Saiba Mais Sobre a Cooperação UFJF/UM/NASA


Olá leitor!

Convido você a se interar melhor sobre esta cooperação entre a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) com a Universidade do Missouri e a NASA, que visa o desenvolvimento futuro de uma plataforma de vidro para pouso em solo lunar, através desta matéria postada no site do jornal mineiro “Hoje em Dia” em 12/11/2009.

Duda Falcão

Alunos de Física da UFJF Fazem Pesquisa para NASA

Departamento de Física da UFJF está envolvido com uma
pesquisa encomendada pela NASA para o desenvolvimento de
uma plataforma de vidro para pouso, decolagens e circulação em solo lunar

Jacqueline Lopes
Especial para o HOJE EM DIA
12/11/2009 - 20:20


UFRJ
Intercâmbio permitirá novas tecnologias

JUIZ DE FORA - Alunos e professores do Departamento de Física da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) estão envolvidos com uma pesquisa encomendada pela Agência Espacial Americana (Nasa) para o desenvolvimento de uma plataforma de vidro para pouso, decolagens e circulação em solo lunar. A participação da UFJF no projeto aconteceu graças ao convite feito pela Universidade de Missouri, vencedora da chamada para a pesquisa, à professora Zélia Ludwig, que realizou estudos na instituição norte-americana.

Segundo Zélia Ludwig, os estudos começaram em maio, e a primeira etapa deverá ser concluída em cinco anos, quando a Nasa deverá divulgar nova chamada para implantação da pesquisa. No estudo, as duas universidades desenvolvem papéis distintos, porém, complementares.

Enquanto a Missouri sintetiza os materiais idênticos aos encontrados no solo da lua, a UFJF desenvolve, a partir deste composto, utilizado como matéria-prima para as pesquisas, a caracterização ótica e térmica dos vidros que deverão ser utilizados para o desenvolvimento da plataforma. O composto simula a composição do solo lunar, a partir de cinzas vulcânicas encontradas no Estado do Arizona, nos Estados Unidos.

A criação dessa plataforma é essencial para viabilizar a construção de uma base permanente na lua. Um dos maiores desafios enfrentados por missões lunares é que, durante pousos e decolagens, as espaçonaves produzem grande número de partículas, resultantes da poeira lunar e que permanecem suspensas por causa da pouca gravidade.

Essas partículas são prejudiciais aos trajes dos astronautas e aos equipamentos espaciais. Para sanar essa dificuldade, uma das soluções encontradas pela Nasa foi o desenvolvimento dessa plataforma, que deve funcionar como uma espécie de pavimentação na superfície da lua, evitando a dispersão de poeira.

Zélia Ludwig explica que o trabalho conjunto terá outros resultados, como a possibilidade de alunos de Física realizarem pesquisas na universidade americana. O primeiro deles deverá embarcar no início do próximo ano. Esse intercâmbio vai permitir que a federal mineira desenvolva tecnologias para a produção de vidros especiais.

Todo o trabalho só está sendo possível, ressaltou, em função da aquisição de equipamentos para os laboratórios do departamento, como fornos de alta temperatura – hoje só disponíveis nas universidades de São Paulo, São Carlos, Campinas e Maringá, e espectroscópio.

Segundo a professora, a partir da utilização desses fornos de alta capacidade, o vidro sintetizado pela Missouri poderá ser refundido e ter sua composição alterada, o que resultaria em diferentes aproveitamentos, como um novo vidro para blindagem de janelas.


Fonte: Site do Jornal “Hoje em Dia” - 12/11/2009

Comentário: É extremamente relevante observar que apesar da falta de rumo de nosso programa espacial, iniciativas como esta e outras de cooperação entre universidades brasileiras e instituições estrangeiras estão aparecendo com mais freqüência devido à qualificação tecnológica atingida por essas universidades. Universidades como a UFJF, USP, UFRJ, UFPE, UFRN, UnB entre outras, já vem investido no setor espacial de forma autônoma ou em cooperação com instituições estrangeiras há anos e a tendência é que este processo venha a se solidificar ainda mais nos próximos anos. Infelizmente por falta de uma política espacial ativa e bem conduzida pelos órgãos competentes às tecnologias espaciais e o conhecimento desenvolvidos dentro dessas universidades muitas vezes (com raras exceções) não são aproveitadas como deveriam pelo programa espacial do país. Parece incrível, mas é verdade.

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