Brasil e China Lançam 4º Satélite Juntos
Olá leitor!
Segue abaixo uma
matéria publicada hoje (06/12) no site do jornal “Folha de São Paulo” dando
destaque a missão de lançamento do Satélite CBERS-3.
Duda Falcão
CIÊNCIA
Brasil e China
Lançam 4º Satélite Juntos
RAFAEL GARCIA
ENVIADO ESPECIAL A SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
06/12/2013 - 02h53
Um foguete deve decolar na madrugada da
próxima segunda-feira colocando em órbita o satélite CBERS-3, o quarto lançado
pelo programa de observação da Terra que o Brasil mantém em parceria com a
China.
O novo orbitador
possui quatro câmeras diferentes -- uma a mais do que a versão anterior (o
CBERS-2B), que parou de operar em 2010. Desde então, o Brasil está sem meios
próprios de observar seu território do espaço.
Durante esse
período, programas importantes --como os de monitoramento do desmatamento na
Amazônia-- vêm dependendo exclusivamente da compra de imagens geradas por
satélites estrangeiros, como os americanos Landsat, Terra e Acqua.
O novo satélite
CBERS não dá ao Brasil independência total para monitorar seu território, mas
deve tornar a fiscalização mais eficaz.
Segundo José
Carlos Epiphanio, coordenador de aplicações do CBERS, a nova câmera de grande
campo de visão usada pelos satélites do programa, a WFI, será capaz de fazer
imagens de toda a Amazônia a cada cinco dias com resolução de 64 metros.
"Isso vai ser de grande utilidade para o Deter, o sistema de combate ao
desmatamento em tempo real", afirma.
Hoje o Deter já
conta com imagens mais rápidas do Acqua e do Terra, mas sem resolução tão boa.
Alex
Argozino/Editoria de Arte/Folhapress
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| Clique em cima da imagem para ampliá-la. |
A WFI e os
outros componentes brasileiros do satélite foram desenvolvidos pelo INPE
(Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que também opera o satélite, em
parceria com os chineses.
A principal
inovação do novo CBERS em relação ao modelo 2B é a câmera PAN, que tem um
sensor de alta resolução móvel capaz de apontar para os lados e fotografar
locais fora da trilha de órbita do satélite. Por isso, ela deve ser útil no
monitoramento de desastres imprevistos.
Já a MUX, câmera
padrão do CBERS, fará imagens cobrindo todo o território do Brasil e da China
com resolução de 20 metros, automaticamente, a cada 26 dias. Todas as imagens
ficarão disponíveis on-line gratuitamente.
EMBARGO
AMERICANO
O lançamento do
CBERS-3 estava previsto originalmente para 2011, mas atrasou dois anos em razão
de imprevistos no desenvolvimento de tecnologias que o Brasil ainda não
dominava, diz Leonel Perondi, diretor do INPE.
Um dos problemas
foi o ITAR, um decreto do governo dos EUA que proíbe empresas americanas de
vender componentes espaciais para projetos de cooperação com a China.
O INPE havia
acertado a compra de conversores de corrente elétrica americanos, que não eram
peças consideradas de uso espacial. Quando o INPE estava prestes a obter os
componentes, o governo americano resolveu incluí-los na lista do embargo, e o
Brasil teve de encontrar outro fornecedor. "Só isso já representou um
atraso de um ano", afirma Perondi.
Fonte: Site do Jornal
Folha de São Paulo - 06/12/2013
Comentário:
Aproveitamos para agradecer mais uma vez ao leitor Luiz Silva pelo envio de
matéria.

Acho que esqueceram de mencionar que hoje em dia, a China já desenvolve satélites desse tipo, mais modernos, com mais recursos e totalmente fabricados lá.
ResponderExcluirOu seja, nos ultrapassaram de passagem.
Os EUA sempre vão embargar o Brasil,EUA não quer mais ninguém no clube espacial,más um atraso de um ano por causa de um circuito de fonte,e os engenheiros brasileiros,e os russos,indianos,japoneses,alemães,franceses?,tem mais gente pra fazer parceria e resolver mais rapidamente os embargos...o que falta é vontade desses políticos em fazer a coisa acontecer isso sim!
ResponderExcluirAnônimo,
ExcluirIsso de culpar os EUA não está com nada. Até parece que são somente os EUA que não querem ter concorrentes, e que somente eles que nos espionam.
Infelizmente nossa maior ameaça está dentro do nosso próprio país.
A Suíça, com a Alemanha e a Áustria nazi ali do lado conseguiu criar uma neutralidade armada que impediu que inimigos europeus se apoderassem de suas terras, dando ao mesmo tempo oportunidade para TODOS depositarem seu ouro por lá.
O que temos nós quando nos sentamos à mesa para negociar, principalmente com quem é maior que nós?