Sensoriamento Remoto no Brasil
Olá leitor!
Segue abaixo um artigo do Prof. Carlos Alberto Gurgel
Veras, Diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da AEB, postado
hoje (12/03) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando o
Sensoriamento Remoto no Brasil.
Duda Falcão
Sensoriamento Remoto no Brasil
Carlos
Alberto Gurgel Veras*
Brasília, 12 de março de 2013
– A técnica de sensoriamento remoto pode ser melhor entendida, em um primeiro
instante, traduzindo-se o próprio termo. Remoto significa “sem contato direto”
e sensoriamento é o uso de sensores para detectar dados variáveis de uma
superfície, como temperatura, distribuição de cores, relevo e muitos outros.
Para bem observar a superfície da Terra ou do mar, o
sensor deve estar em posição o mais vertical possível sobre a área a ser
observada, o que evita distorções na imagem. Isto se consegue instalando-se o
sensor numa plataforma aérea, por exemplo, em um avião.
No fim do século XVIII, balões a gás eram usados para
observação dos campos de batalha. Em termos de observação remota, pode-se dizer
que os olhos dos militares eram os sensores e o balão a gás era a plataforma.
Mas, o registro das imagens só podia ser repassado por meio de relatos.
A observação da terra com registro de imagem aguardava a
invenção da máquina fotográfica, na segunda década do século XIX. Aí surgiu uma
técnica precursora do sensoriamento remoto.
A expressão “sensoriamento remoto” foi cunhada e se
popularizou nos idos de 1960, graças à Era Espacial, inaugurada em outubro de
1957 com o lançamento do Sputnik I.
As primeiras teorias e técnicas, indispensáveis ao avanço
do sensoriamento remoto precederam à corrida espacial. Cabe destacar a teoria
clássica do eletromagnetismo (James Clerk Maxwell, 1831-1879), o aprimoramento
da aerofotografia (~1909), o desenvolvimento do radar (~1930) e de sensores
infravermelhos (~1940).
Tais técnicas e outras mais modernas são aplicadas nos
sensores que constituem a carga útil necessária à observação da terra. Aí temos
os sensores óticos (visível, infravermelho próximo e infravermelho térmico),
micro-ondas e laser.
Com o uso de tais sensores e suas combinações, é possível
registrar variáveis de grande interesse, sem esgotar a lista: localização e
dimensões planares, localização topográfica, cores, temperatura de superfícies,
textura, umidade e tipo de vegetação.
Hoje, as imagens são largamente obtidas por satélites com
missões específicas de observação da terra. No caso brasileiro, dados de
sensoriamento remoto são coletados a partir de inúmeras plataformas satelitais.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mantém um banco de imagens
dos seguintes satélites: CBERS-2 (China-Brasil), CBERS-2B (China-Brasil),
LANDSAT1, LANDSAT2, LANDSAT3, LANDSAT4, LANDSAT5, LANDSAT7 (EUA), RESOURCESAT-1
(Índia), TERRA (EUA) e AQUA (EUA).
O LANDSAT7 está operacional, mas não transmite dados para
o Brasil. O satélite LANDSAT6, lamentavelmente, não chegou à órbita programada
e não pôde cumprir sua missão.
Os satélites RESOURCESAT-1, TERRA e AQUA estão
operacionais e fornecem diferentes tipos de imagens, inclusive para o Brasil.
Estamos negociando com a Índia o acesso aos dados do RESOURCESAT-2.
As informações geradas por essas plataformas nos permitem
tomar decisão vitais nas áreas de agricultura, recursos florestais, uso da
terra, uso da água, exploração de recursos naturais e muitas outras. A família
CBERS, LANDSAT e outras plataformas são usadas intensamente nestes campos. De
grande importância para o Brasil são os dados, recebidos quase em tempo real,
sobre incêndios florestais em todo o país. Algumas plataformas de observação da
terra executam relevantes missões científicas, como as operados pela NASA,
sobretudo os satélites TERRA e AQUA. O satélite TERRA realiza sensoriamento
remoto da terra, dos oceanos e da atmosfera. Como carga útil destacam-se os
sensores para:
* energia radiante de nuvens e da superfície (CERES), via
ondas curtas e ondas longas e fluxo líquido;
* imageamento estereoscópico por nove diferentes ângulos
(MISR);
* imageamento multiespectral de alta definição (ASTER);
* imageamento global de média resolução (MODIS) em até
dois dias;
* medição global de concentrações de metano e monóxido de
carbono na troposfera (MOPITT).
Alcançar este nível de capacitação tecnológica é meta do
Programa Espacial Brasileiro. Cargas úteis similares estão planejadas para
futuras missões nacionais.
Em breve, teremos o lançamento do CBERS-3 e, logo a
seguir, do CBERS-4. Cada um deles carrega quatro tipos de câmaras
(multiespectrais), com resolução entre 5 e 80m e largura de faixa imageada
entre 60 e 866km.
Há também outras missões brasileiras planejadas, com
máximo de nacionalização das cargas úteis e módulos de serviço: satélite radar,
satélite de observação do mar (Sabiá-Mar, Brasil-Argentina), satélite Amazônia
e satélite meteorológico brasileiro.
* Diretor de Satélites, Aplicações e
Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB) - Artigo publicado na Revista MundoGEO. Edição nº
71, Pág. 64. http://mundogeo.com/mundogeo71.php
Fonte: Agência Espacial Brasileira
(AEB)

resumindo, so 2 satelites sao "sino-brasileiros". Duda, sabe m dizer s o brasil tem algum satelite de comunicação nacional -- eu lembro q na venda da embraer tbm foram nossos satelites.
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