China Planeja Desenvolver Novo Foguete de Combustível Sólido

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia (06/06) no site chinês “Xinhua” em português, destacando que a China planeja desenvolver novo Foguete de Combustível Sólido. 

Duda Falcão 

(Multimídia) China Planeja Desenvolver Novo Foguete de Combustível Sólido 

Xinhua
06/06/20 - 15:57:55

(Foto por Wang Jiangbo/Xinhua)
Um foguete transportador Longa Marcha-11 que carrega cinco novos satélites de sensoriamento remoto é lançado no Centro de Lançamento de Satélites Jiuquan, na Província de Gansu, noroeste da China, em 19 de setembro de 2019.

Beijing, 6 jun (Xinhua) -- Engenheiros chineses planejam desenvolver um novo foguete de combustível sólido com maior capacidade de carga do que o atual modelo Longa Marcha-11, informaram fontes da China Aerospace Science and Technology Corporation.

O foguete transportador atualizado, chamado Longa Marcha-11A, será projetado para lançamentos terrestre e marítimo, com custo calculado em US$ 10.000 por kg de carga útil.

De acordo com a companhia, o trabalho de design deverá ser concluído este ano e o foguete está programado para fazer seu voo inaugural em 2022.

Atualmente, o Longa Marcha-11, usado principalmente para lançamentos de microssatélites, é o único modelo de combustível sólido entre os foguetes transportadores Longa Marcha e o primeiro foguete para lançamento marítimo da China. Ele tem uma capacidade de 500 kg para órbita heliossíncrona a uma altitude de 500 quilômetros.

Sua última missão de lançamento foi concluída no sábado passado no Centro de Lançamento de Satélites Xichang, na Província de Sichuan, sudoeste do país, enviando dois satélites de experimento tecnológico para o espaço.


Fonte: Site Xinhua em Português – https://www.noticiasaominuto.com

Comentário: Pois é leitor, é inadmissível que o governo brasileiro continue tratando a questão do nosso veículo lançador com total descaso, seja enterrando dinheiro em empresas que não tem competência e compromisso algum, ou perdendo a oportunidade de seguir o caminho correto apostando nas startups. E olha, com muito menos recursos. O que acontece leitor é que, se eles fazem isso após, por exemplo, colocar algo em torno 200 milhões em um projeto furado de uma empresa como Avibrás, além de correrem o risco de ao final não terem veículo nenhum (veja o exemplo do motor S50), num eventual aposta paralela com as startups, correm o risco também de comprovarem a sua total incompetência e irresponsabilidade, coisa que nem o governo quer, e nem a Avibrás e seus lobistas desejam. A situação leitor é nesse momento muito difícil, pois o ministro de C&T não demonstra com sua atitude ter coragem de enfrentar essa gente que atrapalha o desenvolvimento do PEB, e pelo visto o governo irá abandonar de vez o sonho de acesso ao espaço por nossos próprios meios, ou fazer até pior, colocar os parcos recursos que nos dispomos nesse projeto de jerico da Avibrás. Ou será que tem mais coisas por de trás disso leitor? Será que esses governos civis vêm enganando a Sociedade Brasileira por décadas como defende alguns? Explico: Existem algumas pessoas defendendo de que o Brasil fez um acordo de não produzir veículos lançadores de satélites, e que todas essas ações seriam para levantar recursos para projetos sem compromisso algum, favorecendo essas empresas e seus lobistas. Será verdade? Bom, não sei leitor, mas a irresponsabilidade como a questão tem sido tratada desde o inicio dos governos civis coloca mesmo essa questão em cheque, e nesse momento eu não mais acredito num veículo lançador de satélites brasileiro. Talvez a saída, para diminuir a influência desses lobistas seria dividir a governabilidade em programa civil e militar, transformando o PEB em programa de estado, transferindo a AEB do MCTIC para o GSI (como sugerido na histórica Carta de Foz do Iguaçu) para o assim gerenciar o PEB de forma dinâmica e com recursos de um órgão com status de ministério, e deixando o PESE pra ser gerenciado pelo CCISE com a participação dessas empresas incompetentes e descompromissadas do ‘Old Space’. Leitor, ou se segue esse caminho, ou iremos caminhar para mais uma década perdida. Quem viver, verá. Aproveitamos para agradecer ao nosso leitor Prof. Alysson Diogenes, pelo envio dessa notícia.

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