INPE Irá Testar Subsistema de Propulsão do Amazônia-1

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (04/06) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que o Laboratório Associado de Combustão e Propulsão (LCP) do INPE irá testar nos próximos dias o Subsistema de Propulsão do Satélite Amazônia-1, que é o primeiro subsistema de propulsão nacional para satélite.

Duda Falcão

INPE Testa o Primeiro Subsistema
de Propulsão Nacional para Satélite

Segunda-feira, 04 de Junho de 2012

O teste do subsistema de propulsão do satélite Amazônia-1 será realizado nos próximos dias pelo Laboratório Associado de Combustão e Propulsão (LCP) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Cachoeira Paulista. Esse é o primeiro subsistema de propulsão para satélite inteiramente desenvolvido no Brasil que entrará em órbita.

A qualificação de sistemas espaciais exige a prévia simulação das condições operacionais em órbita. No Banco de Testes com Simulação de Altitude (BTSA), do LCP/INPE, o subsistema de propulsão contendo um tanque de 45 litros de hidrazina, o combustível utilizado pelos propulsores, será testado simulando os mesmos procedimentos que o computador de controle de atitude e órbita usará no satélite no espaço.

A área do BTSA é fechada durante todo o período de teste, que tem início previsto para 11 de junho e prosseguirá por alguns dias. Bombeiros acompanham os procedimentos e os técnicos usam máscaras e vestimentas especiais durante a operação dos equipamentos. No teste em câmara de vácuo, os gases da hidrazina utilizada na combustão passam por um grande sistema de neutralização para tratamento e liberação na atmosfera sem toxidade.

O subsistema de propulsão da PMM, a Plataforma Multimissão criada pelo INPE para base de satélites como o Amazônia-1 e o Lattes, foi desenvolvido pela empresa brasileira Fibraforte com a coordenação de engenheiros do Instituto.

BTSA

Inaugurado em 1999, o Banco de Testes com Simulação de Altitude (BTSA) tem por finalidade principal testar propulsores utilizados em várias manobras espaciais, necessárias para o posicionamento e manutenção das órbitas de satélites e plataformas espaciais. Está dimensionado para testar e qualificar propulsores de até 200 N de empuxo, em um ambiente que simule as condições do espaço. O BTSA possui ainda um Laboratório de Análise de Propelentes - hidrazina, mono-metil-hidrazina, dimetil-hidrazina assimétrica, tetróxido de nitrogênio, entre outros.

O banco de teste, inicialmente projetado para testar propulsores individualmente, foi adaptado com inovações para testar o subsistema de propulsão com quatro propulsores ao mesmo tempo.

Além da novidade do teste do próprio subsistema, um dos propulsores está sendo testado com o catalisador nacional (reagente da hidrazina) fabricado pelo LCP, visando a independência de importação desse produto.

O comando e o controle dos vários equipamentos do banco de teste são feitos a partir de uma sala de comando, através de sequenciadores automáticos programáveis gerenciados por software, que controla o conjunto de vácuo, o sistema de refrigeração e um exclusivamente instalado para monitorar os propulsores e programar as sequências de tiro. O BTSA possui um sistema de segurança para o monitoramento da pressão na câmara de vácuo e de possíveis vazamentos de hidrazina no ambiente de teste.

Um sistema de aquisição armazena os dados relativos aos ensaios da campanha para posterior tratamento e análise. Alguns parâmetros mais importantes dos testes podem ser observados em tempo real através de imagens e dados em monitores.

O subsistema de propulsão preparado
para teste em câmara do BTSA

Técnicos e engenheiros do INPE recebem representantes da
Agência Espacial Brasileira (AEB) e da Fibraforte
na quinta-feira (31/5) em Cachoeira Paulista

Visita técnica à sala de controle do BTSA

No centro, o diretor de Satélites, Aplicações e
Desenvolvimento da AEB, Thyrso Villela Neto,
durante a visita técnica


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Comentário: Grande notícia para o PEB, realmente uma notícia muito significativa e vamos ficar aqui na torcida para que os testes com esse subsistema seja exitoso. Parabéns LCP/INPE.

Comentários

  1. então se esse teste for um sucesso o progeto da PMM vai estar concluido ja teremos uma plataforma de multi-missão 100% nacional ? se sim qual e a capacidade dela ? ela pode sustentar qualquer satelite ?.

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  2. Olá Persona!

    Eu não diria concluído, mas certamente bem próximo disso. Afinal, ainda falta algumas coisas para a PMM e como já foi anunciado pelo RAUPP, o lançamento do Satélite Amazônia-1 está previsto para 2014. Além disso o Brasil tem agora um propulsor para satélites inteiramente desenvolvido no país. Quanto a sua pergunta, não sei lhe dizer se 100% nacional, mas a capacidade da plataforma é para satélites de até 500 kg, como o Amazônia 1, 1B, o satélite científico Lattes-1 e o satélite meteorológico GPM-BR.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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  3. Caro Duda, no site do LCP ( www.lcp.inpe.br ), mais especificamente no que se refere ao BTCA - Banco de Testes em Condições Atmosféricas - existem vídeo de teste de motores a combustível líquido, sólido, híbrido e estato-reator. Seria interessante divulgá-los em seu blog e no seu canal no YouTube.

    Saudações.

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  4. Olá Anônimo!

    Vou dar uma olhada e lhe agradeço pela dica.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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