AEB Firma Acordo de Cooperação Com a Universidade de Brasília

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (04/12) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que a agência firmou Acordo de Cooperação com a Universidade de Brasília (UnB).

Duda Falcão

AEB Firma Acordo de Cooperação
Com a Universidade de Brasília

Coordenação de Comunicação Social (CCS-AEB)

Fotos: Mariana Costa

Brasília 04 de Dezembro de 2013 - Visando ao intercâmbio de conhecimento nas áreas de pesquisa, arquitetura da informação, desenvolvimento e inovação tecnológica no âmbito do Programa Espacial Brasileiro o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, e o reitor da Universidade de Brasília (UnB), Ivan Marques de Toledo Camargo, firmaram nesta terça-feira (3), acordo de cooperação técnica por intermédio da Fundação Universidade de Brasília (FUB).

A aproximação das instituições foi organizada se levando em considerações alguns aspectos entre eles a necessidade de uma maior interação com o meio acadêmico para a contínua melhoria da gestão do Programa Espacial Brasileiro e do benefício permitido pela integração de diversas competências na área de tecnologia e Arquitetura da Informação para a governança do Programa.

Um dos focos do acordo é desenvolver trabalhos conjuntos de estudos, ensino e pesquisa, tópicos que, segundo o Camargo, já são praticados pelas duas instituições. “Os bolsistas da UnB que trabalham em projetos na sede da Agência podem, a partir de hoje, ampliar suas esferas de atividades”.

Incentivo

Na opinião do presidente da AEB, a cooperação com a academia não só amplia as possibilidades de agregar conhecimento com mais rapidez à iniciativa privada, “como permite que haja mais motivação entre os estudantes das engenharias pela área espacial”.

O acordo permite ainda a organização de cursos, seminários, conferências e encontros nacionais e internacionais sobre temas de interesse da UnB e da Agência. Isso colabora para que se tenha a possibilidade da troca de experiência com grupos de pesquisa de instituições nacionais e do exterior na área espacial.

Braga Coelho disse ainda estar esperançoso de que “esse acordo com a UnB incentive outras universidades do país a seguir na mesma trilha e também para que se criem mais cursos de engenharia espacial no país”. Hoje, apenas seis delas têm curso específico.



Fonte: Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Ora leitor, tá ai uma noticia verdadeiramente relevante, caso este acordo seja conduzido da forma que se espera, ou seja, com lisura, comprometimento e seriedade. Caso não entrará para o rol daqueles que já fazem parte do PFC dos populistas. Vale dizer que a UnB é uma entidade séria, comprometida com a boa educação e que já realiza atividades espaciais (se não estiver enganado) desde o final da década de 90 do século passado.

Comentários

  1. Me preocupa muito o fato desse "governo" populista pseudo socialista estar tratando as universidades públicas como ferramenta para tentar impor suas diretrizes ideológicas.

    Chegou ao cúmulo de impedir projetos de empreendedorismo em mais de uma delas. Ou seja, em pleno século 21 com tudo que a história demonstrou e continua demonstrando eles parecem querer impor a versão deles de um "comunismo bolivariano" parece piada, mas não é.

    Então, insisto, enquanto esses acordos não incluírem universidades privadas, em minha opinião não vão existir grandes avanços. Sem empreendedorismo e iniciativa privada envolvidos, vamos continuar à mercê de um "governo" que sabidamente tem outros interesses, que não são o capitalismo e o livre mercado.

    A nossa única saída, seriam iniciativas independentes e empreendedoras, com um um grande envolvimento da iniciativa privada. Iniciativas restritas às universidades vinculadas ao "estado", não levam a nenhuma mudança.

    De qualquer modo, como não sou radical, espero que esse e outros acordos resultem em algo de proveitoso para os alunos e principalmente para o país.

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  2. Caro Marcos!

    Eu concordo contigo que a iniciativa privada no Brasil e aí incluída também as universidades privadas precisam participar mais de atividades espaciais. Entretanto o que você precisa entender é que não existe PROGRAMA ESPACIAL PRIVADO, não só pelos grandes riscos econômicos que essa atividade envolve, como também pelos acordos internacionais assinados que estabelecem que os responsáveis por atividades espaciais em cada país são seus governos. O que existem são empresa privadas que prestam serviços a seus governos mediante contratos pontuais, mas quem estabelece as regas e objetivos, operacionalidade além do financiamento são seus governos. Veja o caso da SpaceX (empresa ícone do desenvolvimento privado), somente veio decolar depois dos contratos assinados do Programa Privado da NASA (criado pelo OBAMA e que favoreceu também outras empresas), que possibilitou a finalização do foguete e agora bem recentemente da nave de carga que está atendendo a ISS. O que acontece é que no Brasil o governo como sabemos só quer proliferar o 'populismo' e o 'faz de conta' em prol de seus interesses. Por conta disso, essa parceria governo/iniciativa privada que tem dado certo em outros países não decola no Brasil e consequentemente não atrai o interesse de empresa privadas nesse setor, há não ser em projetos pontuais como esse do SGDC, onde já foram liberados R$ 1.3 bilhão para o seu desenvolvimento. Porque você acha que a Embraer nunca se interessou em participar do PEB como fazem suas correntes em seus respectivos países? Justamente por que não há compromisso e seriedade do governo na condução do mesmo, quando houver, ai sim, ela se interessará.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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