Fracasso de Satélite Não Prejudicará Monitoramento da Amazônia, diz Ministério

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada dia (14/12) no site do jornal “Folha de São Paulo” destacando que segundo o Ministério do Meio Ambiente o fracasso do lançamento do Satélite CBERS-3 não prejudicará o monitoramento da Amazônia.

Duda Falcão

CIÊNCIA

Fracasso de Satélite Não Prejudicará
Monitoramento da Amazônia, diz Ministério

GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO
14/12/2013 - 06h00

O fracasso no lançamento do satélite CBERS-3, uma parceria do Brasil com a China, na última segunda-feira, não irá prejudicar o monitoramento do desmate na Amazônia, segundo o Ministério do Meio Ambiente.

O satélite estava equipado com duas câmeras que fariam imagens do território brasileiro e poriam fim a um jejum de mais de três anos em que o país está sem produção própria desse tipo de imagens, desde que a geração anterior do equipamento, o CBERS-2B, que parou de funcionar em 2010.

"Não vai afetar a capacidade de monitoramento. Nós já estamos operando sem imagens próprias há mais de três anos. O que haveria, com as câmeras, seria uma complementação, sem custo adicional, do trabalho que já está sendo feito", disse Francisco Oliveira Filho, diretor do Departamento de Combate ao Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente.

Hoje, o monitoramento da cobertura florestal é feito por dois sistemas distintos: o Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real), que é mais imediato e tem uma resolução menor, e o Prodes (Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia), que fornece os números oficiais do desmatamento.

O CBERS-3 não seria suficiente para suprir todas as demandas do monitoramento --que é feita com imagens cedidas e compradas de outros países--, porém permitiria dar mais detalhes e autonomia à fiscalização.

O Brasil tenta agora adiantar o lançamento do próximo satélite construído em parceria com a China, previsto para 2015. Por enquanto, os chineses parecem estar com ressalvas quanto à proposta.

ÁFRICA

Segundo Oliveira Filho, a iniciativa brasileira --que usaria imagens do CBERS-3 para auxiliar países africanos da Bacia do Congo a monitorarem seus próprios territórios-- também não será afetada.

"Não se tratava só de distribuir imagens. É uma questão de ajudar a montar uma estrutura de monitoramento e de gerar políticas públicas nesses países", disse o diretor.


Fonte: Site do Jornal Folha de São Paulo - 14/12/2013

Comentários

  1. Estão vendo o que eu digo?

    Se o ministério do meio ambiente e o ministério de agricultura são os primeiros a reclamar, é porque são eles os principais beneficiados.

    Se é assim, eles é que deveriam bancar esses satélites.

    Simples assim.

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