INPE Lança Novo Modelo de Previsão de Tempo
Olá leitor!
Segue abaixo uma nota postada hoje (12/06) no site do Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que o instituto lançou novo modelo de previsão de tempo com altíssima resolução.
Duda Falcão
INPE Lança Novo Modelo de Previsão
de Tempo com
Altíssima Resolução
Quarta-feira, 12 de Junho de 2013
Uma nova versão do modelo regional BRAMS de
previsão de tempo, cobrindo toda a América do Sul, foi lançada pelo Centro de
Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas
Espaciais (CPTEC/INPE). O BRAMS, versão 5.0, já está operacional para até sete
dias (http://previsaonumerica.cptec.inpe.br/).
O modelo gera previsões com resolução espacial de 5 quilômetros, enquanto o
modelo anterior fornecia previsões com resolução de 20 quilômetros. O avanço só
foi possível devido a alta capacidade de processamento do novo supercomputador
CRAY, do INPE, o Tupã, instalado no CPTEC, em Cachoeira Paulista.
Os desenvolvimentos para tornar a nova versão do BRAMS operacional
levaram cerca de um ano. Para cobrir toda a extensão da América do Sul, foram
necessárias 1360 x 1480 células horizontais e 55 níveis verticais. As células
de grade, num total de 110 milhões, aproximadamente, são processadas
simultaneamente nos 9.600 processadores do CRAY, em computação paralela.
Este esforço coordenado pelo Grupo de Modelagem Atmosférica e
Interfaces (GMAI) colocou o CPTEC/INPE em posição de competitividade em relação
aos principais centros operacionais do mundo. O centro de previsão do National Centers for Environmental Prediction
(NCEP), por exemplo, gera previsões a partir de um modelo similar – o National Mesoscale Model – de 4
quilômetros, 70 níveis verticais e grade de 1371 x 1100 células, que cobre toda
a região continental dos Estados Unidos.
Para desenvolver esta nova versão do modelo BRAMS, também utilizado
para a previsão e monitoramento da poluição
do ar, utilizou-se um modelo não-hidrostático, que representa
com maior precisão processos físicos de menor escala, como o desenvolvimento e
dissipação de nuvens e chuvas. Diversos avanços em parametrização
(representações matemáticas de processos físicos) foram realizados para nuvens,
radiação solar e processos e dinâmicas de superfície.
A avaliação comparativa para a média de chuva do mês de janeiro, na
figura abaixo, mostra o avanço da nova versão em relação à anterior do BRAMS,
apontando com maior precisão quantidade e localização das chuvas, como pode-se
observar no mapa de dados observados (medidas de estações meteorológicas, satélites,
bóias oceânicas, etc.).
Para a implementação desta nova versão foi realizada uma grande
reformulação do paralelismo do modelo, empreendida pelo grupo de Processamento
de Alto Desempenho (PAD), do CPTEC/INPE. Este esforço permitiu a operação
escalar de dezenas de milhares de cores, tornando
viável a operação do modelo, e ao mesmo tempo extraindo o máximo de desempenho
de processamento do supercomputador.
Avanço - Mapas de média de
chuva de janeiro de 2013 gerados pelo modelo anterior do BRAMS (esquerda),
modelo atual (centro) e comparados ao mapa de dados observados.
Fonte: Site do
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)


Comentários
Postar um comentário