Brasileiros Criam Rede de Sensores Sem Fios Para Monitorar Amazônia
Olá leitor!
Segue abaixo uma matéria postada hoje (04/11) no site
“Inovação Tecnológica” destacando que brasileiros criaram sensores sem fio para
monitorar a Amazônia.
Duda Falcão
Eletrônica
Brasileiros Criam Rede de Sensores
Sem Fios Para Monitorar
Amazônia
Com informações do Namitec
04/12/2013
[Imagem: CTI]
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| Protótipo de nó sensor desenvolvido pelos pesquisadores da Unicamp e UFAM para monitoramento ambiental. |
Redes de Sensores
Pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de
Campinas) e da UFAM (Universidade Federal do Amazonas) desenvolveram uma rede
de sensores sem fios capaz de monitorar, em tempo real, a temperatura ambiente,
a umidade relativa do ar e a pressão atmosférica.
Marcel Salvioni e Fabiano Fruett tiveram como foco o
monitoramento da Floresta Amazônica, onde foram realizados vários testes com a tecnologia.
Salvioni explica que, embora o monitoramento da Amazônia
já aconteça, ele é feito por sensores com fios, de difícil transporte e
montagem. Além disso, os sistemas e equipamentos usados atualmente são
importados e possuem custo elevado.
Já a rede de sensores sem fios permite criar um sistema
de monitoramento de baixo custo, fácil instalação e capaz de disponibilizar as
medidas dos sensores na internet, em tempo real.
O protótipo é composto por quatro nós sensores e um nó
coordenador - enquanto os nós disponíveis no mercado chegam a custar US$446,00
cada um (cerca de R$1.800,00 com impostos), os protótipos desenvolvidos
custaram aproximadamente R$400,00.
"Temos todo o controle de hardware e software do nó.
Podemos abri-lo, melhorá-lo constantemente, incorporando novas funções,"
disse o professor Fruett.
Além disso, aponta o pesquisador, os sensores
desenvolvidos por eles possuem potencial de adaptação para os mais diversos
fins, bastando apenas variar os sensores instalados em cada nó.
Já existem redes de sensores, por exemplo, projetadas
para monitorar a irrigação e o comportamento de culturas agrícolas, além da
integridade estrutural de aviões e até o funcionamento de fábricas.
Nacionalização
Lembrando os casos recentes de espionagem feita pelos EUA
e Grã-Bretanha, o professor Fruett enfatiza a importância de se proteger não
apenas os bens naturais do Brasil, mas também os dados ambientais coletados
aqui.
"A gente acaba comprando estações meteorológicas
importadas e será que elas garantem que os dados coletados estão servindo
somente a nós?", argumenta.
O objetivo da equipe é nacionalizar todos os componentes
importados usados no protótipo com vistas à comercialização da rede de
sensores.
Outra possibilidade, já em estudos pelo grupo do qual os
pesquisadores fazem parte, é a criação de mecanismos de colheita de energia,
que permitam que os nós e sensores captem a energia para seu funcionamento do
próprio ambiente, dispensando as baterias.
Fonte: Site Inovação Tecnológica - http://www.inovacaotecnologica.com.br/
Comentário: Olha ai o que venho dizendo, veja a mentalidade
do professor Fruett, é isso que temos cobrado. Vamos apostar em nossa gente, em
nossas empresas, em nossas universidades, em nossos institutos, em nossa
capacidade de inovar e criar (transformar, já que nada se cria tudo se transforma,
e o Japão vem provando isso desde o pós-guerra) e mostrar que somos capazes de
operar como uma nação, e não como um grupo de tribos interessados em seus
próprios interesses, só assim haveremos de construir um país de verdade.
Parabéns aos pesquisadores da Unicamp e da UFAM e que sirva de exemplo para todos aqueles que realmente se importam com o Brasil. Entretanto, é preciso dizer que, enquanto não houver o compromisso da sociedade em fazer valer os interesses da nação, populistas continuarão se proliferando nos diversos níveis de governo e causando grandes prejuízos ao nosso país.

É isso Duda, porém, como já sabemos que desse "governo" e com esse nosso sistema de administração pública nada de bom podemos esperar do "estado" no momento, cabe alertar, que esses projetos devem ser mais que científicos.
ResponderExcluirEles precisam ter um enorme viés empreendedor, buscar patrocínios e recursos de forma a ficar cada vez mais independente do "estado".
Essa é a nossa única saída, iniciativas independentes e empreendedoras. Me preocupa o fato dessas iniciativas ainda estarem restritas às universidades vinculadas ao "estado". Seria necessária uma participação muito maior das universidades privadas nesse processo.
Obrigado
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