Assessora Científica da CE Discute Parceria com o Brasil

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (18/03) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) destacando que a Assessora Científica da Presidência da Comissão Europeia, Anne Glover, esteve hoje no MCTI com o Ministro Marco Antônio Raupp.

Duda Falcão

Assessora Científica da Comissão
Europeia Discute Parceria com o Brasil

Rodrigo PdGuerra
Ascom do MCTI
18/03/2013 - 21:08


Fotos: Augusto Coelho/Ascom do MCTI
A reunião bilateral em Brasília.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, recebeu nesta segunda-feira (18) a chefe da assessoria científica da presidência da Comissão Europeia, Anne Glover. Eles conversaram sobre possibilidades para ampliar a cooperação bilateral, projetos em andamento e o processo de adesão do Brasil ao Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês).

Encarregada de identificar áreas de colaboração científica dentro e fora da Europa, Anne Glover argumentou que empresas brasileiras podem se beneficiar da entrada do país no ESO, ao contribuir na construção do Telescópio Europeu Extremamente Grande (E-ELT, em inglês), no Chile. “Nós entendemos muito bem as implicações dessa participação, mas temos que esperar a ratificação do Congresso Nacional”, respondeu o ministro.

Raupp enfatizou a colaboração do MCTI com o Centro Conjunto de Pesquisas da Comissão Europeia (JRC, em inglês) na área de prevenção a desastres naturais. “Nós temos o desafio de organizar nossa estrutura para enfrentá-los”, disse o ministro. A parceria prevê treinamento de pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI).

O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI, Carlos Nobre, lamentou as vidas perdidas em decorrência da chuva em Petrópolis (RJ), na noite de domingo (17). “A Europa tem papel de liderança em pesquisa de previsão meteorológica”, apontou. “Então, essa colaboração é muito importante para nós do Brasil desenvolvermos nosso sistema.”

Instrumento tanto para a previsão de desastres naturais como para outras áreas da cooperação, o programa Ciência sem Fronteiras fortaleceu, segundo o ministro, a longa tradição do país em colaboração internacional. “A maioria dos nossos cientistas teve educação no exterior”, disse. “E neste momento, temos 10 mil estudantes brasileiros em solo europeu, em vários países.”

Colaboração

Baseada em pacto vigente desde 2007, a cooperação ganhou importância com a reafirmação da parceria estratégica em declaração conjunta entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, na 6ª Cúpula Brasil-União Europeia, em 24 de janeiro.

Na ocasião, Raupp assinou acordo com o diretor-geral do JRC, Dominique Ristori, e abriu espaço para parceria em sete áreas temáticas. Para atualizar e orientar estrategicamente a cooperação, o ministro indicou a Anne Glover os nomes de Carlos Nobre e dos secretários de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Álvaro Prata, e de Política de Informática, Virgilio Almeida.

Segundo Raupp, os três secretários do MCTI podem acompanhá-lo na 6ª Reunião do Comitê Diretivo de Cooperação Científica e Tecnológica Brasil-União Europeia (CDC), previsto para junho ou julho, em Bruxelas. Iniciado em 2007, com a ratificação do acordo original, o encontro ocorre, alternadamente, em Brasília e na capital belga, cidade que abriga a Comissão Europeia.

O ministro sugeriu integrar à cooperação o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização social supervisionada pela pasta federal. Representado na reunião pelo diretor Fernando Rizzo, o CGEE tem trabalhos com o Reino Unido, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

O ministro Raupp e a representante da Comissão Europeia.


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)

Comentário: Pois é leitor, essa história do processo de adesão do Brasil ao Observatório Europeu do Sul (ESO) ainda está rolando. Como a Europa não vive mais os anos dourados de décadas passadas, são obrigados a ficarem refém de uma resposta do governo Brasileiro e de seu ineficiente Congresso Nacional. Resposta essa que pode levar décadas, isto é, caso a situação econômica na Europa não melhore ou se chegue a um ponto que venha prejudicar o projeto, levando então aos europeus a buscarem uma outra opção e mandando o governo brasileiro e seu Congresso para o local que eles merecem.

Comentários

  1. Duda olhe esta reportagem: http://noticias.terra.com.br/ciencia/espaco/sem-verba-projeto-brasileiro-de-levar-sonda-a-asteroide-segue-na-prancheta,5c71acd3b4f6d310VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

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  2. Valeu DanielSSM!

    Obrigado pela dica. A matéria já está online.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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