Bolsistas do CsF com Problemas com Ajuda de Custo nos EUA

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (30/03) no site do jornal “Folha de São Paulo” destacando que Bolsistas do CNPq do “Programa Ciências sem Fronteiras”, dessa vez em San Diego (EUA), têm problemas com ajuda de custo.

Duda Falcão

CIÊNCIA

Bolsistas do CNPq em San Diego Têm
Problemas com Ajuda de Custo

GIULIANA MIRANDA
ENVIADA ESPECIAL A SAN DIEGO
30/03/2013 - 03h30

Estudantes do programa Ciência sem Fronteiras na Universidade da Califórnia em San Diego estão tendo dificuldades para provar ao governo que vivem mesmo em San Diego. A região em que estão, La Jolla, está sendo considerado como uma cidade independente. Com isso, eles não recebem a verba adicional para quem mora em cidades de alto custo.

Os pedidos de recursos adicionais --US$ 400 (R$ 810) por mês-- foram negados pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) a pelo menos 4 dos 11 alunos na instituição com essa justificativa.

Em e-mails e ligações, os alunos ouviram do CNPq a mesma resposta: a "cidade" de La Jolla que não consta na lista das 50 que têm direito ao benefício.

Para o Estado da Califórnia, a universidade e todos os serviços oficiais, porém, não há dúvidas de que La Jolla é uma região de San Diego.

"É como dizer que o Morumbi não é parte de São Paulo", diz Kellen Gasque, estudante de pós-doutorado na Califórnia três meses e, até agora, sem o aditivo.

San Diego é uma das cidades mais caras dos EUA, e La Jolla é uma de suas áreas mais abastadas.

"Tudo aqui é muito caro. Para comer, para morar, fazer coisas básicas", completa Marina Scopel, outra aluna aluna de pós-doutorado que não consegue o aditivo.

Temendo não ter suas bolsas renovadas, alguns alunos não quiseram se identificar.

A reportagem teve acesso à troca de e-mails entre um dos bolsistas e o Sebie (serviço de bolsas individuais no exterior) do CNPq.

São mais de dez mensagens em que o bolsista argumenta, mandado links oficiais e provas documentais, que Ja Lolla é um bairro, e não uma cidade.Muitas vezes, a resposta era apenas "prezado bolsista, infelizmente não há condições para atender sua solicitação".

Ao cobrar uma justificativa, veio a resposta do CNPq: sua cidade não faz parte das quais recebem o Adicional de Localidade".

"Até carta eu pedi para a responsável pelos intercâmbios escrever, explicando para o CNPq que La Jolla é um bairro. Foi muito humilhante. Passou a ideia de que brasileiro é ignorante", disse ele.

OUTRO LADO

Questionado pela Folha, o CNPq não respondeu objetivamente se considera La Jolla uma cidade independente.

Na primeira das três respostas enviadas à reportagem, o conselho dá a entender que considera se tratar de uma cidade independente, parte da "grande San Diego".

" Há um grupo de trabalho analisando essas questões das regiões metropolitanas das cidades de alto custo."

O órgão afirmou que todos os 11 bolsistas atualmente na Universidade da Califórnia em San Diego têm direito ao benefício, bastando que eles entrem em contato para pedir a inclusão.

Alguns alunos em San Diego já conseguiram receber o aditivo, mas não sem batalhar contra a burocracia.

"Parece que foi uma coisa mais de boa vontade da pessoa que me atendeu", afirma um deles.

Apesar das dificuldades, eles elogiam o Ciência sem Fronteiras como um todo.

Editoria de Arte/Folhapress

SITUAÇÃO PARECIDA

Em janeiro, atrasos no pagamento dos recursos adicionais de bolsistas do programa Ciência sem Fronteiras levaram a University of East London a oferecer "empréstimo de emergência" a alunos prejudicados pela demora no repasse do governo.

A situação, revelada pela Folha, se normalizou pouco depois.

As alunas que apareceram na reportagem, no entanto, tiveram de escrever uma carta ao ministro da Educação, Aloizio Mercadante, dizendo que gostariam de continuar no programa.

A jornalista GIULIANA MIRANDA viajou a convite do Wilson Center e do Instituto das Américas


Fonte: Site do Jornal Folha de São Paulo - 30/03/2013

Comentário: Pois é leitor, essa é mais uma confusão protagonizada por esse programa do governo. Vamos acompanhar os acontecimentos.

Comentários

  1. Importante notícia. Mostra que o programa Ciencia sem Fronteiras precisa de ser flexivel e adequar suas contribuições aos contextos em que os estudantes estão inseridos. Por exemplo, um estudante deverá pagar menos na Ucrânia do que paga na Inglaterra. Logo isso demonstra que é preciso, não somente o intercambio físico entre universidades, mas a consulta de qual o nível de vida em volta dessa mesma universidade. Se o valor é fixo, então temos um problema no programa. Talvez até possa haver um balanceamento de valores se souberem aplicar com eficiencia o calculo certo para a vida de estudantes em volta das mais diversas universidade, e provavelmente existe quem esteja recebendo propocionalmente mais... e é claro que esses não se queixarão.

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    Respostas
    1. Talvez um bom cálculo poderia incluir o salario mínimo do país ou o IDH da região. Se conseguem produzir altas matemáticas para distribuir notas no ENEM ou no Vestibular, porque não conseguem fazer um calculo que possa tornar mais justo a distribuição das bolsas?

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  2. O que mais me preocupa nisso tudo são os critérios (ou falta deles) que definem quem vai fazer que curso e onde.

    Aquela do curso de moda em Londres não me passou pela garganta.

    Um programa chamado "Ciências sem Fronteiras", deveria privilegiar os melhores currículos e as assim chamadas "altas ciências".

    Gostaria de saber antes de mais nada que tipo de curso esses alunos estão fazendo em San Diego e imediações. Afinal é o dinheiro de TODOS os trabalhadores brasileiros que os mantém por lá...

    Att.

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