Raupp Defende que PEB Colabore com as Forças Armadas
Olá leitor!
Segue abaixo uma nota postada ontem (04/06) no site do
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) destacando que o ministro
Marco Antônio Raupp defende que o Programa Espacial Brasileiro (PEB) colabore
com as Forças Armadas.
Duda Falcão
Raupp
Defende que Programa Espacial
Colabore com
Forças Armadas
Ricardo Abel
Ascom do MCTI
04/06/2012 - 21:50
“Os últimos governos têm apoiado decisivamente a questão
das pesquisas e do desenvolvimento tecnológico das Forças Armadas. Nós
financiamos R$ 1,5 bilhão nos últimos anos”, afirmou o ministro da Ciência,
Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, ao comentar a importância do MCTI
na construção da Estratégia Nacional de Defesa.
Raupp participou nesta segunda-feira (4), como
palestrante, do seminário Política de Defesa e Projeto Nacional de
Desenvolvimento, promovido pelas fundações João Mangabeira, Leonel
Brizola-Alberto Pasqualini, Maurício Grabois e Perseu Abramo, em Brasília.
O ministro voltou a afirmar que é necessária maior
integração entre as instituições que compõem o sistema espacial no país e que é
preciso transformar a gestão do programa para avançar. “O panorama histórico
espacial remete à base da perspectiva. É preciso redirecionar práticas
históricas para ter sucesso no futuro”, disse. “Existem algumas transformações
na maneira de operacionalizar que são fundamentais, e uma delas é o protagonismo
das empresas brasileiras”, concluiu.
Cronograma
Lembrando que a ciência e a tecnologia integram o Plano
Brasil Maior e têm responsabilidades em vários setores, Raupp expôs um
cronograma de lançamentos de satélites com início neste ano, visando à autonomia
espacial do país. Na programação estão: o CBERS 3 (2012), ITASAT e IBAS (2013),
CBERS-4, Amazônia 1 e GEO Com (2014), Amazônia 1B (2015). “A presidenta [da
República] quer que o satélite Geo Com [geoestacionário] esteja no ar em 2014,
e nós vamos trabalhar com esta meta”, ratificou.
O desenvolvimento de um satélite geoestacionário pelo
Brasil integra o Programa Nacional de Atividades
Espaciais (PNAE) com o objetivo de atender aos objetivos e
necessidades do país nas áreas de comunicações seguras, meteorologia, controle
de tráfego aéreo e defesa nacional.
“Temos uma proposta de que a partir da experiência do satélite geoestacionário
forme-se uma comissão, de nível maior, que acompanhe a disponibilidade de
recursos para esta área, dado o caráter estratégico, já que a questão da
tecnologia das Forças Armadas é vital no que se refere a uma política de
ciência e tecnologia no país”, comentou. “A defesa exige autonomia tecnológica,
as empresas podem comprar ferramentas tecnológicas, já nas Forças Armadas isso
é mais difícil”, finalizou o ministro.
Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia e
Inovação (MCTI)
Comentário: Bom Raupp, em nossa opinião esse cronograma de
lançamentos dos próximos satélites brasileiros apresentado por você, é bastante
factível, com exceção o prazo relacionado com o satélite geoestacionário (GEO
Com), este irreal, irresponsável e extremamente político, resultado de uma
prática utilizada por esses energúmenos que remonta ao início da república, ou talvez
antes, e que precisa ser eliminada definitivamente do Brasil. Já quanto aos prazos
de lançamentos dos outros satélites citados por você, todos têm metas que podem
ser alcançadas, caso a presidente DILMA ROUSSEFF deixe a conversa fiada de lado
e mude a atitude adotada por ela nos últimos dois anos, caso não, chegaremos em
2015 (data prevista para o lançamento do Amazônia 1B segundo esse cronograma)
lamentando mais uma vez o tempo perdido. Afinal a maioria deles são cópias um
dos outros e os que não são (ITASAT-1 e IBAS) são microsatélites já em
desenvolvimento ou de fácil construção. Abra o olho Raupp e fique atento a
tapinhas nas costas e sorrisos largos, claros sinais do: “La vem o golpe”.
esse cronograma ai ta meio dificil. 3 satelites so no ano de 2014 sendo que 2 deles são 100% nacionais e o brasil não possui toda a tecnologia necessaria para produzilos,o Brasil num sabe nem fazer uma plataforma inercial i quem dira sistemas de imageamento procisos e sensores complexos para esses satelites e ainda acha que vai lançar 2 satelites 100%nacionais em um ano.
ResponderExcluiresse pessoal do programa espacial ta fazendo muita propaganda da Dilma ultimamente ja ate vi ela vai ser re-eleita e vai deixar o programa espacial abondonado,ou seja como esta a decadas.
Olá Persona!
ResponderExcluirNão é bem assim amigo. Se não vejamos: Deixando de lado o GEO Com, pois esse não tem condições nenhuma de ficar pronto em 2014 (é pura propaganda política) os outros dois são diferentes. O CBERS-4 é uma copia idêntica do CBERS-3 que teve seus equipamentos e subsistemas desenvolvidos em duplicata, então é só uma questão de montagem. O Amazônia-1 e 1B da mesma forma são satélites idênticos e também é só uma questão de montagem. O ITASAT-1 é um microsatélite universitário que está quase pronto e o IBAS é um microsatélite desenvolvido em parceria com a África do Sul e a Índia, onde a plataforma é africana, os equipamento científicos brasileiros e o lançamento será feito pelos indianos. Ou seja, essa meta não é nenhum bicho de sete cabeças, diria até bastante modesta, mas para ser atingida dependerá da atitude do Governo DILMA ainda esse ano e nos próximos dois anos de seu governo.
Abs
Duda Falcão
(Blog Brazilian Space)
então o sateleti amazonia-1 ja esta quase pronto ?
ResponderExcluire não pude deixar de notar que Marco Antônio Raupp nem mencionou o projeto do vls-1 ,o lançamento dele foi definitivamente atrasado?
Olá Persona!
ResponderExcluirRespondendo, está sim, mas ainda tem dois anos de desenvolvimento já que pelo cronograma divulgado só será lançado em 2014. O Raupp só se referiu ao cronograma dos satélites, já quanto ao VLS-1 não existe ainda um definição confiável. Se o VLS-1 XVT-01 for lançando até o final do ano como estava pre-estabelecido anteriormente, o cronograma anterior de lançar o VLS-1 V04 em 2014 deverá ser mantido.
Abs
Duda Falcão
(Blog Brazilian Space)
Obviamente, o programa espacial deve contribuir com a tecnologia bélica de uma nação, afinal, só tem assento no Conselho de segurança da ONU quem sabe lançar um míssel balístico intercontinental, que nada mais é que um foguete com sistemas de navegação extremamente precisos e com manobrabilidade elevada.
ResponderExcluirNão que o programa espacial deva focar em desenvolver tecnologia para armamentos, mas que estes produzem um efeito político (e é o que espera o governo, afinal de contas) muito maior do que missões científicas é fato.
Entendo que o Raupp está fazendo o jogo de cena com os ditocujos(GEO para 2014 é apenas um prazo para agradar a mandatária-mor, muito improvável) e convenhamos, é a única forma de fazer o PEB andar em uma nação com tanta carência de visão estratégica.
Agora é pressionar por financiamento sustentado ao programa do VLS. Vamos esperar.
Abs,
Danilo
Olá Danilo!
ResponderExcluirConcordo contigo quando diz que para efeito político saber como fazer um míssil intercontinental tem mais peso para o Conselho de Segurança da ONU do que realizar missões científicas.
Entretanto, basta ter o conhecimento e não realizá-lo de fato (como a bomba atômica que não temos, mas sabemos como fazê-la), já que possuir de fato um míssil como esse causaria um desequilibro muito grande na América do Sul que certamente levaria a uma corrida armamentista que ninguém quer.
Quanto ao Raupp e o tal do GEO Com, ele pode até está usando o caso para fazer o PEB andar como você disse, mas na realidade o jogo de cena é da DILMA, já que a proposta é dela e ela sabe que esse satélite não será lançado em 2014, mas como disse em meu comentário anterior, essa é um prática adotada por políticos desde os primórdios da república visando com isso colher frutos políticos (apoio). Isso precisa acabar no Brasil.
Abs
Duda Falcão
(Blog Brazilian Space)
concordo integralmente contigo Duda.
ResponderExcluireu confio no nosso ministro, Raupp, mas não confio em politicagem -- sempre digo, no q tange politica e defesa, so se deve acreditar Vendo.
-- uma coisa, vc sabe como anda o nosso vlm? esse eu tenho grandes esperanças, com nossos parceiros alemães.
abraços e continue o otimo trab. cara!
Olá Tassio!
ResponderExcluirObrigado amigo pelo reconhecimento ao nosso trabalho. Bom Tassio, quanto ao VLM-1 as informações que eu tenho é que o motor S-50 desse lançador já se encontra em desenvolvimento, e a esperança ano passado era que já nesse ano de 2012 seria feito um teste quente no Banco de Provas da Usina Coronel Abner, mas com os cortes orçamentários e a falta de profissionais para atender todos os projetos em curso no IAE, não sei como isso vai ficar, mesmo com a ajuda dos alemães. Teremos de aguardar por mais notícias.
Abs
Duda falcão
(Blog Brazilian Space)