‘Construir Satélite é um Grande Desafio’

Olá leitor!

Segue abaixo uma pequena entrevista com o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Leonel Perondi,  publicada hoje (08/12) no site do jornal “O VALE”.

Duda Falcão

NOSSA REGIÃO

‘Construir Satélite é Um Grande Desafio’

December 8, 2013 - 06:13


Confira entrevista com Leonel Perondi, Diretor do INPE

Qual a importância desse satélite para o país?

O CBERS-3 terá aplicação de grande importância, principalmente para o governo, no monitoramento de desmatamento, queimadas, varredura da costa, para a agricultura, entre outras.

O governo será o maior usuário das imagens do satélite.

Sem dúvida, o governo será o maior usuário, como o IBAMA, que poderá utilizar as imagens para definir estratégias de fiscalização com relação ao desmatamento. As imagens também terão grande valor para o INCRA.

É o quarto satélite da cooperação Brasil-China. Qual a diferença do CBERS-3 para os anteriores da mesma família.

A construção de satélite sempre é um desafio. No caso do CBERS-3, um dos principais desafios foi a construção das duas câmeras brasileiras, entre elas a MUX, bastante sofisticada, que foi inteiramente produzida no país, pela indústria nacional. Representa alta qualificação da mão de obra e do parque industrial brasileiro em alta tecnologia. Os sistemas foram aperfeiçoados.

O INPE também enfrentou dificuldades na produção do CBERS-3.

O INPE projeta os equipamentos e contrata a indústria para a produção. A construção de equipamentos de uso espacial sempre é um desafio, pela complexidade. Tudo tem ser perfeito, porque, depois de lançado, não há como fazer reparos no satélite no espaço caso algum equipamento não funcione.

Houve problema com a compra de componentes nos Estados Unidos.

Tivemos porque os Estados Unidos não autoriza a venda de equipamentos para programas de cooperação com a China .

O Brasil compra imagens no exterior desde 2010 para substituir o CBERS-2B que deixou de operar.

É muito mais barato para o Brasil comprar imagens de satélite em vez de produzi-lo. A questão é estratégica, a presença do Brasil no espaço e a qualificação de mão de obra e do parque industrial em alta tecnologia.


Fonte: Site do jornal “O VALE” - 08/12/2013

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