Chegam os Tanques de Combustíveis do Cyclone 4

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (04/07) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que os primeiros equipamentos de grande porte do sítio de lançamento da Alcântara Cyclone Space (ACS) começam a chegar, na próxima semana, ao porto de Itaqui, no Maranhão.

Duda Falcão

Alcântara: Chegam os Tanques
de Combustíveis do Cyclone 4

AEB
04-07-2012

Os primeiros equipamentos terrestres de grande porte destinados ao sítio de lançamento da empresa brasileiro-ucraniana Alcântara Cyclone Space (ACS) começam a chegar, na próxima semana, ao porto de Itaqui, no Maranhão.

A ACS foi criada para oferecer ao mercado mundial lançamentos seguros, econômicos e competitivos, por meio do foguete Cyclone-4, considerado de alta confiabilidade, a partir do Centro de Alcântara, apreciado como um local privilegiado para orbitar satélites.

A primeira carga a ser desembarcada é constituída de 15 tanques de combustível para o sistema de abastecimento do LC (Líquido Combustível) e seus assessórios de montagem. Para o transporte de todo esse material serão utilizadas cerca de 20 carretas e guindastes com capacidade entre 30 e 40 toneladas.

O primeiro voo do Cyclone 4 – o chamado “voo de qualificação” – está previsto para o final de 2013. O prédio (TC-100) para a montagem, integração e teste da carga útil, situado no Complexo Técnico do Sítio de Lançamento, está entre as partes mais adiantadas da obra. Lá serão preparados os satélites que sairão já encapsulados da unidade de carga útil  para se acoplarem aos estágios propulsores do Cyclone-4 no prédio vizinho, o TC-200.

Outra obra adiantada é o TC-200, a ser usado para montagem, integração e teste do veículo lançador. Ali será montado o Cyclone-4, um gigante de 40 metros de comprimento, três metros de diâmetro e coifa (ponta) com quatro metros de largura. Ele é capaz de lançar 5.300 kg em órbita baixa (até 500 km de altitude), 1.600 kg em órbita de transferência geoestacionária e 3.800 kg em órbita heliossíncrona (órbitas especiais projetadas para que, quando o satélite sobrevoa o ponto de interesse, seja sempre dia).

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) e o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) têm mantido a média seis a oito lançamentos por ano desde 2008. Somente entre março e abril deste ano, o CLA lançou três foguetes de treinamento básico. Para agosto, está previsto o lançamento de um foguete de treinamento intermediário e, até o fim do ano, outro foguete de treinamento básico.


Fonte: Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Para aqueles que defendem essa empresa, esse deve ser um momento de glória, mas para aqueles como nós que sabem o desaste que esse acordo representa para o país, esse momento é triste. Estamos de luto.

Comentários

  1. Olá, Duda.
    A notícia é chata, mas pelo menos, me fica uma dúvida: será q não dava pra construir esses tanques aqui no Brasil, por empresas brasileiras? Nem esses equipamentos periféricos vamos fabricar aqui p/ esse projeto?
    Só falta dizer q os tijolos, concreto e aço p/ construção dos prédios de montagem e controle tb vieram da Ucrânia.
    Lamentável!

    abs.

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  2. Olá Élvio!

    Perdoe-me amigo, não existe dúvida nenhuma, é claro que esses tanques poderiam ser fabricados aqui, mas o de..loide do Roberto Amaral fez tudo errado. Já disse por diversas vezes que esse acordo é um desastre em todos os sentidos e só poderia ser mesmo uma obra desse de..loide.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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  3. Por mim que exploda no chão(sem matar nenhum cientista).

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  4. Olá Anônimo!

    Sem explosões amigo, sem explosões, rsrsrs, Já que o prejuízo seria muito grande em todos os sentidos. Além de que não é necessário, pois está tudo errado nessa empresa e ela não deverá durar por muito tempo, o próprio mercado se encarregará disso.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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  5. Rsrs...
    Você não tem q pedir perdão nenhum.
    Quem tem q pedir perdão a todos nós são os picaretas q já passaram e alguns q ainda estão no governo.
    E eu acredito q os projetos VLS, VLM e L-75 são o início de uma nova fase e q, em tempo, contribuirão p/ o fim da ACS e seu Cyclone 4.

    abs.

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  6. Olá Élvio!

    Realmente esses projetos poderão representar uma nova fase, mas só se realmente avançarem. Entretanto nem o VLS-1, nem o VLM-1, podem substituir a capacidade de carga-útil proporcinada pelo Cyclone-4. Nesse caso creio que só mesmo o hipotético VLS Gama do antigo "Programa Cruzeiro do Sul" teria essa capacidade.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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