Operação Raposa Realiza Teste Inédito com Foguete de Sondagem

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (15/08) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) dando destaque as atividades em curso no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) relativas à “Operação Raposa”.

Duda Falcão

Operação Raposa Realiza Teste Inédito
com Foguete de Sondagem

Ascom do CLA

Foto: Divulgação/CLA
Desembarque de equipamento de apoio no CLA.

Brasília, 15 de agosto de 2014 – O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, iniciou na terça-feira (12) a Operação Raposa. A atividade, coordenada pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), objetiva o lançamento do foguete de sondagem VS-30 V13, portando uma carga útil denominada Estágio Propulsivo a Propelente Líquido (EPL-ME) com dispositivos embarcados do IAE, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da empresa Orbital Engenharia.

No vôo serão realizados experimentos com a transmissão e coleta de dados (pressão, temperatura, rotação, aceleração, vibração) da performance do foguete lançado.

Na quarta-feira (13), a equipe envolvida na Operação participou de um encontro para detalhamento das informações sobre os objetivos do lançamento, características do veículo, facilidades e apoio logístico e procedimentos de segurança.

Uma estação móvel de telemetria do IAE apoiará as estações do CLA na coleta de parâmetros de vôo do foguete. A programação para o lançamento do VS-30 é o próximo dia 29. Antes, no dia (21), deve ser lançado um Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) na Operação Águia 2, que testará todos os meios de solo disponíveis preparando a equipe para o evento principal.

“O décimo terceiro vôo do VS-30 será um marco importante para a indústria aeroespacial nacional, pois, pela primeira vez, será testado no Brasil um foguete com combustível líquido embarcado, fruto de anos de pesquisas no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). Com o sucesso da operação, novas possibilidades de desenvolvimento de motores foguetes a propelente líquido são abertas para aplicação em outros veículos aeroespaciais fabricados no país”, afirma o Coronel Aviador Avandelino Santana Júnior, coordenador geral da Operação Raposa.

Também participam da atividade engenheiros da Agência Espacial Alemã (DLR), que operam a estação móvel de telemetria; técnicos do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), além dos esquadrões de transporte de carga e pessoal, esclarecimento de área marítima e de Evacuação Aeromédica.

O Centro de Transporte Logístico da Aeronáutica (CTLA) participa com o transporte de material e equipamentos de apoio à campanha de lançamento. Nos dias de lançamentos, a Marinha atua no isolamento do tráfego marítimo e na comunicação com os navegantes, bem como o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) interdita o tráfego aéreo na região.



Fonte: Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Pois é leitor, enquanto o Brasil se prepara para esta importante operação de lançamento de foguete, os hermanos argentinos realizaram com sucesso as 19:25 do dia de ontem (15/08) o lançamento do foguete experimental VEX-1B (veja aqui), lançamento este ocorrido da localidade de Punta Indio, na província de Buenos Aires, e também se preparam para lançar em outubro da Base da Guiana o seu primeiro satélite geoestacionário de telecomunicações (veja aqui) desenvolvido no país (três toneladas de peso), ou seja, o Arsat-1. Como você mesmo pode notar leitor, enquanto na Argentina os hermanos dispõe de uma presidente comprometida e um Conrado Varotto na CONAE, no Brasil infelizmente temos de conviver com uma Chuck e um Pinóquio na AEB. Parabéns aos hermanos argentinos.

Comentários

  1. É lamentável como essas notícias são passadas e também recebidas...

    A afirmativa do Coronel que é o coordenador geral da operação "O décimo terceiro voo do VS-30 será um marco importante para a indústria aeroespacial nacional, pois, pela primeira vez, será testado no Brasil um foguete com combustível líquido embarcado, fruto de anos de pesquisas no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). Com o sucesso da operação, novas possibilidades de desenvolvimento de motores foguetes a propelente líquido são abertas para aplicação em outros veículos aeroespaciais fabricados no país".

    Se nada der errado, eles vão estar fazendo agora o que já deveriam estar fazendo a décadas. E acham isso bom... Só se for no conceito "antes tarde do que nunca". E dizer que o sucesso dessa "operação" pode abrir novas possibilidades para a indústria quando sabemos que projetos importantes foram e continuam sendo relegados a segundo plano e eventualmente cancelados por "falta de verba", só pode ser brincadeira de mau gosto. E pior, tudo isso para testar na prática um motor muito pequeno, que na verdade só deveria existir para testes estáticos em solo. Seu irmão maior (três vezes maior, o L15), teve o projeto cancelado por falta de verba.

    Isso é patético, e mais patético ainda o fato de termos que comemorar essa "realização" pífia para a sexta economia do Mundo e com décadas de atraso.

    E como sempre, quem está dentro do PEB, acha que está tudo certo. Ninguém fala dos atrasos, dos cancelamentos, ninguém fala a verdade, de que a essa altura um teste desse micro motor é sim uma realização pífia perto do que poderíamos estar fazendo se esses "governos" levassem o PEB minimamente à sério.

    Em breve, a continuar assim, como já documentou o Duda, estaremos apreciando o sucesso dos nossos vizinhos argentinos, com satélites e foguetes (a combustível líquido) maiores que os nossos, e fabricados localmente.

    Como diria o outro, isso é uma VER-GO-NHA.

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