CPTEC Aumenta em 4 Vezes a Precisão da Prev. do Tempo
Olá leitor!
Segue abaixo uma matéria postada ontem (12/06) no site do
jornal “O Globo” destacando que o Centro
de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/INPE) aumentou em quatro
vezes a precisão da previsão do tempo no Brasil.
Duda Falcão
CIÊNCIA
Centro Brasileiro Aumenta em Quatro Vezes
a Precisão da Previsão do Tempo
Novo modelo do CPTEC, que usa o supercomputador Tupã,
consegue mapear
com resolução de cinco quilômetros quadrados.
Versão 5.0 do Brams também é usado para monitorar poluição do ar.
O Globo (Email)
Publicado:
12/06/13 - 16h27
Atualizado:
12/06/13 - 22h00
Terceiro /
Divulgação/ FAPESP
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RIO - Os olhos da
previsão do tempo no Brasil passaram a enxergar melhor. Com quatro vezes mais
precisão, mais precisamente. O Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos
(CPTEC/INPE) lançou uma atualização do modelo Brams de previsão, turbinado
agora pela alta capacidade de processamento do supercomputador Tupã, instalado
em Cachoeira Paulista. Antes, o Brams fazia previsões de até uma semana com
nitidez de 20 quilômetros quadrados. Agora, a resolução é de 5 quilômetros
quadrados para os mesmos sete dias.
Com a nova
versão, o nível de detalhe da previsão, que antes se limitava a uma cidade ou
região, desta vez consegue diferenciar um bairro do outro. A consulta ao novo
modelo meteorológico é gratuita e está disponível no site do CPTEC.
Para cobrir toda
a América do Sul, o Brams dividiu o território como num grande jogo de batalha
naval, com 1360 por 1480 células de área. Como é um modelo em três dimensões,
há também 55 níveis verticais para cada uma destas células. No total, são 110
milhões de pontos, processados simultaneamente nos 9.600 processadores do Tupã.
Segundo o CPTEC,
a versão 5.0 do Brams coloca o Brasil em posição de competitividade com os
principais centros operacionais do mundo. O centro de previsão do National
Centers for Environmental Prediction (NCEP), por exemplo, gera previsões a
partir de um modelo similar – o National Mesoscale Model – de 4 quilômetros, 70
níveis verticais e grade de 1371 x 1100 células, que cobre toda a região
continental dos Estados Unidos.
Para desenvolver
esta nova versão do modelo BRAMS, também utilizado para a previsão e
monitoramento da poluição do ar, são usados dados de estações meteorológicas de
todo o país, de satélites, boias oceânicas e imagens de avião.
Fonte: Site do Jornal O GLOBO – 12/06/2013 - http://oglobo.globo.com/

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