Pesquisadores Brasileiros e Estrangeiros Buscam Meteorito na Costa Fluminense
Olá leitor!
Segue abaixo uma notícia postada hoje (07/11) no site da
“Agência Brasil” destacando que pesquisadores brasileiros e estrangeiros buscam
meteorito na costa fluminense.
Duda Falcão
Pesquisa e Inovação
Pesquisadores Brasileiros e Estrangeiros
Buscam Meteorito
na Costa Fluminense
Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil
Edição: Denise Griesinger
07/11/2013 - 14h35
Rio
de Janeiro – Pesquisadores e estudantes de geologia e astronomia de diferentes
países farão uma expedição em Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense, neste
fim de semana para buscar partes do mais raro meteorito do mundo e um dos mais
valiosos. Chamado de Angra dos Reis ou Angrito, o meteorito caiu no mar de
Angra há 150 anos. A expedição é uma das atividades do 4° Encontro
Internacional de Meteoritos e Vulcões 2013, que começou hoje (7) e vai até
domingo, no Instituto de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ).
Duas
pedras, que tem cor violeta e crosta brilhante, foram encontradas e, pelo
encaixe, estudiosos concluíram que falta uma terceira peça até hoje
desaparecida, além de fragmentos. Geóloga e uma das coordenadoras do evento,
Elizabeth Zucolotto explicou que Angrito é quase tão antigo quanto o sistema
solar, que tem 4,56 bilhões de anos.
“Não
há nada igual ao Angra dos Reis. Ele é quase uma pedra filosofal, pois ajudaria
a explicar como o sistema solar se formou tão rápido”, contou ela. “E quanto
mais material encontrarmos melhor para os estudiosos. Se nós não encontrarmos
[a parte desaparecida], pelo menos, faremos uma divulgação para que outras
pessoas a procurem”.
Um
dos pedaços encontrados, de 70 gramas, foi doado ao Museu Nacional e o outro,
com mais de 6 kg, avaliada em mais de US$ 1 milhão, desapareceu. A pesquisadora
contou que a peça doada ao museu chegou a ser roubada em 1997, mas foi
recuperada.“Tentaram vendê-la a colecionadores a US$ 10 mil dólares o grama,
mas felizmente o meteorito foi interceptado no aeroporto antes de ser enviado
para os Estados Unidos”, contou ela.
O
Brasil possui 62 meteoritos reconhecidos por cientistas, número baixo se
comparado aos Estados Unidos, onde caíram mais de 2 mil meteoritos. Elizabeth
lembra que muitos nem chegam a ser reconhecidos, “caem muitos também no Brasil,
mas as pessoas não sabem. O que não temos é um órgão oficial para reconhecer
esses corpos”.
A
pesquisadora lembrou do meteorito que caiu em Pernambuco, em setembro, e que
foi vendido para um colecionador brasileiro por R$ 18 mil. “Ele deixou à disposição
para a pesquisa até ser classificado, o que deve levar pouco mais de um mês”,
explicou a geóloga.
Para
um meteorito passar a existir oficialmente e ser avaliado ele deve ser
submetido ao NomCom e aprovado e publicado no Meteoritical Bulletin. Além disso,
é necessária uma amostra de pelo menos 20 gramas sob a tutela de um museu
credenciado e 30g destinada à pesquisa em laboratórios.
Fonte: Site da Agência Brasil
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