Pesquisadores Brasileiros Vão Estudar Fusão Nuclear

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada hoje (14/03) no site “Inovação Tecnológica” destacando que pesquisadores brasileiros vão estudar Fusão Nuclear.

Duda Falcão

Energia

Pesquisadores Brasileiros Vão
Estudar Fusão Nuclear

Com informações da Agência USP
14/03/2013

[Imagem: Bruno Coppi]
Itália e Rússia estão construindo um reator de fusão nuclear
mais simples do que o ITER, enquanto alguns cientistas
continuam sonhando com a fusão nuclear a frio.
Energia Nuclear do Futuro

Apesar do argumento largamente utilizado de que a energia nuclear é segura, pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos, da USP, estão começando um esforço para desenvolver tecnologias, cuidados e procedimentos para a utilização segura da energia gerada pelos reatores nucleares.


Por isso, o grupo do Centro de Proteção Ambiental para uso da Energia Nuclear também irá acompanhar os estudos internacionais sobre uma técnica de produção de eletricidade mais promissora e totalmente limpa: a fusão nuclear.

Os pesquisadores brasileiros estão particularmente interessados na fusão nuclear induzida por laser.

A técnica de fusão nuclear, que pode servir de alternativa ao atual processo de fissão utilizado nas usinas nucleares, ganhou impulso com a utilização de raios lasers de alta potência.

"Até a década de 1950, tentou-se a fusão por meio de confinamento magnético, o que apresentava grandes dificuldades. O laser facilitou a aplicação do processo, o qual é testado em grandes laboratórios nos Estados Unidos, Rússia e China," explica o professor José Eduardo Martinho Hornos, responsável pelo novo centro de pesquisas.

Por meio dessa técnica, um laser de alta potência emite 192 feixes sobre uma esfera de deutério-trítio, material derivado do lítio, promovendo fusão nuclear e a geração de energia.

"O processo é mais robusto e semelhante ao modo com que o Sol e as outras estrelas produzem energia", diz Hornos. "O material utilizado é abundante na natureza e a técnica não gera resíduos de combustível usado".


Segundo o professor, a utilização comercial da fusão induzida por laser ainda levará algumas décadas. "As pesquisas envolvem equipamentos complexos e de grandes dimensões. Nos Estados Unidos, por exemplo, o orçamento anual para as pesquisas nessa área é de US$ 5 bilhões."

O Brasil já está desenvolvendo lasers de alta potência, necessários para o emprego dessa técnica, no Centro Tecnológico da Marinha e no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN). O Instituto de Física da USP também realiza pesquisas em fusão nuclear.

Energia Nuclear do Passado

Enquanto a energia nuclear do futuro não vem, os pesquisadores precisam encontrar melhores soluções para aquela que parece ser a energia nuclear do passado, usada nos reatores nucleares de fissão e que atualmente são preocupação para a população de todo o mundo.

"Para cada fonte de energia é necessário verificar formas de controle e os possíveis danos ambientais que podem ser causados," aponta o professor.

Os cientistas desenvolveram o projeto teórico de um repositório de combustível nuclear usado, a fim estudar questões relacionadas à energia termonuclear e resíduos, e que poderá servir no futuro para orientar a construção de instalações destinadas à armazenagem dos rejeitos no Brasil.

De acordo com o professor, apesar da quantidade de resíduos existentes atualmente no País ser reduzida, ela tende a aumentar nas próximas décadas. "Na usina Angra II, no Rio de Janeiro, por exemplo, que tem capacidade de gerar 1 Gigawatt de energia, o volume de combustível usado todo ano é da ordem de poucos metros cúbicos", afirma.

"Embora hoje a energia nuclear seja utilizada principalmente para controlar a sazonalidade das usinas hidrelétricas, o crescimento da economia aumentará a demanda por outras fontes energéticas, o que deve receber a devida atenção da sociedade desde já," destaca Hornos.

Por isso o grupo continuará pesquisando o armazenamento de resíduos e também os problemas ligados à segurança nuclear.

Além do desenvolvimento de procedimentos de segurança, o Centro também realizará um trabalho educativo junto à população. "Serão ações que visam desenvolver uma cultura de atenção ao uso de materiais radioativos, seja na produção de energia ou em aplicações médicas", acrescenta Hornos.



Fonte: Site Inovação Tecnológica

Comentário: Grande notícia para o Brasil. Vale dizer que no setor espacial o Brasil já desenvolve pesquisas no Instituto de Estudos Avançados (IEAv) do DCTA na área de propulsão nuclear, através do "Projeto TERRA" que está sendo desenvolvido pelo grupo do Dr. Lamartine  Nogueira Frutuoso Guimarães e que em breve, se Deus quiser, trarei para o blog uma entrevista com o mesmo.

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