Mercadante Defende Investimentos na Base de Alcântara

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (07/12) no site da “Agência Câmara de Notícias” destacando que o ministro Aloizio Mercadante defendeu hoje na “Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional” investimentos na Base de Alcântara pedindo mais recursos.

Duda Falcão

Ciência e Tecnologia

Ministro Defende Investimentos na
Base de Alcântara e Pede Mais Recursos

Reportagem - Murilo Souza
Edição - Daniella Cronemberger
Agência Câmara de Notícias
07/12/2011 - 15:53

Reinaldo Ferrigno
Mercadante pediu ajuda dos
deputados para aumentar
recursos no Orçamento de 2012.
O ministro da Ciência e Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, defendeu nesta quarta-feira (7) o caráter estratégico dos investimentos feitos no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Segundo o ministro, por estar localizada em uma península a apenas dois graus de latitude da linha do equador, a base de Alcântara representa eficiência técnica não só na área de lançamento de foguetes, mas também de segurança.

“Alcântara é a base melhor posicionada no mundo para o lançamento de foguetes de órbita equatorial”, afirmou Mercadante, que participou de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional. Ele explicou que a localização em baixa latitude reduz em cerca de 30% o gasto de combustível nos lançamentos. Além disso, por estar em uma península, a base também torna quase nulo o risco de acidentes com conseqüências para regiões próximas.

O ministro pediu o envolvimento de parlamentares no projeto, a fim de garantir mais recursos no Orçamento de 2012 para a conclusão das obras em Alcântara. O projeto orçamentário, enviado pelo Executivo, prevê R$ 82 milhões, mas a estimativa de gastos com as obras é de cerca de R$ 500 milhões.

Segundo o ministro, em torno de R$ 200 milhões já foram investidos na Alcântara Cyclone Space - empresa binacional (Brasil-Ucrânia) criada em 2007 para desenvolver tecnologia aeroespacial. Ele destacou, porém, a necessidade de acelerar as obras para permitir o lançamento do foguete de grande alcance Cyclone-4 em novembro de 2013.

O objetivo principal do Cyclone-4 é permitir a exploração do mercado de lançamentos de satélites, que movimenta, segundo o ministro, US$ 200 bilhões. “Cerca de 70% do foguete já está pronto e esperamos que as obras possam continuar em ritmo acelerado para cumprirmos o cronograma de lançamento”, disse Mercadante.

O ministro acrescentou que o investimento na base de Alcântara vai permitir ao País aprimorar os sistemas de telecomunicações, de monitoramento terrestre e de meteorologia, assim como o sistema de alerta contra desastres naturais.

Ucrânia

O deputado Claudio Cajado (DEM-BA) ressaltou a importância da Ucrânia como parceira do Brasil na área. “Tive a oportunidade de visitar a Ucrânia por cinco vezes e constatei que existe lá uma enorme capacidade ociosa de recursos humanos”, disse Cajado.

Para ele, essa é uma oportunidade de o Brasil garantir mão de obra especializada para capacitar seu próprio pessoal. “Principalmente se considerarmos o momento de crise na Europa”, observou.

Já o deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que propôs a audiência, defendeu o uso de Alcântara como reforço da independência do País em termos de defesa nacional. “Não temos até hoje um satélite exclusivamente brasileiro, uma vez que tudo o que temos faz parte de parcerias com outros países”, disse o parlamentar, que também defendeu a inclusão de mais recursos no Orçamento para a base de Alcântara.

Empresas

O ministro Aloizio Mercadante disse ainda que o setor privado brasileiro precisa mudar de atitude em relação aos investimentos em ciência e tecnologia. “Criamos uma cultura passiva. Os empresários ainda acham que, para modernizar, basta importar uma máquina moderna”, disse.

Segundo ele, o setor privado brasileiro investe 0,3% do PIB em pesquisa e desenvolvimento. “A Finlândia investe quase 4% do PIB; o Japão, quase 3%. Nos dois casos, a maior parte vem do setor privado”, comparou.

Reportagem do Jornal Câmara Hoje
TV Câmara - 07/12/2011


Fonte: Site da Agência Câmara de Notícias

Comentário: Caro leitor, vamos analisar a notícia (em nossa opinião) como a mesma deve ser analisada. Em primeiro lugar, não conseguir na nota acima identificar qualquer citação do ministro Aloizio Mercadante sobre investimentos nos veículos lançadores de satélites verdadeiramente brasileiros, ou investimentos no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). O que ficou parecendo foi que o que o ministro chamava de ‘Base de Alcântara’, na realidade tratava-se do sitio de lançamento da mal engenhada empresa Alcântara Cyclone Space (ACS). Em outras palavras, os 500 milhões citados seriam para serem aplicados diretamente nesse sitio ou em infra-estrutura no CLA visando dar suporte operacional ao mesmo. Uma vergonha. Quanto ao que o meu conterrâneo, deputado Claudio Cajado (DEM-BA) disse da importância da Ucrânia como parceira do Brasil na área, devido à existência neste país de uma enorme capacidade ociosa de recursos humanos que poderiam trabalhar no Brasil, não há como negar que é uma boa notícia. Entretanto, essa situação favorável ocorreria da mesma forma sem que fosse necessário se assinar um acordo ‘Candiru’ com esse país, como o que gerou a mal engenhada ACS. Já a postura do deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), é no mínimo estranha, já que ele fez parte do governo do Fernando Henrique Cardoso. Por que só agora esse interesse por lutar pelo Programa Espacial do país? Porque ele não lutou para impedir que o orçamento que sentenciou os “21 de Alcântara” a morte em 2003, fosse enviado no final do governo de Fernando Henrique para ser aprovado no Congresso? Fica para reflexão.

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