100% recuperada. A expectativa da Agência Espacial Brasileira
(AEB) é que, só em dois anos, todo o trabalho esteja concluído.
“Ainda carece de um bom investimento para terminar essa
infraestrutura, que vai servir para dois sítios simultaneamente: um
especificamente para lançar o Cyclone-4, parceria que nós temos com a Ucrânia,
e o outro que é para lançar os nossos lançadores”, disse à Agência Brasil, o presidente da
AEB, José Raimundo Coelho.
O objetivo da Operação São Luís, que terminou em tragédia no dia
22 de agosto de 2003, era colocar em órbita o satélite meteorológico Satec, do
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e o nanossatélite Unosat, da
Universidade do Norte do Paraná. Foi a primeira e única tentativa brasileira de
colocar um satélite em órbita a partir de uma base nacional.
O Brasil, no entanto, já voltou a fazer lançamentos a partir da
Base de Alcântara. Em 2010, foi lançado o foguete brasileiro de médio porte VSB-30
V07.
De 2004 a 2012, foram investidos pouco mais de R$ 582 milhões em
infraestrutura e sistemas para o Centro de Lançamento de Alcântara. Nos
próximos dois anos, a previsão do Programa Nacional de Atividades Espaciais é
que R$176 milhões sejam empregados para o mesmo fim.
Segundo o presidente da AEB, o Brasil aprendeu muito com a
tragédia, principalmente no que diz respeito à prevenção de acidentes.
“Toda operação que envolve combustível pesado, como é o caso
espacial, tem que ter senhoras precauções. Digamos que a nossa primeira
iniciativa não foi focada nisso, porque a gente jamais poderia imaginar que
poderia acontecer aquele acidente. Foi fatal e foi uma surpresa total para
nós”, reconheceu.
A construção de uma nova torre de lançamento foi totalmente
concluída e entregue em outubro de 2012, depois da realização de testes que
mostraram que a estrutura está preparada para um feito inédito: lançar um
foguete com satélite de uma base própria.
Pelas previsões da AEB, o foguete ucraniano Cyclone-4 será o
primeiro a ser lançado na base, fora da fase de testes, desde a explosão da
torre. Pela cooperação, firmada no mesmo ano do acidente, a Ucrânia é
responsável por desenvolver e fabricar os equipamentos do foguete.
Já ao Brasil cabe a construção da infraestrutura física e de
comunicações do Centro de Alcântara. Ainda não há data marcada para o
lançamento do foguete, mas a intenção é que isso ocorra em 2014.
Para que o Centro de Lançamento de Alcântara volte a operar, o
novo projeto de construção da torre envolveu ajustes, sobretudo na área de
segurança. Entre as novidades estão a instalação de sistema de proteção contra
descargas atmosféricas, a construção de uma área de fuga e a automatização de
sistemas.
“O posto de comando é belíssimo, competitivo com qualquer outro do
mundo. Tem modernidades que outros lugares não tem, como, por exemplo, uma
torre que se ajusta a vários tipos de lançadores” explicou José Raimundo.
Ainda segundo José Raimundo, os planos para a base de Alcântara
são audaciosos. Quando tudo estiver pronto, a intenção é que ela seja usada
para vender serviços a preços mais competitivos. “Nossa posição é bem embaixo
da órbita geoestacionária. Se você for lançar lá do Hemisfério Norte, longe do
Equador, significa muito mais combustível, muito mais dinheiro gasto. De lá,
você pode economizar 30% no lançamento”, estimou.
A idéia é que, se
o Brasil tiver lançadores eficientes, a partir de um local estrategicamente bem
posicionado, a demanda por serviços aumente muito. “Podemos lançar satélite do
mundo todo e cada lançamento custa cerca de US$ 50 milhões”, aposta o
presidente da AEB.
Este ano, a AEB
deve contar com um orçamento de R$ 400 milhões para investimentos em
lançadores, satélites e infraestrutura. O presidente da agência reconhece que
os recursos estão muito aquém do necessário, mas segundo ele, já são o dobro do
empenhado no ano passado.
“Para a
infraestrutura de Alcântara, nós estamos solicitando ao governo brasileiro um
suplemento emergencial, devido a esse compromisso que nós temos com a Ucrânia
[de lançar o Cyclone-4], isso vai acrescentar R$ 200 milhões ao orçamento”,
disse.
Fonte: Site da Agência Brasil
Comentário: Quando eu li o título dessa matéria fiquei
indignado, mas antes que viesse a cometer alguma injustiça, esperei terminar a
minha leitura. Após ler atentamente a notícia fique ainda mais indignado, não
só pela mesma tentar ligar as obras de complementação do CLA ao não lançamento
do VLS-1 VSISNAV, como também por divulgar informações históricas completamente
distorcidas, como o caso do satélite SATEC que nunca foi um satélite
meteorológico (de onde saiu esse desatino?) e sim tecnológico. Entretanto, relacionar
as atuais obras ao acidente de 2003 e ao não lançamento do VLS-1 é uma Tremenda de uma MENTIRA. É
verdade que as obras já estavam previstas pelo COMAER desde o governo LULA ou
até mesmo antes disso, e são obras de melhoria de infraestrutura que tanto
serve para o projeto nacional de veículos lançadores como o projeto da mal
engenhada empresa bi-nacional, mas em momento algum foram empecilho para o
lançamento do primeiro voo tecnológico do VLS-1, ou seja, o VLS-1 VSISNAV, que
estava previsto para ocorrer em dezembro de 2012 e muito menos tiveram algo haver com o acidente de 2003. As obras da TMI e as obras
relacionadas com a segurança e atualização do centro de controle de lançamento
foram na verdade finalizadas no segundo semestre de 2011, e o lançamento do
VLS-1 VSISNAV ficou então dependendo de uma operação de qualificação dos sistemas
do foguete para com a Torre Móvel de Integração (TMI) e para com o centro de
controle. Acontece que, com o
boicote do governo DILMA ROUSSEFF ao orçamento do programa espacial em 2011 e
2012, o IAE foi obrigado a dividir essa operação em duas, realizando a primeira
(Operação Salina) somente em jun/julho de 2012, restando ainda à realização da segunda
(Operação Santa Bárbara) que deve ser realizada em 2013. Em resumo, as obras
agora em curso não são, e nunca foram um empecilho para o lançamento do VLS-1
VSISNAV e nem dos outros voos previstos desse foguete (VLS-1 XVT-02 e VLS-1 V04)
dentro do prazo previsto anteriormente pelo IAE (2012, 2013 e 2014
respectivamente). O governo DILMA ROUSSEFF é o responsável pelo não cumprimento
de mais um cronograma pré-estabelecido, atrasando por quase dois anos (ficou para 2014 segundo
o que disse a Revista Retrato do Brasil (veja a matéria aqui no blog) o diretor
do CLA, o Cel. Eng. César Demétrio Santos) o
primeiro lançamento desse foguete, e jogando por terra uma vez mais as expectativas
de pessoas que sonham ver um Brasil grande, poderoso e respeitado pela sua
grandeza. Essa matéria não é só vergonhosa e mentirosa, mas é também tremendamente
irresponsável, e o mais triste nisso tudo é ler na matéria o envolvimento do
presidente da AEB, José Raimundo Braga Coelho, com toda essa história. Alguém duvida que o presidente da AEB terá dificuldade de conseguir os R$ 200 milhões para a ACS citados na matéria? Agora para o VLS-1 não tem dinheiro. Não
tenho mais esperança leitor. Agradecemos ao leitor André C. Castro pelo envio dessa
notícia.


Este ano nenhum veículo transportador de satélite brasileiro vai ser lançado, porque o orçamento pedido foi 60 milhões e só deram 15 milhões (mas bem poderia...).
ResponderExcluirO programa Cruzeiro do Sul (com todos os 5 foguetes) custariam a Federação 1,5 bilhões de reais. Só o Cyclone, um foguete pouco prometedor para o mercado, que não trará transferencia de tecnologia, levará 500 milhões. E depois dizem para não politizarmos o blog e não acusar o governo de falta de vontade e atrazo político.
Infelizmente, apesar deste blog se tratar de fornecer informações ligadas ao ambito do programa espacial brasileiro, é impossível não envolver política, visto que são eles em Brazilia que dão o aval e encaminha o financiamento. Também não entendi o que a explosão de 2003 tem a ver com os atrazos, ainda por cima estando a Torre Movel de Integração pronta desde 2011, como mostra este video.
Parece que essas notícias são compradas pelo governo para enaltecer o malfadado projeto do Cyclone-4. 500 milhões... dava provavelmente para desenvolver todos os lançadores brasileiros previstos, até o VLS-Beta.
É Duda
ResponderExcluirAo ler a matéria também fiquei indignado.
Ainda bem que voce postou comentários corretíssimos.
Escrever absurdos como o SATEC ser satélite meteorológico, primeiro lançamento em Alcantara após o acidente somente em 2010 e relacionar as obras da ACS com reconstrução do CLA demonstram a ignorancia do redator dessa matéria.
Já em 2004, o CLA lançava com sucesso o VSB-30 V01, Operação Cajuana e a única infraestrutura destruída no acidente com o VLS-1 V03 foi a TMI.
Alguns reporteres mal informados insistem em escrever que o Centro de Lançamento foi completamente destruído.
Parece que o governo Lula foi o menos nefasto para o Programa Espacial Brasileiro nesses últimos tempos. Por que auguem não tente convencê-lo, mais uma vez, da importância do programa. Afinal é grande a influência que o mesmo exerce sobre a "presidenta". Falando sério. Quem sabe?
ResponderExcluirSobre os repórteres eu pergunto: mal informados ou desqualificados. Alguns parecem alunos do primário fazendo pesquisa na Internet. Não tem noção do que estão falando.
Parece que compraram "deproma em argunha facurdade". Outros estão comprometidos com alguma coisa que certamente não é ético, não é o compromisso com a verdade nem com os interesses do país.