Satélite Favorece Indústria Brasileira
Olá leitor!
Segue abaixo
mais uma matéria da bela jornalista Virgínia Silveira postada hoje (06/12) no site
do jornal “Valor Econômico” destacando
que o Satélite CBERS-3 favorece a Indústria Brasileira.
Duda Falcão
EMPRESAS
Satélite Favorece Indústria Brasileira
Virgínia
Silveira
Para o Valor, de São José dos
Campos
06/12/2013 às 00h00
Perondi, do INPE: "Hoje, temos
capacidade para fazer um satélite completo"
A indústria aeroespacial
brasileira teve papel de destaque no desenvolvimento do quarto satélite do
programa CBERS-3, sigla em inglês para Satélite Sino-Brasileiro de Recursos
Terrestres, que será lançado na segunda-feira, na China.
No Brasil, 11 empresas forneceram o
equivalente a 50% do satélite, que atuará como um importante aliado do governo
no monitoramento do desmatamento e de queimadas na Amazônia e no controle da
expansão da agropecuária, dos recursos hídricos, do crescimento urbano, da
ocupação do solo, entre outras aplicações.
A indústria brasileira, segundo o diretor
do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Leonel Perondi, foi
responsável pelo desenvolvimento da estrutura do satélite, que pesa 2
toneladas, seus sistemas de suprimento de energia, de telecomunicação e de
propulsão, duas câmeras, além de parte do computador de bordo.
O valor total dos contratos, envolvendo a
produção de componentes para o CBERS-3 e CBERS-4, é da ordem de R$ 540 milhões,
informou o diretor do INPE, metade para cada país. A estimativa do Instituto é
que, desde o início da cooperação, em 1988, Brasil e China tenham investido US$
400 milhões no programa. Só o lançamento, pelo foguete chinês Longa-Marcha,
custará US$ 25 milhões. O governo brasileiro arcará com metade do valor.
Perondi disse que, além de contribuir para
a popularização do sensoriamento remoto e o crescimento do mercado de
geoinformação, o programa CBERS promoveu a inovação na indústria espacial
nacional, gerando empregos em um setor de alta tecnologia, estratégico para o
país.
O diretor lembra que o satélite está
equipado com quatro câmeras, sendo duas brasileiras. "Uma delas foi
inteiramente projetada e produzida no Brasil. Essa câmera representa um marco
de capacitação para o programa espacial brasileiro, pois é considerado o
instrumento espacial mais sofisticado já feito no país", afirmou.
Com 20 metros de resolução, a câmera,
conhecida pela sigla MUX tem como diferencial o fato de ser multiespectral,
fazendo imagens no azul, verde e infravermelho, em faixas distintas. A
principal aplicação é o controle de recursos hídricos e florestais.
A Opto Eletrônica, contratada pelo INPE
para desenvolver a câmera, enfrentou dificuldades para viabilizar o projeto,
pois alguns componentes não puderam ser comprados no exterior, por conta de
embargos tecnológicos, disse o diretor do INPE. "Há uma lei americana que
proíbe a venda de componentes de uso espacial para programas feitos em
cooperação com a China", exemplificou Perondi. Por conta das dificuldades,
o desenvolvimento do CBERS-3 atrasou mais de três anos. "O importante é
que esse desenvolvimento garantiu ao Brasil autonomia tecnológica em uma área
estratégica. Hoje, temos capacidade para fazer um satélite completo no
país."
O novo satélite da série CBERS vai
preencher o espaço deixado pelo seu antecessor, o CBERS-2B, que encerrou sua
operação há dez anos. A continuidade do trabalho de monitoramento do
desmatamento da Amazônia foi garantida com o uso de satélites americanos e
indianos.
O programa CBERS, que completou 25 anos em
2013, gerou mais de 1 milhão de imagens de satélites, distribuídas
gratuitamente na internet para cerca de 70 mil usuários, de mais de 3 mil
instituições públicas e privadas brasileiras ligadas ao meio-ambiente.
Além de empresas de geoprocessamento e
organizações não governamentais, o CBERS também tem entre seus principais
usuários empresas como a Petrobrás, o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA),
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Instituto Brasileiro do
Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (IBAMA) e a Agência Nacional de Águas
(ANA). O IBGE, por exemplo, usa os dados para atualizar seus mapas em projetos
de sistematização do solo, assim como o INCRA emprega as imagens nos processos
ligados à reforma agrária.
O INPE tem ainda usuários cadastrados em
mais de 40 países na América Latina e África. Com o CBERS, o Brasil se tornou
um dos maiores distribuidores de imagens de satélites do mundo.
Fonte: Jornal
Valor Econômico - 06/12/2013
Comentário: Já no inicio da matéria da Virginia sou surpreendido positivamente com a afirmação do diretor do INPE, Leonel Perondi, de que hoje o Brasil já tem capacidade para fazer um satélite completo. Isto levando-se em conta de que o senhor Perondi esteja se referindo a satélites de sensoriamento remoto do porte do CBERS e satélites menores como o Amazônia-1, e também na hipótese de que o mesmo esteja dizendo a verdade. Como tenho recebido boas informações de que o Sr. Perondi é uma pessoa séria e comprometida com o seu trabalho, não tenho porque duvidar de sua afirmação, mas não concordo com que parece ser a sua visão de indústria brasileira. Explico: Na matéria foi divulgado que 11 empresas (da parte que cabia ao Brasil) forneceram o equivalente a 50% do satélite, mas não é dito quantas dessas empresas eram genuinamente brasileiras. Quantas dessas empresas estavam sobre controle tecnológico e acionário brasileiro? Portanto, o mais certo seria dizer que a indústria brasileira em conjunto com algumas empresas estrangeiras instaladas no país, forneceram esses 50% do satélite, e hoje já estão qualificadas para fornecer um satélite de sensoriamento remoto completo. Estaria assim o Sr. Perondi sendo mais objetivo e realista em relação ao nosso verdadeiro estagio industrial na área de satélites para esta função. Aproveitamos para agradecer publicamente ao leitor Luiz Silva pelo envio dessa matéria.
Comentário: Já no inicio da matéria da Virginia sou surpreendido positivamente com a afirmação do diretor do INPE, Leonel Perondi, de que hoje o Brasil já tem capacidade para fazer um satélite completo. Isto levando-se em conta de que o senhor Perondi esteja se referindo a satélites de sensoriamento remoto do porte do CBERS e satélites menores como o Amazônia-1, e também na hipótese de que o mesmo esteja dizendo a verdade. Como tenho recebido boas informações de que o Sr. Perondi é uma pessoa séria e comprometida com o seu trabalho, não tenho porque duvidar de sua afirmação, mas não concordo com que parece ser a sua visão de indústria brasileira. Explico: Na matéria foi divulgado que 11 empresas (da parte que cabia ao Brasil) forneceram o equivalente a 50% do satélite, mas não é dito quantas dessas empresas eram genuinamente brasileiras. Quantas dessas empresas estavam sobre controle tecnológico e acionário brasileiro? Portanto, o mais certo seria dizer que a indústria brasileira em conjunto com algumas empresas estrangeiras instaladas no país, forneceram esses 50% do satélite, e hoje já estão qualificadas para fornecer um satélite de sensoriamento remoto completo. Estaria assim o Sr. Perondi sendo mais objetivo e realista em relação ao nosso verdadeiro estagio industrial na área de satélites para esta função. Aproveitamos para agradecer publicamente ao leitor Luiz Silva pelo envio dessa matéria.
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