A Ameaça Comercial do Espaçoporto dos Açores ao CEA - Ministro Pontes, Leia Este Artigo

Olá leitor!

O nosso amigo e colaborador Rui C. Botelho (Mestre em Mecatrônica pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), expert em Sistemas de Satélites de Navegação Global (GNSS) e aplicações pela Universidade de Beihang (BUAA), na China, Tecnologista Pleno concursado da Agência Espacial Brasileira-AEB e atualmente lecionando cursos de especialização na área de tecnologia, além de atuar como líder de projetos de TIC em uma empresa pública do Estado da Bahia) em parceria com Ademir L. Xavier Jr. (Doutor em física pela UNICAMP e atualmente Tecnologista Pleno da Agência Espacial Brasileira-AEB onde atua no acompanhamento de ações e projetos no segmento espacial do Programa Espacial Brasileiro- PEB) publicaram na mais recente edição da ‘Revista da Escola Superior de Guerra’ (Vol 34 nº 72 - 2019) um interessantíssimo artigo que precisa chegar em mãos do nosso Ministro Marcos Pontes.

O artigo Intitulado de “INSTALAÇÃO DO ESPAÇOPORTO DOS AÇORES E A CONCORRÊNCIA COM ALCÂNTARA”, é na realidade um profundo estudo sobre a ameaça comercial que se tornará muito em breve o ‘Espaçoporto dos Açores da República Portuguesa’ para o nosso Centro Espacial de Alcantara (CEA), ameaça esta leitor que precisa ser levada em conta pela equipe do MCTIC que, segundo o próprio Ministro, já trabalha no desenvolvimento do ‘Plano de Negócios’ para o CEA. Enfim... a parte que cabia a esses profissionais que usaram o seu tempo para fazer esse estudo e a minha agora de traze-lo mais abertamente para a Sociedade Brasileira foi feito, espero que agora o MCTIC faça a sua parte, afinal leitor não podemos continuar errando e o ministro bem sabe disso.

Duda Falcão

Comentários

  1. Não há ameaça alguma, pois CEA não é e jamais será competitivo. Não há foguete brasileiro. Infelizmente VLM nao é uma opção economicamente viável.

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    1. Olá Anônimo!

      Quanto a questão do VLM-1 ou qualquer outro foguete lançador de satélites que venha ser desenvolvido pela Avibras (caso realmente eles entreguem algo), você está correto. Porém quanto ao CEA você esta redondamente enganado. Isto é, desde que o Governo Bolsonaro faça com competência o que os desgovernos civis desde Fernando Henrique Cardoso não fizeram. O CEA não é só viável como necessário para o desenvolvimento científico e tecnológico do país, bem como uma estrutura semelhante no entorno do CLBI, mas desde que sejam voltadas ao modelo 'New Space', e não a esse modelo arcaico e alimentador de corrupção ainda vigente no PEB.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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    2. Duda você vai me desculpar, mas a maior ameaça para a viabilidade de Alcântara esta aqui dentro e não lá fora com os portugueses com o Espaçoporto dos açores ou com qualquer outra iniciativa de outros países. É aquela coisa, enquanto os cães ladram a caravana vai passando. Esse Espaçoporto vai entrar em operação e lançar foguetes antes que Alcântara esteja nos conformes, pode apostar. Não adianta, com aquele monte de parasitas na AEB a esperança de Alcântara dar certo é quase nula

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    3. Olá Jr!

      Não há o que desculpar nada Jr., afinal você tem direito a dá sua opinião. Entretanto, leia com atenção o que eu disse. Num universo de boa gestão, se ocorrer, o Espaçoporto dos Açores é sim uma grande ameaça comercial ao CEA e se o Governo Bolsonaro realmente quiser fazer o CEA ser exitoso, vai ter de levar em conta esse estudo realizado em seu 'Plano de Negócios', para assim identificar o nicho correto de atuação do CEA.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  2. Particularmente acredito que o nicho dos Micro e NanoLaunchers tende a aumentar consideravelmente nos próximos anos, teremos provavelmente uma polarização da arquitetura dos satélites, de um lado satélites mais caros e pesados, desenvolvidos para aplicações GEO, TLO, Relay comm, suporte para missões translunares, etc com vida útil de 1 a 2 décadas ao menos, e por outro lado, os Nano e Microsatélites, com aplicações desde observação da terra, comm, tecnológicos, científicos, plataformas automáticas de microgravidade etc... Essa classe tem apresentado um rítmo de crescimento absolutamente espantoso, e podemos estar vivendo um momento de inflexão da curva quando pensamos nas constelações da Starlink, Oneweb entre outras. No meu entender, isso tudo deve movimentar consideravelmente o nicho desses novos Launchers, a questão em si é que isso tudo vai depender DIRETAMENTE do fator US$/Kg em órbita. Mesmo o custo continuando menor em grandes lançadores, os Micro e NanoLaunchers sempre terão um nicho considerável pois se considerarmos todos os fatores, inclusive custo de equipe, percebemos que muitas vezes ainda é mais viável comercialmente pagar um valor mais alto de US$/kg em órbita do que se adaptar a todas as normas e restrições de outras missões compartilhadas... O custo do Launch site, tracking, manipulação do veículo, preparação e logística entra como uma fatia considerável desse custo, assim sendo o CLA/CEA tem um potencial enorme em relação ao AIR, isso se mantiver custos operacionais de acordo com a lógica do NewSpace e Responsive Space, e uma infra-estrutura de apoio adequada para esses clientes. O CLA tem que ganhar por desburocratização, agilidade e baixíssimo custo operacional, se essas características não fizerem parte do novo CLA/CEA, como muito bem pontuado pelo artigo citado acima, o mesmo poderá continuar sendo preterido em relação a Kodiac, Wallops, KSC, AIR, e muito brevemente outros espaçoportos estatais/comerciais que estão sendo viabilizados na Malásia, Japão, Espanha, Suécia...

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