Foz do Iguaçu Sedia Encontro Sobre Observação da Terra

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (14/01) no site do “Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)” destacando que Foz do Iguaçu sedia encontro sobre Observação da Terra, sendo que a Plenária do GEO irá acontecer pela 1ª Vez no Brasil.

Duda Falcão

Foz do Iguaçu Sedia Encontro Sobre
Observação da Terra. Plenária do
GEO Acontece Pela 1ª Vez no Brasil

Quarta-feira, 14 de Novembro de 2012

O intercâmbio de informações e o acesso a um número cada vez maior de dados podem melhorar as previsões de desastres climáticos e as políticas de uso da terra, entre outras tantas aplicações em benefício da ciência e da sociedade. Este é o objetivo do Grupo Intergovernamental de Observação da Terra (GEO, na sigla em inglês) que, pela primeira vez, realiza no Brasil sua plenária anual.

Em Foz do Iguaçu, de 19 a 23 de novembro, será discutido como ampliar o acesso a dados que contribuam para o bem-estar da humanidade e a preservação do planeta. Atualmente, 88 países, a Comissão Europeia e 61 organismos internacionais, como Unesco e Organização Meteorológica Mundial, participam do GEO, que tem sede em Genebra, Suíça.

Por meio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Brasil ganhou destaque no GEO por ter sido o primeiro no mundo a adotar uma política de livre distribuição de imagens de satélites, em 2004, quando os dados do Programa CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres) passaram a ser oferecidos sem custo, pela internet, a qualquer usuário. O sucesso desta iniciativa pioneira levou outros países, como os Estados Unidos, a também disponibilizar gratuitamente dados orbitais de média resolução.

Outra importante ação brasileira consiste no “CBERS for Africa”, programa criado pelo INPE com o apoio da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST), parceira no programa de satélites, para disponibilizar imagens gratuitas aos países da África. Antenas e estações de recepção de dados de satélites estão sendo instalados para cobertura de todo o continente africano.

“Sediar a Plenária do GEO coloca o Brasil em merecido patamar de destaque. Com o ‘CBERS for Africa’, o Brasil mostrou à comunidade internacional que é possível fazer muito quando se coloca a política pública de dados de observação da terra a serviço de mecanismos de cooperação internacional”, diz Julio D’Alge, coordenador de Observação da Terra do INPE.

Aproximadamente 350 pessoas que representam os vários países e instituições participarão da Reunião Plenária do GEO. Na pauta, a implantação até 2015 de um sistema global para fornecimento de observações detalhadas da Terra. Denominado GEOSS (Sistema de Sistemas de Observação Global da Terra), seu objetivo é reunir e permitir a combinação de dados múltiplos de observação sobre oceanos, florestas, biodiversidade e desenvolvimento urbano, entre outros aspectos.

Estarão presentes na Reunião Plenária o ministro Fabio Pitaluga, chefe da Divisão do Mar, da Antártida e do Espaço do Itamaraty e chefe da delegação brasileira no evento, o diretor do INPE, Leonel Perondi; o diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da Agência Espacial Brasileira (AEB), Petrônio Noronha de Souza; autoridades do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Ministério do Meio Ambiente (MMA), entre outros representantes de instituições brasileiras e internacionais.

A Plenária será nos dias 22 e 23 no Mabu Thermas & Resort. No mesmo local, entre os dias 19 e 21, acontece uma série de reuniões preparatórias e eventos paralelos. Entre eles, o GEO Brasil, no dia 20, destinado a reunir instituições que atuam no país com dados de observação da Terra, como INPE, Embrapa, Agência Nacional das Águas (ANA), Serviço Florestal Brasileiro, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), entre outras.

Mais informações na página http://www.earthobservations.org/geo9.shtml


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comentários

  1. Não percebo bem porque o Brasil e a China gastam tanto no CBERS para depois destribuir as imagens gratuitamente (como se o programa espacial brasileiro tivesse dinheiro sobrando para isso). Acho legal no entanto esse CBERS for Africa, ainda por cima servindo como ponte diplomática para os países africanos (coisa que o Brasil - e a China - já tem feito em muitas áreas), sabendo da impossibilidades de muitos desses países poder comprar sem prejudicar o já baixo nível de vida das populações.

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    Respostas
    1. Oi Israel,

      Acredito que nessa parte de clima exista uma espécie de troca de informações devido ao interesse comum. Também acredito que a troca de informações seja apenas sobre a parte climática e monitoração de queimadas. Espero que as informações sobre recursos minerais por exemplo, fique protegida.

      Afinal de contas, o clima é do Planeta de não de cada País. E acredito ser obrigação daqueles que tem condições de colocar satélites em órbita para monitorar o clima, compartilharem essas informações da melhor forma possível.

      Abs.

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  2. Olá Marcos!

    É exatamente isso amigo.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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