Dificuldades Tecnológicas Atrasaram Programa CBERS, Diz Diretor do INPE
Olá leitor!
Segue abaixo uma nota postada dia (05/12) no site “G1” do
globo.com destacando que dificuldades tecnológicas atrasaram Programa CBERS,
diz diretor do INPE.
Duda Falcão
VALE E REGIÃO
Dificuldades Tecnológicas Atrasaram
Programa CBERS, Diz Diretor
do INPE
Satélite CBERS-3 deve ser lançado nesta 2ª, após 3 anos
de atraso.
É o quarto satélite resultante da parceria entre o Brasil e a China.
Carlos
Santos
Do G1 Vale do Paraíba e Região
05/12/2013 - 14h05
Atualizado em 05/12/2013 - 16h43
(Foto: Divulgação/INPE)
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O conjunto coifa e adaptador do
3º estágio contendo o
satélite CBERS-3 é
integrado ao lançador Longa Marcha 4B.
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O diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Leonel
Perondi, disse nesta quinta-feira (5) que dificuldades para desenvolver novas
tecnologias espaciais foram um dos principais motivos no atraso do
Programa CBERS, sigla em inglês para Satélite Sino-Brasileiro de Recursos
Terrestres.
Perondi comentou sobre o assunto ao detalhar o lançamento do quarto
satélite concebido em parceria do Brasil com a China, o CBERS-3, que deve acontecer na próxima segunda (9) na
base chinesa da província de Sanxi, a 700 km de Pequim.
Ele vai substituir um vácuo deixado pelo CBERS-2B, que encerrou suas
atividades em 2010. Desde então o programa sino-brasileiro, que já enviou três
satélites ao espaço, ficou sem equipamentos para fornecer imagens aos países
parceiros.
Seu desenvolvimento custou R$ 160 milhões ao governo do Brasil, valor
gasto com compras públicas e componentes eletrônicos.
“Tivemos três anos que são atrasos devido à complexidade que é fabricar
um sistema espacial. Dificuldades vão desde as partes legais, quer dizer, não
podemos comprar componentes dependendo da aplicação, ao próprio desafio de
desenvolver tecnologia, que muitas vezes acaba tomando mais tempo que o
previsto”, explicou Perondi.
Maior Campo de Visão Espacial
Será a primeira vez que o país terá 50% de participação no
desenvolvimento do CBERS. Na construção dos outros três equipamentos o país
detinha fatia de 30%.
Com quatro câmeras potentes, duas delas com tecnologia 100% brasileira,
o CBERS-3 terá o objetivo de captar imagens que serão usadas pelo governo
brasileiro para monitorar os setores agrícola, florestal, e no controle do meio
ambiente.
“O principal usuário é o governo. Serão beneficiados os programas do INPE
relacionados à Amazônia. [Fornecerá] dados para diversos órgãos como o IBAMA,
além de gerar informações de queimadas, áreas costeiras”, explicou o diretor.
Uma das câmeras feitas no Brasil, segundo Perondi, representa “um marco
da capacitação tecnológica” do país. Sua resolução espacial vai permitir
visualizar fenômenos em terra com muito mais qualidade.
"São equipamentos que captam desde 5 metros até 64 metros, que é
uma resolução muito boa”, disse o técnico do INPE, José Carlos Epiphanio.
Após ser lançado pelo foguete Longa Marcha 4B, previsto para acontecer
à 1h26, no horário de Brasília, o CBERS-3 tem previsão de passar sobre o Brasil
pela primeira vez 10 horas depois de chegar ao espaço. As informações do
equipamento começam a ser transmitidas para a base do INPE, no Vale do Paraíba,
somente dois depois, na quarta-feira.
Projeto CBERS-4
Ainda segundo Perondi, o equipamento lançado na segunda terá vida útil
de três anos. O diretor do INPE confirmou também que nos próximos dois anos
será desenvolvido o CBERS-4, projeto que também deve custar R$ 160 milhões aos
cofres públicos.
Foto: Divulgação/INPE)
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Imagem do CBERS-3, que terá vida útil de 3 anos e vai
fornecer imagens ao Brasil, China e outros países parceiros.
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Fonte: Site “G1” do globo.com


Cada vez fico mais confuso.
ResponderExcluirVem um e diz que não há dificuldade técnica, que o Brasil, detém as tecnologias necessárias, aí vem outro e diz que tudo atrasou devido a dificuldades técnicas.
Seriam as diferenças entre o setor civil e o militar? Seriam as diferenças entre os ministérios aos quais o INPE e o DCTA estão vinculados?
É uma grande confusão isso sim.
Enquanto isso, a China desenvolveu seus lançadores, seus satélites, suas sondas e naves espaciais, e em breve vai ser a proprietária solitária de uma estação espacial.
E por aqui? Só nos resta continuar lamentando? Cadê a ATITUDE?
Suponho que não haja transmissão directa do lançamento?
ResponderExcluirOlá Rui!
ExcluirAté agora aparentemente não, mas vamos aguardar pra vê. Qualquer notícia neste sentido eu postarei no blog.
Abs
Duda Falcão
(Blog Brazilian Space)
Apesar de ser melhor ter esse CBERS que não ter nenhum satélite, é bom que todos tenham a real dimensão do nosso atraso em relação a esses satélites.
ResponderExcluirA China usou o projeto CBERS (ZY-1 para eles) para aprender, e aprendeu rápido, tanto que desde então já lançou as versões ZY-2 e ZY-3, maiores, com tecnologia mais recente e vida útil muito maior. Isso sem contar com as séries mais recentes, HY-1 e SY-1.
Imagens de alguns desses satélites podem ser vistas aqui:
Environmental-observing satellites
Em breve, alguém vai se dar conta que é muito mais barato e seguro simplesmente comprar pronto um desses satélites mais modernos. Será que só então, os nossos cientistas engenheiros e técnicos vão perceber ser necessário tomar uma atitude mais enérgica quanto a esse estado absurdo de coisas?
Aqui no blog, regularmente surge a discussão sobre empresas genuinamente brasileiras e a interferência de empresas estrangeiras nos nossos programas, principalmente aqueles que envolvem segurança nacional.
ResponderExcluirSobre isso, reitero que não tenho uma opinião firme, na verdade, eu sinceramente acredito que muito mais importante num sistema capitalista que dar muita importância a quem detém o capital, é saber como os governos de cada país lidam com a situação.
Não é de se estranhar que um “governo” como o nosso, permeado de populismo assistencialista e contaminado por pretensos comunistas anacrônicos tenha dificuldades de lidar como essa situação.
Gostaria de exemplificar o motivo das minhas dúvidas com exemplos das Forças Armadas Norte Americanas, que em suas concorrências de ressuprimento, buscam apenas uma característica QUALIDADE. É sabido que desde uma simples pistola padrão para o Exército e outras agências (que hoje em dia são a Beretta para calibre 9mm e a Sig-SAUR no calibre .40) a aviões de treinamento para a Força Aérea, não interessa a eles qual a nação da empresa que criou e/ou detém o item de melhor qualidade. É claro que eles sempre buscam parcerias com empresas locais para a produção final dos itens selecionados, nada mais justo.
Vejam o exemplo do avião de treinamento TX, onde várias parcerias internacionais são citadas.
Não foi exatamente assim com a compra dos Tucanos recentemente, há um lobby muito forte para o "buy american".
ExcluirEu acho a política de se aumentar gradativamente o percentual de produtos nacionais interessante. Na teoria onde planejamento exista e funcione, a indústria nacional envolvida e os orgãos públicos nacionais, seja civil ou militar, podem se planejar para adequar a capacidade produtiva e tecnológica para o próximo ciclo, o qual haverá o aumento de conteúdo nacional.
Infelizmente, o panorama da nossa indústria é, na minha opinião, frustrante. Em todo processo produtivo, as empresas realmente inovadoras são as start-ups. No entanto, a cabeça desse processo hoje é financiada majoritariamente no Brasil pelo GOVERNO através de milhões de editais de subvenção econômica via Finep, CNPq, etc. Não estou dizendo que não deveria ter esses financiamentos, só penso que é contraproducente que uma entidade mais burocrática e lenta seja o catalizador principal de inovação na indústria.
Em qualquer lugar civilizado, as start-ups são financiadas por capital de risco privado, depois alavancadas através de compra de cotas por empresas maiores. Essa parte final da cadeia de inovação ocorre muito bem no Brasil, exemplo aí a Embraer que realizou diversas compras e incorporações importantes (Atech, p.ex.).
My two cents...
O populismo se perpetua no poder usando o assistencialismo, tanto para indivíduos através de "programas sociais" quanto para empresas através de "financiamentos subsidiados".
ExcluirDe um lado ou de outro, o que eles querem é garantir apoio para continuar no poder indefinidamente, e parece que estão conseguindo. Eu tenho a nítida impressão que até mesmo o sistema bancário brasileiro apoia esses "governo" nos dias de hoje.
No site do INPE eles colocaram um relógio com contagem regressiva com dias horas e minutos que faltam para laçamento.
ResponderExcluirAbraços.
Olá André!
ExcluirEu sei amigo, o que não sabemos é se ele irão transmitir o lançamento ou não.
Abs
Duda Falcão
(Blog Brazilian Space)
Pois é estou procurando esta informação se vão transmitir ao vivo, mas até agora nada.
ExcluirAbraços.