CONASAT NEWS - Third Edition

Olá leitor!

Seguindo com às notícias da série sobre o Projeto CONASAT (Constelação de Nano Satélites Ambientais)  que está sendo desenvolvido pelo INPE, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e que felizmente é uma das demandas nacionais atualmente em curso para serem atendidas pelo Veículo Lançador de Microssatélites (VLM-1), trago agora para você leitor a terceira edição do "CONASAT NEWS", com as atividades do projeto realizadas nos meses de dezembro de 2012 e janeiro e fevereiro de 2013, segundo consta no “Diário de Bordo” do projeto.

Duda Falcão

Diário de Bordo: Dezembro de 2012

Atividades

Após a fase de análise e respostas às RID’s – Review Item Discrepancy, geradas pelos revisores na Revisão Fase A, foram feitos alguns ajustes nos rumos do projeto, demandando novas pesquisas e recálculos. A equipe de desenvolvimento do CONASAT continua trabalhando fortemente no desenvolvimento da Fase B do projeto, se aprofundando em estudos específicos para cada subsistema.

Com a finalidade de compatibilizar a carga útil (transponder) com a plataforma do CONASAT, foi preparado conjuntamente com a equipe do transponder, o Documento de Controle de Interface do Transponder. do satélite caminha para realização da próxima revisão SRR – System Requirements Review.

Bolsistas/Estagiários

Como já dito em outra ocasião, a equipe CONASAT está passando por um processo de renovação. Uma nova bolsista foi integrada a equipe este mês, Sávia Albuquerque, estudante do 5° período de Engenharia Elétrica da UFRN, que iniciou suas atividades em 03/12/2012, trabalhando no desenvolvimento do Subsistema de Determinação e Controle de Atitude.

Reuniões de Desenvolvimento do Projeto

As reuniões quinzenais de desenvolvimento continuam, no sentido de definir as ações para andamento das próximas fases do projeto. No final do mês foi dada uma pausa, devido ao pequeno recesso de fim de ano, para que iniciemos o 2013 renovados!

Diário de Bordo: Janeiro de 2013

Atividades

A equipe de desenvolvimento do CONASAT continua trabalhando fortemente no desenvolvimento do projeto encaminhando-se para realização da Fase B (Definição Preliminar do Projeto).

Bolsistas/Estagiários

Mais uma nova bolsista foi integrada a equipe este mês, Daniela Brasil, estudante do 6° período de Engenharia Elétrica da UFRN, dedicando-se ao Subsistema de Telemetria e Telecomando.

Reuniões de Desenvolvimento do Projeto

Após o período de recesso, as reuniões quinzenais foram retomadas, em janeiro. RENOVADOS!!!!!!

Diário de Bordo: Fevereiro de 2013

Atividades

Dentro do desenvolvimento da Fase B do projeto (Definição Preliminar do Projeto), estão sendo realizados estudos mais direcionados para algumas das necessidades específicas:

* Estudos da Missão - estão sendo refeitas simulações no software STK adotando-se os novos critérios apontados na Revisão da Fase A, além de comparações entre diferentes órbitas;

* Computador de Gestão de Bordo - estão sendo definidas as tarefas específicas de cada um dos modos de operação, conceituando-se os eventos responsáveis pelas transições entre estes modos;

* Determinação e Controle de Atitude - estudos de matemática vetorial com destaque em ângulos de Euler e Quaternons, que são muito utilizados no desenvolvimento dos algoritmos de controle, mecânica orbital, além dos sinais elétricos dos sensores utilizados;

* Telemetria e Telecomando - conceituação dos sinais de telemetria e telecomando a ser implementados no projeto e estudo do protocolo de comunicação específico para aplicações espaciais;

* Comunicações - enfoque especial no projeto, simulação, construção de protótipos e testes de antenas planares para o link de subida do transponder, na faixa de UHF;

* Estrutura Física -  está sendo construído um modelo de estrutura física em tamanho real, o mais próximo fisicamente do real, para neste ser acopladas as antenas em desenvolvimento para a realização de testes;

* Gestão do Projeto CONASAT - estudos dos métodos de análise de riscos, para a escolha do mais adequado às necessidades do projeto.

Bolsistas/Estagiários

Foi definido em reunião de projeto que a SRR- Revisão dos Requisitos acontecerá nos dias 20 e 21/08/13.

Reuniões de Desenvolvimento do Projeto

Em virtude da disponibilidade de horário dos bolsistas, tendo em vista o início do período letivo (UFRN), as reuniões passarão a acontecer às terças-feiras no horário das 13h30.


Fonte: Site do Centro Regional do Nordeste do INPE

Comentários

  1. Ola eu tenho 15 anos e sou do primeiro ano do EM.
    tenho um sonho desde pequeno q é trabalhar com engenharia aeroespacial com lançamento de foguetes
    porem estou. pensando em desistir pois percebe que o Brasil ainda nao tem estrutura e preparento. tem muita imaturidade. Na minha opniao o salario deveria ser maior pois o espaço é o futuro do homen e essa area deveria ser mais valorizada.

    enfim acho mesmo q vou cursar medicina :/

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    Respostas
    1. Também tenho 15 anos e pretendo trabalhar como engenheiro aeroespacial - e quem sabe como astronauta posteriormente, se minha saude permitir...
      Há esperança nesse país. Por mais atrasado que ele esteja na área espacial, tem institutos de renome internacional, como o ITA de São José dos Campos, onde pode-se estudar para seguir tal profissão. E, seja por bem ou por mau (ou por uma junção de ambos...) o futuro do Brasil terá de incluir até a próxima década um setor espacial visto como prioritário e tendo alguma importancia no mundo.
      E há cursos em Brasília, São Paulo e Belo Horizonte que também tem se destacado (exemplos que eu conheço são os das universidades UnB e UFMG).
      Repense o que quer. Talvez seja interessante integrar a geração que verá a consolidacão definitiva das atividades espaciais no país.

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  2. Olá Filipe!

    Pois é garoto, é uma pena não podermos contar com você no futuro, mas eu entenderei se sua decisão for essa mesmo, e não a reprovarei, pois infelizmente você está certo com as suas observações. Mas enfim, seja qual for a sua decisão, lhe desejamos desde já sucesso na sua escolha.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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  3. Uma noticia que me fez pensar na ACS, são foguetes diferentes mas sei la ...
    http://portuguese.ruvr.ru/2013_02_26/Ucranianos-estragaram-foguete-russo/

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  4. Estive dando uma olhada nos artigos sobre os foguetes Ucranianos e uma coisa ficou bem clara:

    Ele fornecem os seus melhores foguetes (Zenit) para o projeto SeaLaunch, enquanto que "as sobras" tecnicamente defasadas (Tsyklon - o nosso Ciclone), eles usam para negociatas políticas.

    É tão claro isso, que chega a dar raiva. Eles tem o Zenit que é cerca de duas vezes mais potente que o Ciclone. E já tem um acordo comercial para lançá-lo de uma plataforma móvel que pode se posicionar exatamente SOBRE a linha do equador.

    Ai vem esses "espertos" e tentam vender a ideia de que o Brasil está fazendo um excelente negócio importando um foguete super tóxico que nem a própria Ucrânia que o fabrica, considera competitivo, tanto que não o usa a muitos anos.
    Ainda usam o argumento que o CLA fica próximo à linha do equador, quando sabemos que isso deixou de ser um argumento tão importante desde que surgiram as plataformas de lançamento marítimo e os lançamentos a partir de aviões (que o Brasil já usou algumas vezes).

    Na verdade, ninguém no Mundo usa os foguetes Ciclone. Eles foram ABANDONADOS. O Brasil, ainda vai ficar com o ônus de ressuscitar esse trambolho.

    Só não vê quem não quer!

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