Lua cheia Só para EUA? Países Precisam de Alternativa aos Acordos de Artemis, Diz Jurista Canadense
Olá leitor!
Segue abaixo uma notícia postada ontem (06/06) no
site “Sputnik Brasil”, destacando que segundo especialista em direito
espacial canadense da Universidade da Colúmbia Britânica, países precisam de
alternativa aos Acordos de Artemis.
Duda Falcão
CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Lua cheia Só para EUA? Países Precisam de Alternativa
aos Acordos de Artemis, Diz Jurista Canadense
Sputnik Brasil
06/06/2020 - 12:13
© Foto / Pixabay / Ponciano
Potências espaciais devem elaborar uma alternativa aos
inaceitáveis Acordos de Artemis dos EUA, que visam a implantação de fato de
forma unilateral de uma economia lunar, defende especialista canadense.
Os Acordos de Artemis, que visam a exploração econômica do satélite, não podem ser admitidos
pelas nações espaciais, pois a extração de recursos no espaço deve ser
controlada através de um mecanismo internacional, afirmou à Sputnik o professor
Michael Byers, especialista em direito espacial da Universidade da Colúmbia
Britânica, no Canadá.
Controle Internacional do Espaço
"A Rússia deveria discutir com outros países,
incluindo Canadá, França, Alemanha, Itália, Índia e China, o desenvolvimento de
uma abordagem alternativa aos Acordos de Artemis", defendeu Byers, um dos
fundadores do Instituto do Espaço Exterior da Universidade da Colúmbia Britânica.
De acordo com o especialista, "os Acordos de Artemis
devem ser uma preocupação para cada país, pois tentam substituir as negociações
multilaterais por bilaterais".
Segundo o professor universitário, os EUA "também
estão procurando impor que as empresas que extraem recursos no espaço sejam reguladas apenas por
[legislação de] seus países".
Mas como ficou definido pelo Tratado do Espaço Exterior
de 1967, que rege a exploração e uso do espaço exterior, incluindo a Lua e
outros corpos celestes, o espaço é "herança de toda a humanidade, por isso
todos os países devem estar envolvidos na negociação de novas ou melhores
regulamentações", salienta Byers.
Acordos Bilaterais São Inaceitáveis
O especialista em direito espacial salienta que "as
regulamentações nacionais não são suficientes, porque podem levar à prática da
'bandeira de conveniência' [semelhante à praticada no transporte marítimo
internacional, onde os armadores hasteiam o pavilhão de um país cujo governo
lhes ofereça condições mais favoráveis] com padrões de aplicação regulamentar
muito baixos", adverte.
"O que é necessário, ao contrário, é um mecanismo internacional
de regulação da extração de recursos no espaço, semelhante ao da Autoridade
Internacional dos Fundos Marinhos, que regula a extração
de recursos em alto-mar", sugere o professor.
Vale recordar que o governo do presidente Trump está
esboçando um novo tratado internacional sobre mineração na Lua, que envolveria
diversos países e a União Europeia, excluindo, contudo, a Rússia.
Acordos de Artemis Anunciados
Em seguimento disso, a 15 de maio, a NASA anunciou
oficialmente que os Acordos de Artemis seriam constituídos por uma série de
acordos bilaterais entre Estados nacionais no âmbito do programa Artemis e
fundamentados no Tratado do Espaço Exterior de 1967.
Para o dia 9 de junho está aprazada uma videoconferência
em que o chefe da NASA, Jim Brydenstein, exporá os planos dos EUA para a
exploração e desenvolvimento da Lua.
A NASA informou a Sputnik que participariam do briefing
os países parceiros da Estação Espacial Internacional (Rússia e agências
espaciais da Europa, Canadá e Japão), bem como outros países.
A administração Trump anunciou a retomada do programa
lunar, que obteve o nome de Artemis, planejando ter uma presença humana
permanente na Lua, que seria uma base intermédia para missões tripuladas a
Marte.
Como parte do novo programa lunar, a NASA está desenvolvendo a plataforma orbital Gateway, que
servirá como ponto de parada para exploração robótica e tripulada da Lua.
A NASA tem repetidamente enfatizado que implementará o
programa em colaboração com parceiros comerciais e internacionais.
Fonte: Site Sputnik Brasil - https://br.sputniknews.com
Comentário: Pois é, este é um assunto que ainda vai dar
muita discussão e confusão mundo afora, e não há como prevê como essa história irá
terminar. Note leitor que a nota não citou o Brasil e como poderia? Por aqui o
nosso pífio programa espacial sai governo e entra governo e só é tratado como estratégico
no papel, na conversa fiada, no banho maria e nas estúpidas decisões ou falta
delas desses pseudo especialistas de bar de botequim. Então leitor é muito simples,
quem planta, colhe, e estamos somente colhendo o resultado que plantamos.

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