Brasil e Rússia Querem Ampliar Cooperação na Área Espacial

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (11/12) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que o Brasil e a Rússia querem ampliar cooperação na Área Espacial.

Duda Falcão

Brasil e Rússia Querem Ampliar
Cooperação na Área Espacial

Coordenação de Comunicação Social (CCS-AEB)


Brasília 11 de dezembro de 2013 - O aumento de itens para cooperação nas áreas científica e tecnológica, principalmente no segmento espacial, entre Brasil e Rússia, foi um dos temas da pauta de discussão da 8ª Reunião da Comissão Intergovernamental de Cooperação Econômica, Comercial, Industrial, Científica e Tecnológica entre Brasil e Rússia (CIC), realizada na segunda (9) e terça-feira (10), em Brasília (DF).

Os dois países se comprometeram a reforçar entendimentos visando a aumentar a capacitação de recursos humanos incluindo nessa questão o programa Ciência sem Fronteiras Espacial (CsF-Espacial), bem como estimular maior intercâmbio entre instituições de ensino e pesquisa e grupo de pesquisadores.

Outra proposta a ser estudada a partir de março de 2014 com o envolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB) diz respeito à área de satélites, com a elaboração de programas para o compartilhamento de dados de sensoriamento remoto.

A Rússia também vai instalar no início do próximo ano na Universidade de Brasília (UnB) mais duas antenas para operação do seu Sistema de Navegação Global por Satélite (GLONASS) e ampliar a infraestrutura laboratorial que mantém na instituição e que hoje é fonte de pesquisa para estudantes e professores.

Além dessas duas antenas, que segundo os representantes russos são mais tecnologicamente avançadas, está programada a implantação de uma instalação de recepção de sinais no Instituto de Tecnologia de Pernambuco (ITP), em Recife, e outra na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul. O GLONASS, operacionalizado desde 1976, tem hoje o suporte de 24 satélites.

A AEB foi representada na reunião pelo chefe da Assessoria de Cooperação Internacional, José Monserrat Filho.


Fonte: Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentários

  1. Seria ótimo se o Brasil aprendesse com a Rússia a fabricar alumínio de aviação. Para começar a deixar de ser um país fornecedor de commodities.

    Fico imaginando aqui, de que vai adiantar formar tantos cientistas, engenheiros e técnicos aeroespaciais, para um país que não tem mercado ou melhor está restringindo o seu pequeno mercado a cada dia.

    Como nós somos um país com a economia fundamentada em extrativismo, melhor seria formar mais agrônomos, geólogos, isso sem falar em torneiro mecânicos e outras profissões ligadas as áreas às quais esse "governo" realmente dá prioridade.

    Lamentável.

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    1. Prezado, Marcos.
      Talvez o país tenha estas prioridades daqui a 50 anos.
      Não acredito em mais nada desse Programa Espacial de Brinquedo. Por isso vou acompanhar as nações comprometidas com o desenvolvimento científico.
      Estou aguardando ansioso para ver a chegada do Coelho de Jade Chinês à Lua e esperando ter notícias positivas da sonda enviada para Marte pelos Indianos.

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    2. É isso Jaime, a nós hoje em dia só restam três opções: acompanhar os programas espaciais de países realmente comprometidos com o desenvolvimento científico; acompar eventuais sucessos dos pouquíssimos lançamentos locais; e "botar a boca no trombone" aqui no blog.

      Eu faço uso das três, afinal reclamações, denúncias e debates aqui no blog, são uma forma de esclarecer, divulgar e propor soluções para os os problemas na esperança que no futuro eles sejam resolvidos.

      Abs.

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  2. O brasil e campeao em parcerias espacial!

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  3. Essas cooperações só mostram a deficiência do país em desenvolver tecnologia, não tem capacidade, e tem que recorrer aos outros e ainda implorar por transferência de tecnologia...

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  4. Essas parceiras não passam de cortina de fumaça para esconder a inação na atividade fim. Além disso, elas são de papel e não saem dele... Gostei do "campeão de parcerias espaciais"...

    Já transferência de tecnologia é uma situação bem diferente. Envolve uma gestão competente, recursos financeiros e muitos anos de trabalho sério. Foram poucos os casos de sucesso no Brasil.

    Um leitor do blog mencionou que a China "roubou" os segredos da Russia na área espacial. Ledo engano. Fizeram oficialmente transferência de tecnologia. Conheço alguns professores chineses que falam russo fluente pois estudaram em Moscow. Isso levou décadas...

    Fico imaginando como seria um espião chinês na Russia. Seria necessário uma cirurgia plástica radical...

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  5. Nos últimos anos, a indústria espacial russa não está apresentando o melhor dos tempos. Isto pode ser visto por lançamentos de emergência repetidos dos diversos satélites. Por exemplo, em dezembro de 2010, como resultado de uma falha no lançamento, ao mesmo tempo três satélites GLONASS caíram no Oceano Pacífico.
    Em fevereiro de 2011, a Rússia não conseguiu levar à órbita o satélite geodésico militar Geo-IK-2. No mesmo ano, em agosto, foi realizado o lançamento mal sucedido do satélite Express AM4. Em seguida, o cargueiro russo Progress M-12M logo depois de ser lançado da base de Baikonur (Cazaquistão) caiu no sul da Sibéria.
    Em novembro de 2011, a Agência Espacial Federal Russa (Roscosmos) não conseguiu lançar a Marte a estação interplanetária automática Phobos-Grunt, e em dezembro de 2011 foi perdido o satélite de comunicações Meridian 5.
    Em agosto de 2012 aconteceu um novo fracasso – desta vez, não foi possível lançar os satélites Express MD2 e Telkom 3. Em julho de 2013, o veículo lançador Proton-M, que transportava três satélites para o sistema de navegação russo GLONASS, explodiu logo após seu lançamento.
    O lançamento do satélite Yamal-402 em dezembro de 2012, ao custo de 16 bilhões de rublos, quase tornou-se num dos maiores fracassos espaciais da Rússia dos últimos anos. O veículo lançador Proton com o bloco acelerador Briz-M colocou o satélite mencionado em órbita errada. Eventualmente, o Yamal-402 integrou sua órbita programada com seus próprios motores, mas o gasto de combustível durante estas manobras reduziu a vida do satélite de 19 a 12 anos.
    Em julho de 2014 foi perdido o contato com o satélite científico russo Foton-M4, projetado para pesquisa e testes nos campos da física de microgravidade, biologia espacial e biotecnologia, inclusive a pesquisa de amostras biológicas no espaço aberto. O satélite tem 21 aparelhos científicos, indicando sobre o seu custo considerável.
    No dia 22 de agosto de 2014, a partir do centro espacial na Guiana Francesa foi lançado o veículo lançador russo Soyuz-ST com uma carga útil de dois satélites do sistema de posicionamento global europeu GALILEO. Os satélites ficam no espaço, mas numa órbita elíptica mais abaixo do que foi previsto. Desta vez, quem falharam foram os blocos aceleradores Fregat-MT, produzidos pela empresa russa Lavochkin. Como resultado, os satélites são perdidos porque não podem operar em órbita não programada.
    Então, o que exatamente está acontecendo com a tecnologia espacial russa? O que é a causa do funcionamento não confiável dos lançadores? Na verdade, se rejeita a lenda da Rússia poderosa e impecável, tudo cai rapidamente em lugar e parece muito simples e banal.
    Apesar da aura de grandeza da indústria espacial russa, com nível insuperável dos desenvolvimentos, tão persistentemente criada ao longo dos anos pela propaganda russa, hoje a indústria está num estado de crise profunda sistêmica e estagnação. A análise mostra que desde o início dos anos 2000, o número de acidentes e situações de emergência na indústria espacial da Rússia subiu mais de 10%. Mas os estudos dos defeitos, feitos após os acidentes, revelaram que não houve nenhum ponto fraco. As rupturas ocorrem mais frequentemente, mas são detectadas em locais diferentes. Portanto, os problemas da produção são sistêmicos.
    Obviamente, um dos principais problemas e a causa de todos os males, é uma falta de pessoal qualificado. A causa que é fortemente recusada a reconhecer oficialmente pela liderança russa. O país de tamanho grande não tem nada mais com a continuidade dos profissionais.

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