Novas Notícias Sobre o NanosatC-Br1-1 e 2
Olá leitor!
Como você deve lembrar, postamos aqui no blog no final de
janeiro uma nota (veja a nota clicando aqui) informado que o Dr. Otávio Santos
Cupertino Durão, tecnologista e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas
Espaciais (INPE), viajaria em fevereiro para cidade de Roma (ITA) para apresentar e discutir tecnicamente os projetos dos
nanossatélites brasileiros NanosatC-Br 1 e 2, durante a realização do “2ª Conferência da Academia Internacional de Astronáutica
(IAA) sobre Satélites Universitários”.
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| Dr. Otávio Santos Cupertino Durão (INPE) |
Segundo fui informado pelo
Dr. Durão, o mesmo foi acompanhado na viagem pelo Dr. Nelson Schuch (Gerente do
Programa NanosatC-Br) e de três alunos de graduação da Universidade Federal de
Santa Maria (UFSM), integrantes que são da equipe que trabalha em ambos projetos
dos nanossatélites.
Ao todo a comitiva
brasileira teve cinco trabalhos aprovados para serem apresentados durante a
realização dessa Conferência que é promovida pela Academia Internacional de
Astronáutica (IAA) para satélites universitários.
Segundo o que disse Dr.
Durão, foi uma experiência muito boa para todos, e especialmente para os alunos
que fizeram suas apresentações em Inglês para autoridades no assunto, como por
exemplo, Bob Twiggs e Jordi Suari, simplesmente os "inventores" dos
cubesats, que demonstraram estarem bastante interessados em trabalhar com os
brasileiros.
Vale lembrar que em outubro do ano passado o Dr. Durão já
havia participado de
um outro Simpósio similar em Nagoya, no Japão, promovido que foi pela Organização
das Nações Unidas (ONU) e pela Universidade de Tóquio, direcionado para um
público diferente, na sua maioria da Ásia, devido o fato do tema Cubesats ser hoje
de alto interesse da ONU pelos seus aspectos educativos e de baixo custo, o que motiva com isso que vários países se interessem pelo mesmo.
Ainda segundo o Dr. Durão, durante a realização
desse dois eventos, o mesmo pode constatar que o Brasil está muito próximo dos países
que dominam a tecnologia desses artefatos espaciais nessa classe de cubesats ou
nanosats.
“Pequenos
satélites de até 20 kg., por exemplo, e que empregam componentes eletrônicos
sem necessariamente terem sido desenvolvidos especificamente para o setor
espacial (mas sim para outros como o automobilístico, telecomunicações, etc)
utilizam-se hoje de circuitos que têm confiabilidade muito maior, melhor
eficiência e baixo custo, o que proporciona custos menores para satélites
compactos em missões operacionais e comerciais. É um campo vasto para a
indústria e para o setor de P&D nacionais. Mas não podemos perder tempo!”,
afirma o pesquisador do INPE.
Além disso, o Dr. Durão informa que o lançamento
do Nanosatc-Br-1 ainda não está garantido para esse ano de 2013, pois os
recursos do mesmo ainda não foram aprovados, mas ele acredita que serão em
breve. Hoje há duas possibilidades apontadas pelo pesquisador como favoritas
para esse lançamento. São elas: Em Setembro através do lançador russo DNPER ou em
Novembro através de um lançador chinês.
Completando, o Dr. Durão Informa que já foi recebida
pela equipe a plataforma do NanosatC-Br-2, que também é originária da empresa
holandesa ISIS, empresa essa vencedora da concorrência internacional realizada e
a única empresa que apresentou proposta, assim como aconteceu no caso do NanosatC-Br-1.
“Este
novo satélite é composto por uma plataforma 2U, o dobro do tamanho da do NanosatC-Br-1,
e terá como missão científica obter dados da Ionosfera (importantes para a
comunicação por satélites) através de sensores derivados das missões suborbitais
desenvolvidas pelo INPE com o IAE. A missão tecnológica será constituída de um
subsistema de determinação de atitude (posicionamento angular do satélite)
desenvolvido no Brasil pelo INPE, UFMG e UFABC, com tripla redundância (talvez o primeiro com tripla redundância no mundo), sendo o primeiro desenvolvido no país.
Estamos analisando outros circuitos desenvolvidos no Brasil para serem testados
no espaço para futuras aplicações em nossos projetos de satélites, e que serão
projetados pela UFRN e UFSM/SMDH. O software de bordo da plataforma
(gerenciamento de dados e determinação e controle de atitude) serão
desenvolvidos no Brasil (o segundo também pela primeira vez) seguindo a
estratégia de substituição gradual de componentes da plataforma. A estação
terrena (já há uma instalada e operando em Santa Maria-RS) será desta vez instalada
no ITA em São José dos Campos (SP). A estação de Santa Maria é à primeira que é operada e mantida por
alunos e professores da UFSM, e esta nova estação do ITA também será operada e
mantida por alunos e professores do instituto”, finaliza o pesquisador do INPE.
Duda Falcão

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