O Plano Inova Empresa e o Patinho Feio do MCTI

Olá leitor!

No dia de ontem 14/03 o governo da Presidente DILMA ROUSSEFF lançou o programa “Plano Inova Empresa” (clique aqui) onde é previsto investimentos da ordem de R$ 32,9 bilhões ainda esse ano e em 2014, ‘visando com isso’ impulsionar a produtividade e a competitividade da economia brasileira por meio da inovação tecnológica.

Segundo consta o  plano contém quatro linhas de financiamento a atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I): subvenção econômica a empresas (R$ 1,2 bilhão); fomento para projetos em parceria entre instituições de pesquisa e empresas (R$ 4,2 bi); participação acionária em empresas de base tecnológica (R$ 2,2 bi) e crédito para empresas. Esta última, com disponibilidade de R$ 20,9 bilhões, oferecerá empréstimos com taxas de juros subsidiadas (2,5% a 5% ao ano), quatro anos de carência e 12 anos para pagamento. Os agentes executores são o Banco Nacional Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Além dos R$ 32,9 bilhões já programados, o plano deverá receber um aporte de mais R$ 3,5 bilhões, por meio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), para atividades de P&D no setor de telecomunicações. Os recursos estão condicionados ao término de processos de regulação do setor, atualmente em consulta pública.

Vale dizer leitor que desses investimentos o Complexo Aeroespacial e Defesa foi contemplado com R$ 2,9 bilhões, sendo R$ 2,4 bilhões para o “Programa Inova Defesa” e R$ 0,5 bilhão para outras ações.

Dentre as áreas citadas do “Programa Inova Defesa” (cinco ao todo) três delas são de interesse do Programa Espacial Brasileiro, ou seja, as áreas de “Sensores e Comando e Controle”,  a de Propulsão Espacial, Satélites e Plataformas Espaciais” e a de “Novos Materiais”.

Entretanto leitor, convenhamos, R$ 2,9 bilhões num universo de investimentos de R$ 32, 9 bilhões e ainda dividido com o setor de Defesa (outro setor profundamente prejudicado), faça-me uma garapa Dona DILMA.

Além do mais, porque somente agora Dona DILMA? É sabido que a Inovação Tecnológica é uma das molas mestras do desenvolvimento moderno e somente no terceiro mês do primeiro semestre do penúltimo ano de seu governo é que a senhora lança um programa de investimento como esse. E para piorar, diminuindo ainda mais a importância das atividades espaciais e de Defesa do país. Ora Dona DILMA, tenha a santa paciência.

Mas enfim, levando-se em conta que esses recursos sejam realmente aplicados e não seja na realidade um programa de fachada como tantos que esse governo tem lançado, é mais uma 'esmola' para o pobre 'Patinho Feio do MCTI' que já se acostumou com a sua situação de pedinte.  Lamentável!

Aproveitamos para agradecer ao leitor Felipe Dias por ter nos enviado essa notícia permitindo ao blog formular essa nossa opinião.

Duda Falcão


Fonte: Com informações do site do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)

Comentários

  1. 2 bilhões somente para o setor é uma contribuição enorme, algo como 10 anos de orçamento! Agora quero ver as empresas privadas fazerem a sua parte. É hora de comprovar se o problema era o governo, ou a forma de pensar e agir do empresariado nacional.

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  2. Caro Leonardo!

    R$ 2 bilhões não paga nem a Missão americana Curiosity para Marte que custou U$$ 2,5 bilhões. O Programa Espacial Civil Indiano custa U$ 1.5 Bilhão por ano, o Chinês custa 3 Bilhões, o Russo algo em torno de US$ 2.5 bilhões. R$ 2 bilhões em dois anos e ainda dividido com o setor de Defesa que certamente levará a grande parte é na verdade esmola.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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