Ciência Sem Fronteiras Vai Beneficiar Programa Espacial

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada na “Revista Espaço Brasileiro” (Jan – Jun de 2012), sobre como o programa “Ciência sem Fronteiras (CsF)" vai beneficiar o Programa Espacial Brasileiro.

Duda Falcão

CIÊNCIA

Ciência Sem Fronteiras Vai
Beneficiar Programa Espacial

O programa Ciência sem Fronteiras (CsF),
projetado, entre outros fins, para dar ao
Brasil os engenheiros de que precisamos
até 2020, foi lançado pelo Governo Federal
em julho de 2011, e deve conceder 101 mil
bolsas de estudos para a pós-graduação de
brasileiros nas melhores instituições de
ensino do mundo, nos próximos quatro anos.


O Programa CsF deve também enriquecer de recursos humanos bem preparados a nova fase do Programa Espacial Brasileiro (PEB), graças as suas 18 áreas comprometidas com ciências exatas.

Outra valiosa vertente do CsF é a atração de grandes especialistas estrangeiros – entre eles alguns ganhadores do Prêmio Nobel – para o desenvolvimento conjunto de pesquisas no Brasil. Destaca-se também o “repatriamento” de brasileiros que hoje atuam no exterior. Esse retorno de pessoas competentes deve repercutir de modo muito positivo no PEB.

Muitos brasileiros contratados pela NASA, a agência espacial dos EUA, têm demonstrado interesse em regressar ao país e envolver-se com nossas atividades espaciais.

Espera-se ainda que o CsF atraia muito mais estudantes pré-universitários para as engenharias, entre as quais a engenharia espacial, hoje abertas a novas chances profissionais. O curso de Engenharia Espacial da Universidade de Brasília (UnB) já está dando um aporte de peso ao setor com dez estudantes estagiando em instituições e empresas espaciais da Ucrânia. O curso também firmou acordo com o Sistema de Navegação por Satélite da Rússia (GLONASS) para a instalação na UnB de uma estação experimental que será muito útil para os estudantes.

Conte-se ainda com as vantagens da construção do primeiro satélite geoestacionário brasileiro de telecomunicações, que vai ampliar o Programa Nacional de Banda Larga e levar o acesso digital a centenas de municípios brasileiros hoje ainda desligados da internet, além de estabelecer a indispensável comunicação entre os órgãos do governo e das Forças Armadas. O desenvolvimento desse satélite e de outros satélites a serem construídos em iguais base virá aumentar a demanda por um contingente mais robusto de engenheiros qualificados para o PEB, englobando fortemente o setor privado. Esse setor exatamente terá condições de absorver um volume considerado de bolsistas do CsF.

Afinal, 26 mil bolsas do total oferecido pelo programa será patrocinado pelo empresariado.


Fonte: Revista Espaço Brasileiro - Num. 13 – Jan – Jun de 2012 - pág. 26

Comentário: Pois é leitor, considero esse programa uma boa ideia, mas só se for conduzido com a seriedade e responsabilidade necessária. Seriedade e responsabilidade estas que, como sabemos, historicamente não foi apresentado até hoje pelo poder público. Na verdade, inclusive, o jornal Folha de São Paulo tem denunciado que esse programa não tem funcionado como se esperava, já que tem atrasado o repasse aos bolsistas inscritos no mesmo. Ou seja, pode acabar infelizmente num programa de fachada e num tremendo engodo. Vamos esperar e torcer muito para que isso não venha acontecer. Já a iniciativa da UnB (mesmo motivada por esse acordo desastroso com a Ucrânia) parece ser algo mais sólido e que certamente poderá render frutos, principalmente pelo grande entusiasmo que esses jovens têm demonstrado nas atividades espaciais realizadas nos laboratórios da UnB. Entretanto, o resultado dependerá muito de que o PEB sonhado e planejado pelo Raupp realmente saia do papel, coisa que não acreditamos que aconteça.

Comentários

  1. Fico indignado com esses alunos que tem a oportunidade de ir estudar no exterior e acabam ficando por lá mesmo, enquanto aqui precisamos cada vez mais de pessoas qualificadas na área espacial. A maioria sé quer sabe de ir para os EUA e só quer saber da NASA, NASA, NASA, que enfie a NASA no... Não sabem dar valor as coisas mesmo...

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  2. Olá Anônimo!

    Não é bem assim amigo, a maioria deles querem ficar, mas infelizmente o PEB ainda não dar ao jovem a garantia de que o mesmo terá a oportunidade de trabalhar com as condições e a seriedade que a NASA e outras agências espaciais oferecem. Infelizmente devido ao governo a insegurança para quem está começando é muito grande e isso os leva a optar por trabalhar fora.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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