Conheça um Pouco Mais Sobre o LCP do INPE

Olá leitor!

Muito tem se falado aqui no blog sobre as atividades espaciais relacionadas com foguetes e tecnologias associadas desenvolvidas no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e no Instituto de Estudos Avançados (IEAv), ambos do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), devido ao nosso contato com os profissionais ligados a esses institutos.

(Vale lembrar leitor que com exceção do pesquisador Otávio Durão, meu contato com o INPE é praticamente nulo e infelizmente não tive ainda a oportunidade de conhecer nenhuma de suas instalações).

Entretanto, o programa espacial do país é também desenvolvido como sabemos nos laboratórios do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), uma das outras vertentes do PEB onde tecnologias para satélites e tecnologias associadas são desenvolvidas desde os primórdios do nosso programa espacial.

Entre esses laboratórios do INPE talvez os mais importantes são o “Laboratório de Integração e Testes (LIT)”, onde são testados e integrados os satélites desenvolvidos no país, e o “Laboratório Associado de Combustão e Propulsão (LCP)" que tem como objetivos:

* Desenvolver atividades de pesquisa e desenvolvimento em combustão, propulsão de satélites, propulsão auxiliar e catálise com aplicações em combustão e propulsão;

* Realizar testes de qualificação de propulsores de satélites e de propulsores auxiliares;

* Formar pessoal qualificado nas áreas de combustão e propulsão;

* Realizar cooperação com outros órgãos e instituições em áreas correlatas.

O LCP, que é evidentemente menos conhecido do público em geral, é composto pelo:

* Banco de Testes com Simulação de Altitudes (BTSA), veja a nota: “INPE Irá Testar Subsistema de Propulsão do Amazônia-1


* Banco de Testes em Condições Atmosféricas (BTCA)


* Laboratório de Análise de Propelentes (LAPL)

* Laboratório de Química

* Oficina Mecânica

* Prédio de Ensaios


Abaixo trago para você leitor vídeos com alguns exemplos do desenvolvimento de propulsores realizados no BTCA ao longo dos últimos anos:

Motor Bipropelente Nacional


Os propulsores apresentados no vídeo acima são da classe 400N e utilizam tetróxido de nitrogênio como oxidante e dimetilhidrazina assimétrica como combustível. Este motor pode ser usado como propulsor de rolamento de lançadores ou como motor de apogeu de satélites.

No vídeo, inicialmente é mostrado um motor comercial utilizado para a qualificação do banco e logo em seguida vemos os testes do motor nacional com a tubeira ajustada para o vácuo e por último com a tubeira ajustada para a pressão atmosférica.

Foguete a Propelente Sólido

No campo da Propulsão Sólida, foi desenvolvido no BTCA um motor a propelente composite para emprego em um foguete para captura de descargas atmosféricas.


O vídeo acima mostra, na ordem, os ensaios para seu desenvolvimento, o teste de sua configuração definitiva, o ensaio de qualificação do motor em vôo de foguete e, por último, a captura de um raio durante o dia e de outro à noite. O foguete é lançado e ao subir, desenrola atrás de si uma bobina de fio com alma metálica que, ao se desintegrar, cria um caminho para a descarga. São feitos principalmente dois tipos de testes: no primeiro, chamado de 'Tiro conectado', todo o fio da bobina contêm a alma metálica, o que permite conduzir a descarga até a própria torre de lançamento, para o levantamento de suas características. O segundo é chamado de 'Tiro não conectado', no qual junto à torre existem diversos para-raios e os últimos 100m do fio da bobina não contêm a alma metálica. Assim a descarga é 'solta' naquela altura e teoricamente escolhe o para-raio mais eficiente.

Estato-Reator

Foram desenvolvidos no BTCA modelos de estato-reatores acoplados a geradores de ar viciado, que funcionaram com diversos polímeros de uso corrente, para dissertações de Mestrado do Curso de Pós-graduação oferecido no LCP.


A primeira parte do vídeo acima mostra uma foto do teste com polietileno, cuja rigidez estrutural dispensa a utilização de um envelope metálico. Logo após são mostrados os testes com polibutadieno na horizontal na vertical.

Propulsor Híbrido

Foi desenvolvido um motor híbrido de 200N utilizando tetróxido de nitrogênio como oxidante e parafina como combustível, para tese de Doutorado do Curso de Pós-graduação oferecido no LCP.


Duda Falcão


Fonte: Site do Laboratório Associado de Combustão e Propulsão (LCP)

Comentário: Gostaríamos de agradecer a um leitor anônimo (infelizmente não se identificou) que nos enviou a informação sobre esses vídeos possibilitando-nos a realização desta nota.

Comentários

  1. Que legal, essa pessoa que enviou a matéria fez muito bem.

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  2. Pois é Digotorpedo,

    Realmente a informação enviada pelo leitor anônimo ajudou muito.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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