AEB Divulga Notas Enigmáticas e Preocupantes

Olá leitor!

No dia de ontem (08/06) foi publicado na página oficial da Agencia Espacial Brasileira (AEB) no Facebook as seguintes notas que trago abaixo para você leitor:


Bom leitor essa notícia deve ter causado em muitos que são defensores do nosso “Patinho Feio” (mas que pouco conhece do assunto) uma grande alegria, mas devo alertar a esses leitores que tenham cautela, e muita cautela.

Quando uma das notas diz: “Até o final do mandato, é possível que o Brasil se estabeleça no Clube dos Estados Lançadores. É um Compromisso da Agencia Espacial Brasileira com o país e o mercado espacial”, na verdade leitor além agência só esta dizendo que se esforçará ao máximo para fazer isso, e não afirmando que fará, e outra, o que ela quer dizer com: “se estabeleça no Clube dos Estados Lançadores?” Hummm, essa é uma boa pergunta leitor, pois na realidade só existe uma forma de fazer isso, ou seja, desenvolvendo o seu próprio lançador e tendo acesso ao espaço pelos seus próprios meios. Porém desconfio que a nota da AEB se refere a ter o sitio alugado para uma ou mais empresas estrangeiras que estariam fazendo isso do Brasil, o que na realidade leitor não tem nada haver com entrar no Clube dos Estados Lançadores, ou seja, mais uma ‘conversa fiada’.

Entretanto, se a nota da AEB for fidedigna se referindo mesmo a colocar o país entre os estados lançadores desenvolvendo no país até o final do mandato do Presidente Bolsonaro (2022) um veículo lançador, ou essa gente está completamente alucinada, ou está fazendo jogo de cena. Explico leitor: Não há como até o final do Governo Bolsonaro desenvolver um veículo lançador de satélites, mesmo que o projeto fosse conduzido em consorcio pelas dinâmicas startups do país. Afinal elas precisariam de no mínimo pelo menos 3 anos para fazerem isso (se perdeu muito tempo com conversa fiada) e caso o projeto seja passado mesmo para AVIBRAS como eu desconfio será (me cobrem), aí mesmo que nem em cinco ou mais anos sairá alguma coisa, e então será o fim definitivo do sonho do Brasil chegar ao espaço por seus próprios meios (apesar da startup Edge of Space continuar afirmando que com governo ou sem governo ela desenvolverá o seu lançador), fora o rombo que essa empresa causará aos cofres públicos. Tomara que minhas previsões não se concretizem leitor, mas as possibilidades de isso acontecer tendo o deslumbrado Ministro Marcos Pontes a frente são hoje bastante diminutas. Lamentável!

Aproveitamos para agradecer publicamente ao nosso leitor Prof. Alysson Diogenes pelo envio dessas notas.

Duda Falcão

OBS: FUI INFORMADO AGORA A POUCO LEITOR PELO MEU CONSULTOR DE POLÍTICA ESPACIAL, KKKKKKK,  DE QUE SEGUNDO O CONCEITO ATUALMENTE ADOTADO INTERNACIONALMENTE, O CHAMADO 'ESTADO LANÇADOR' É AQUELE QUE ASSUME DE SEU TERRITÓRIO OS RISCOS E RESPONSABILIDADES INERENTES A ESTA ATIVIDADE, E NÃO EXATAMENTE O 'ESTADO' QUE ALCANÇA O ACESSO AO ESPAÇO POR SEUS PRÓPRIOS MEIOS, OU SEJA, UM CONCEITO DETURPADO MOTIVADO PELO POLITICAMENTE CORRETO PARA AGRADAR A GREGOS E TROIANOS. DIANTE DISSO LEITOR, MUITO PROVAVELMENTE O QUE A NOTA DA AEB QUIS DIZER FOI QUE: A AGÊNCIA FARÁ DE TUDO PARA QUE AO FINAL DO GOVERNO BOLSONARO O BRASIL TENHA EMPRESAS ESTRANGEIRAS REALIZANDO LANÇAMENTOS DO CEA/CLA. OU SEJA, SÉRIO? HUMMMM, MAS UMA CORTINA DE FUMAÇA SEM GRANDES OBJETIVOS. TRISTE

Comentários

  1. Duda, antes mesmo de ler a sua explicação eu já havia entendido que eles estavam falando de alugar a base para uma ou mais empresas até 2022, até porque sequer teria tempo hábil para fazer um lançador do zero e lança-lo em 2022, enfim, é torcer para que pelo menos as empresas sejam conhecidas em tenham cacife para manter lançamentos periódicos de Alcântara, mas temo que nem isso aconteça, com a crise econômica que vira por causa da pandemia, empresas menores provavelmente não conseguirão se manter e muito provavelmente vão fálir, são justamente essas empresas que são o foco de Alcântara nesse momento, duvido muito que empresas grandes e consolidadas tenham interesse em Alcântara no curto e médio prazo, elas tem muitos incentivos para lançarem de seus respectivos países, e já tem uma infraestrutura pronta pertinho das sedes delas, o cabo Canaveral tem diversas plataformas desativadas que já vem com uma infraestrutura pronta, sem que as empresas precisem gastar dinheiro com a logística que precisaria para mandar os lançadores em um navio ou um avião para Alcântara

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  2. Duda, vejo em este e outros posts que você não é muito fã da avibras. Queria saber o motivo. Ela não é a nossa maior empresa privada que tem tecnologia e know-how em propulsão? Seria ela ou o ITA.

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