Estud. de 21 Anos Poderá Ser 1º Turista Espacial Brasileiro
Olá leitor!
Segue abaixo uma matéria postada ontem (11/06) no “Portal
TERRA” dando destaque à possibilidade do jovem estudante Pedro Henrique Doria
Nehme torna-se em 2015 o “1º Turista Espacial Brasileiro”.
Duda Falcão
CIÊNCIA - ESPAÇO
Estudante de 21 Anos Poderá
Ser 1º Turista Espacial Brasileiro
Tendência é que viagens espaciais se tornem tão comuns
quanto voos entre países distantes dentro de alguns anos
Portal Terra
11 de Junho de 2013 - 07h45
Atualizado às 07h54
Foto: KLM /
Divulgação
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| Pedro Henrique Doria Nehme, 21 anos, venceu a promoção da companhia aérea KLM e ganhou uma passagem para o espaço |
Um palpite bem-sucedido garantiu a um estudante
brasileiro um lugar na história espacial. Pedro Henrique Doria Nehme, 21 anos,
venceu a promoção da companhia aérea KLM ao se aproximar das coordenadas de
latitude, longitude e de maior altitude atingida por um balão solto no deserto
de Nevada, nos Estados Unidos. O prêmio: um lugar na nave Lynx Mark II, da
Space Expedition Corporation, empresa que espera realizar os primeiros voos
comerciais ao espaço no próximo ano.
Com o acerto, que ele atribui à sorte e ao conhecimento
na área - como aluno de Engenharia Elétrica na Universidade de Brasília e
estagiário na Agência Espacial Brasileira (AEB) -, Nehme chega perto de
alcançar três marcas significativas: o segundo brasileiro a visitar o espaço, o
primeiro civil do País a cruzar a atmosfera e um dos precursores do turismo
espacial. Elas dependem ainda da data exata da viagem, que deve ocorrer em
2015.
Se Nehme tivesse que arcar com os custos da passagem, sua
aventura não seria barata. A nave que o levará ao espaço comporta apenas um
piloto e um copiloto. Ou seja, o turista espacial, nesse caso, após passar por
um treinamento com diversas simulações, divide com o astronauta-piloto a cabine
de comando. Dali, uma vista com 4 metros de largura se descortina diante dos olhos
do participante. O preço: R$ 200 mil, aproximadamente.
O valor alto não impediu que muitas pessoas comprassem
passagem para os voos pioneiros, inclusive brasileiros. A maioria opta pelo
anonimato, talvez em função do investimento elevado. Rubens Barrichello,
ex-piloto de Fórmula 1 e atualmente na Stock Car, teria desembolsado mais de R$
400 mil em 2009 para reservar lugar em programa da Virgin Galactic, então
patrocinadora de sua equipe.
Em alguns anos, porém, a tendência é que as viagens
espaciais se tornem tão comuns quanto voos entre países distantes, por exemplo.
Para Nehme, o turismo espacial é uma vertente da democratização do acesso ao
espaço. “Fico contente por esse processo estar dando certo e existirem diversas
empresas que estão desenvolvendo veículos para facilitar e baratear o
lançamento de satélites”, diz.
Foto: KLM /
Divulgação
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Ele espera que o Brasil aproveite a oportunidade para
desenvolver projetos nas universidades, permitindo aos estudantes construir,
testar, lançar e rastrear seus próprios satélites. Também defende uma mudança
de mentalidade com relação ao segmento aeroespacial. “Uma empresa brasileira
poderia estar realizando voos suborbitais e colocando em órbita os satélites
brasileiros”, avalia.
Voo Suborbital
O voo que levará Nehme ao espaço será suborbital, ou
seja, cruzará a atmosfera com mudança gravitacional, mas sem atingir a órbita.
Com duração estimada em uma hora, a aventura a bordo da Lynx Mark II deve
alcançar 103 quilômetros de altitude, em velocidade três vezes superior à do
som (mais de 3,5 mil km/h).
Com a experiência, o estudante brasileiro espera mudar a
visão do segmento aeroespacial brasileiro. “É extremamente importante um
investimento maior no setor, para que a sociedade possa sentir todos os
benefícios”, afirma. Já sobre ter seu nome gravado na história, ele diz que se
trata de uma grande responsabilidade e que “a ficha ainda está caindo”.
Carga útil
Como estagiário da AEB, ele desenvolve uma carga útil
(CanSat) com aplicações em sensoriamento remoto e meteorologia. É um projeto
que busca construir uma plataforma de baixo custo para imageamento terrestre a
altitudes elevadas. Também permite a redução de custo de sondas meteorológicas
e testes de componentes utilizados em pequenos satélites.
Apesar da ligação com a área espacial e de seu trabalho
na AEB, Nehme não alimenta expectativa quanto a se tornar um astronauta no
futuro. Segundo ele, com os atuais números do programa espacial brasileiro, não
existe espaço para o desenvolvimento de formação de astronautas. “É só comparar
o investimento que o Brasil faz no setor com o de outros países, como Rússia,
China e Índia”, conclui.
Fonte: Portal Terra - 11/06/2013 -
http://noticias.terra.com.br/


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