AEB Lança Programa de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (03/12) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que a agência lançou um "Programa de Pesquisa e Experimentos com Nanosatélites".

Duda Falcão

AEB Lança Programa de Pesquisa e
Experimentos com Nanossatélites

Coordenação de Comunicação Social (CCS-AEB)


Brasília 03 de Dezembro de 2013 Acompanhado do diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento, Carlos Alberto Gurgel, e dos bolsistas da área de engenharia da Agência Espacial Brasileira (AEB) o presidente da instituição, José Raimundo Braga Coelho, lançou nesta terça-feira (2) o Programa Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites (Serpens), em Brasília (DF).

O principal objetivo do projeto é qualificar os bolsistas, estudantes, docentes e pesquisadores brasileiros vinculados aos cursos de Engenharia Aeroespacial para iniciar o desenvolvimento de satélites de pequeno porte e baixo custo.

“O programa Serpens é uma oportunidade para capacitar profissionais dando competência para atuar no setor aeroespacial”, frisou o presidente. Com o programa, disse, “oferecemos a oportunidade de o estudante executar as atividades teóricas, por meio de um projeto prático. Esperamos mobilizar todas as universidades federais e institutos de pesquisa nacionais a participarem do empreendimento”.

Até amanhã (4), dentro da programação do Serpens, se realiza um workshop com a participação de especialistas de instituições de ensino superior internacionais com destaque e renome na área de nanossatélite como a Universidade de Vigo (Espanha), California Polytechnic State University (EUA), Università di Roma Sapienza (Itália) e Morehead State University (EUA). Juntos com estudantes e professores de universidades brasileiras trabalharão no processo de transferência de tecnologia para o desenvolvimento e construção do satélite de pequeno porte.

Também participaram do evento na sede da AEB representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Cape Peninsula Universisty of Technology, South African National Space Agence (Sansa), Universidade de Vigo (Espanha), Orbital Engenharia, Empresa Airvantis, Alcantara Cyclone Space (ACS), Laboratórios de Sistemas Integráveis Tecnológicos (LSITC) da Universidade de Brasília (UnB), Instituto Federal Fluminense (IFF) e universidades federais.


Fonte: Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Pois é leitor, não obstante a relevância desse programa, se bem conduzido for, é clara e só não vê quem não quer, a intenção da AEB de fritar o projeto do VLM-1. É preciso que se entenda que a justificativa para existência de um veículo lançador de satélites é a existência de cargas uteis (satélites, plataformas de experimentos, sondas espaciais, etc...) a serem lançadas no espaço. Se não existem cargas uteis, não existe a justificativa e a necessidade de se fazer investimentos nesse sentido. Note caro leitor que o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) não participou desse evento, mas a mal engenhada empresa Alcântara Cyclone Space (ACS) estava lá, muito provavelmente por convite da própria agência. Está claro que o satélite (ou satélites) que serão fruto desse projeto serão lançados pelo Cyclone-4 numa clara preferência pela tecnologia tóxica e ultrapassada desenvolvida na Ucrânia. É preciso que o Comando da Aeronáutica tome uma posição se quiser defender os interesses do mesmo e os interesses do Brasil. Esses energúmenos estão matando o programa de lançadores brasileiro em prol de um acordo desastroso para o nosso país. Ou vocês do COMAER se mexem, ou terão de observar calados a banda passar. Triste. Aproveito para parabenizar a Orbital e Airvantis pela participação no evento, mas faltou a Arion.

Comentários

  1. A pergunta que fica é? A aeronáutica quer um programa de lançador de satélite? Ou eles estão satisfeitos do jeito que está?

    Resumindo o governo está fingindo que os programa do VLS e VLM são prioridades, e a aeronáutica está fingindo que está fazendo! Isso é o que parece!

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    1. Olha ai, quem não toma atitude está sujeito a esse tipo de comentário, e eu não tenho como rebater a opinião desse leitor, já que em minha opinião ele está coberto de razão.

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  2. É Duda...

    Sobre o VLM, ainda nos restam os sensatos alemães, que podem financiar esse projeto, porque eles sem dúvida não vão querer efetuar seus lançamentos usando um trambolho tóxico como esse da ACS. Além disso, eles efetuam os lançamentos lá da Noruega, então já estão todos muito habituados aos nossos foguetes movidos a combustível sólido. Ao menos essa é a minha esperança para que o projeto do VLM não seja cancelado.

    Já sobre a perspectiva de alguém de dentro do sistema tomar alguma atitude, venho me manifestando a esse respeito já a um bom tempo. No entanto, no caso dos militares, como estão sujeitos a uma hierarquia não só dentro da instituição como também de estado, acho que fica ainda mais difícil para eles tomar alguma atitude contra esse estado de coisas.

    É triste, mas realmente sem uma mudança institucional radical, que acredito não ser o caso ainda, poucas chances de nos livrarmos dessa onda de boçalidades que nos assola.

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    1. Olá Marcos!

      Não é bem assim amigo, os alemães só ficarão responsáveis por algo em torno de 20% do investimento, e sem o apoio do governo o projeto não avança ou avançará no ritmo do projeto do VLS-1. Quanto aos militares, apesar da hierarquia, existe sim meios de pressionar nos bastidores se houver atitude, pois se tem instituições nesse país que esses energúmenos tem medo que se pela, essa instituições são as Forças Armadas. O problema aqui é que eu não vejo no Comandante Juniti Saito o perfil de um guerreiro, e sim de um diplomata, e assim sendo, a carreta está passando embaixo de nossos olhos. Uma pena, extremamente lamentável.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  3. Você sabia que a FAB não quer mais o VSB 30 e o VLM? O DCTA quis passar para empresas privadas do Brasil e nenhuma delas aceitou. Pq? Pq não é comercial. Você sabia que a FAB vê o VLS somente como um demonstrador de mísses balísticos? Uma coisa é o que se acha que é, outra é a verdade que vocês não sabem. E para finalizar, você sabia que a ACS tem 4 brigadeiros que foram comandantes do CTA? A FAB apoia inteiramente o Cyclone 4.

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    1. Olá Anônino!

      E você sabia que você sabia de mais? Ora, faça-me uma garapa. Pelo menos use argumentos que façam sentido, e não de forma covarde utilizando-se do manto da anonimidade. Começo a achar que tu faz parte desse desatino, tenha compostura de uma pessoa de bem. Se não, não se manifeste.

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  4. Eu apareço e você aparece também. Quem é o Duda? Homem sem rosto, ninguém sabe aonde mora, o que faz, porque faz. É só um blog pessoal ou é jornalismo? Quando você mostrar a cara os outros também o farão.

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    1. Hummmmm, sei, aparece nada, e para sua informação todos que acompanham diariamente o meu blog sabem o meu nome, onde moro, minha idade e o que fazia antes de estar desempregado, aí incluídos grandes profissionais que atuam no PEB, aos quais tive a oportunidade de conhecer pessoalmente. E você quem é? Não é ninguém, pois não tem hombridade para se identificar e só sabe fazer intriga, mas seu espaço acaba aqui e agora.

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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